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ATITUDE
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Acreditamos no Pai, Filho e Espírito Santo. Acreditamos na Palavra de Deus como regra de fé.
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Acreditamos que devemos cuidar da saúde. Acreditamos que devemos cuidar da natureza.
Acreditamos que Jesus voltará.

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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Gigantes existiram?


“Naqueles dias havia nefilins na terra, e também posteriormente, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens e elas lhes deram filhos. Eles foram os heróis do passado, homens famosos” (Gênesis 6:4). Algumas traduções trazem o termo “nefilins” como “gigantes”. Por enquanto, não há evidência fóssil desses gigantes. Não há descoberta ou qualquer achado que possamos ligar a esse texto. Existe muita especulação que até rendeu uma série no History Channel com o nome “Em Busca de Gigantes”. Essa especulação inspira nossa imaginação, mas não podemos dizer que esses fósseis existem nem que foram encontrados. Antes do dilúvio, a Terra era bem diferente. Pelo registro fóssil, vemos que existiu uma megafauna e uma megaflora. Sabemos que as condições climáticas, relevo, alimentação e outros fatores eram totalmente diferentes. Levando em consideração todas as informações de que dispomos do período antediluviano, sabemos que os seres humanos eram diferentes. Viviam mais e, com certeza, eram maiores. Porém, não temos em mãos esse registro fóssil humano. 

O termo “nefilim” vem do hebraico נְפִלנ ְפִיל, que significa “desertores”, “caídos”, “derrubados”, porém, esse termo é uma variação de נָפַל, uma forma causativa do verbo “nafál” ou “nefal” (cair, queda, derrubar, cortar). Ou seja, refere-se à ideia de dividido, falho, queda, perdido, mentiroso, desertor. Literalmente, os que fazem os outros cair ou mentir.

Essa passagem bíblica traz muita controvérsia. Se lermos os primeiros versículos, encontraremos alguns versos que podem complicar nossa interpretação.

“Quando os homens começaram a se multiplicar na terra e lhes nasceram filhas, os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram bonitas e escolheram para si aquelas que lhes agradaram. Então disse o Senhor: ‘Por causa da perversidade do homem, Meu Espírito não contenderá com ele para sempre; e ele só viverá cento e vinte anos.’ Naqueles dias havia nefilins na terra, e também posteriormente, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens e elas lhes deram filhos. Eles foram os heróis do passado, homens famosos. O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal” (Gênesis 6:1-5).

Alguns erradamente alegam que os “filhos de Deus” eram anjos caídos (demônios), os quais teriam se relacionado com fêmeas humanas e/ou habitado os corpos de machos humanos para então se relacionar com as fêmeas humanas. Essa união teria dado origem a filhos, os nefilins, os quais eram “os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama” (Gênesis 6:4).

Os “filhos de Deus” não poderiam ser anjos, porque anjos são seres espirituais (Hebreus 1:14) e não têm relações sexuais (Mateus 22:30; Marcos 12:25; Lucas 20:34-36). Se estudarmos o contexto (os capítulos próximos) de Gênesis 6, veremos que os “filhos de Deus” eram os descendentes de Sete, fiéis a Deus (Gênesis 5), e as “filhas dos homens” eram descendentes de Caim, rebeldes contra Deus (Gênesis 4:1-24). Depois que houve essa união entre os dois grupos, que foi reprovada por Deus, apenas Noé e sua família permaneceram leais a Deus (Gênesis 6:8-10).

Se os homens antediluvianos eram maiores, esses neflins possivelmente fossem maiores ainda, aguçando mais nossa imaginação. De acordo com as lendas hebraicas (O livro de Enoque e outros livros não bíblicos), eles eram uma raça de gigantes e “super-heróis” que fizeram atos de maldade.

Tudo o que a Bíblia diz diretamente sobre eles é que eram “os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama” (Gênesis 6:4). Os nefilins não eram alienígenas, mas, sim, seres físicos e reais, produzidos da união entre os filhos de Deus e as filhas do homens (Gênesis 6:1-4). Devemos ter cuidado em não utilizar textos duvidosos, não canônicos para sustentar nossas explicações. Também devemos ter cuidado em não criar problemas teológicos com o restante das Escrituras em nossas interpretações.

Existiram mais gigantes depois do dilúvio, como vemos em Gênesis 6:4, que diz: “Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois...” No entanto, é provável que tenha sido em uma escala muito menor do que antes do dilúvio. Quando os israelitas espionaram a terra de Canaã, eles disseram a Moisés: “Também vimos ali gigantes, filhos de Enaque, descendentes dos gigantes; e éramos aos nossos olhos como gafanhotos, e assim também éramos aos seus olhos.” No entanto, essa passagem não diz especificamente que eram os nefilins de quem estavam falando, apenas que os espiões achavam que tinham visto nefilins. É mais provável que os espiões tenham testemunhado pessoas muito altas em Canaã e, por engano, acharam que eles fossem nefilins (Josué 11:21, 22; Deuteronômio 3:11; 1 Samuel 17).

(Onze de Gênesis)

terça-feira, 18 de abril de 2017

Descoberta Arqueológica no Egito


CAIRO — Arqueólogos descobriram mais de mil estátuas e dez sarcófagos numa antiga tumba que pertenceu à nobreza na margem ocidental do Rio Nilo, em Luxor. De acordo com o Ministério de Antiguidades, a sepultura foi construída para um juiz, durante o Império Novo, entre os anos 1.500 e 1.000 a.C.

— Existem dez sarcófagos e oito múmias. As escavações continuam — disse Mostafa el-Waziri, diretor da missão arqueológica.
O Vale dos Reis foi o principal local de sepulturas de faraós e nobres no Egito por quase 500 anos, até o século XI a.C. A nova tumba foi descoberta numa região próxima, na necrópole de Dra Abu-el Naga, utilizada a partir da XVII dinastia egípcia e por oficiais da administração do Império Novo na capital à época, Tebas.
A tumba possui um pátio aberto, que leva a dois salões. Num deles estavam quatro sarcófagos e, no outro, seis. Segundo el-Waziri, uma outra câmara foi encontrada, com as estátuas que ilustram reis de diferentes dinastias. Um outro salão pertence ao mesmo complexo, mas ainda não foi escavado.
Em comunicado, o ministério informou que a tumba pertenceu a um nobre chamado Userhat, que trabalhou como juiz na XVIII dinastia. Ela foi aberta para a colocação de mais sarcófagos durante a XXI dinastia, há cerca de 3 mil anos, para proteção das múmias durante um período em que o saque dessas relíquias era comum.
— Foi uma surpresa de quantas coisas estavam dentro da tumba — disse o ministro de Antiguidades, Khaled el-Enany. — Nós encontramos um grande número de estátuas, mais de mil delas.

O Globo

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Descoberta arqueológica confirma história da Bíblia


Quem já leu a Bíblia provavelmente conhece a narrativa do rei Ezequias. Segundo conta a história do Livro Sagrado, ele reinou em uma cidade histórica e baniu dela todas as referências pagãs que ela possuía. Por muito tempo, especulou-se sobre a veracidade da cidade, que ficaria onde hoje é Israel. E um grupo de arqueólogos conseguiu provar que, sim, a história do rei Ezequias é realmente verdadeira. Em explorações na região, os arqueólogos fizeram a descoberta que especialistas da área e religiosos esperavam havia séculos. Lá encontraram um santuário e seu portal extremamente antigo. O portal, que foi desenterrado por inteiro pelo grupo de arqueólogos, está localizado no que hoje é a cidade israelense de Tel Lachish. Parte do portal já havia sido encontrada, mas só sua descoberta por inteiro confirmou a história.

“O que temos hoje é algo realmente muito especial, desenterramos o portal por inteiro. E podemos afirmar que o tamanho do portal coincide bastante com os conhecimentos históricos e arqueológicos que temos sobre essa história bíblica”, afirma Sa’ar Ganor, diretor da Autoridade de Antiguidades de Israel.

A porta encontrada é a entrada para uma área de 24,5 metros quadrados onde foram encontradas outras seis câmaras orientadas para a rua principal da antiga cidade. A descoberta foi muito comemorada tanto pela comunidade de arqueólogos como entre religiosos.

(Yahoo notícias)

Arqueólogos descobrem cemitério filisteu em Israel


Pesquisadores em Israel afirmam ter descoberto um cemitério filisteu - seria, segundo eles, o primeiro a ser encontrado na história. O achado, ocorrido em 2013 e tornado público no domingo (10), pode trazer respostas sobre o antigo mistério em torno da origem do povo. A descoberta marcou o fim da escavação realizada pela Expedição Leon Levy na região do Parque Nacional de Ashkelon, no sul de Israel. Os trabalhos duraram 30 anos. Os líderes da pesquisa dizem ter encontrado 145 conjuntos de restos mortais em várias câmaras fúnebres, algumas cercadas por perfume, comida, joias e armas. As ossadas são originárias do período compreendido entre os séculos 11 a.C. e 8 a.C. Os filisteus são mencionados na Bíblia como arqui-inimigos dos antigos israelitas. Acredita-se que eles tenham migrado para as terras de Israel por volta do século 12 a.C., vindos de áreas do oeste.
O filisteu mais famoso é Golias, guerreiro gigante que, segundo o Livro sagrado, foi vencido pelo jovem Davi antes de ele se tornar rei.
“Após décadas estudando o que os filisteus deixaram para trás, nós finalmente ficamos cara a cara com essas pessoas”, afirmou Daniel M. Master, um dos líderes da escavação. “Com essa descoberta, estamos próximos de desvendar o segredo em torno de suas origens.”
O achado foi mantido em segredo por três anos, até que os trabalhos fossem finalizados. O objetivo era evitar atrair a atenção de ativistas judeus ultraortodoxos, que já haviam feito atos contra escavações. Os manifestantes acusavam os arqueólogos de perturbar locais de sepultamento. “Tivemos que segurar nossas línguas por um longo tempo”, disse Master.
Especialistas que estudaram o período divergem sobre a origem geográfica dos filisteus - Grécia, sua ilha Creta, Chipre e Anatólia, na Turquia, são apontados.
A equipe da expedição está agora fazendo exames de DNA, de datação por radiocarbono e outros testes nos restos mortais em uma tentativa de apontar com precisão sua ascendência.
A maioria dos corpos não foi enterrada com itens pessoais, afirmam os pesquisadores, mas perto de alguns havia utensílios onde eram guardados perfumes, jarras e pequenas tigelas.
Poucos indivíduos foram sepultados com pulseiras e brincos. Outros, com armas. “É assim que filisteus tratavam seus mortos, e esse é o ‘livro de códigos’ para decifrar tudo”, disse o arqueólogo Adam Aja, um dos participantes da escavação.

Blg Criacionismo

Mais duas descobertas respaldam histórias bíblicas


Arqueólogos israelenses descobriram uma marca do selo do rei bíblico Ezequias, que ajudou a transformar Jerusalém em uma metrópole na antiguidade. A inscrição circular em uma peça de argila de menos de um centímetro de comprimento pode muito bem ter sido feita pelo próprio rei, disse Eilat Mazar, da Universidade Hebraica de Jerusalém, que dirigiu a escavação onde a peça foi encontrada. Ezequias reinou aproximadamente no ano 700 a.C. e foi descrito na Bíblia como um monarca ousado, “de modo que não houve ninguém semelhante a ele, entre todos os reis de Judá, nem antes nem depois dele” (2Rs 18:5), e que se dedicou a eliminar a idolatria em seu reino. “Essa é a primeira vez que a impressão de um selo de um rei israelita ou da Judeia veio à luz em uma escavação arqueológica científica”, afirmou Mazar.
A impressão na argila, conhecida como bula, foi descoberta junto ao pé da parte sul de um muro que cerca a Cidade Velha de Jerusalém, uma região rica em relíquias do período do primeiro dos dois templos judeus antigos. O artefato estava enterrado em uma área de descarte de dejetos que remonta aos tempos de Ezequias, e provavelmente foi atirado de um edifício real adjacente, segundo Mazar, contendo escritos em hebraico antigo e o símbolo de um sol com duas asas.
A bula foi catalogada inicialmente e armazenada, juntamente com 33 outras, após uma primeira inspeção que não conseguiu detectar sua verdadeira identidade. Só cinco anos mais tarde, quando um membro da equipe a examinou sob uma lupa e discerniu pontos entre algumas letras, é que seu significado ficou claro. Os pontos ajudam a separar as palavras “Pertencente a Ezequias (filho de) Acaz, rei de Judá”.
Mazar afirmou que a parte de trás da impressão na argila tem sinais de barbantes finos usados para amarrar papiros. “Sempre surge a pergunta ‘quais são os fatos reais por trás das histórias bíblicas?’”, disse. “Aqui temos a chance de chegar tão perto quanto possível da própria pessoa, do próprio rei.”

Outra descoberta arqueológica na cidade de Beit Shemesh (ou Bete-Semes, em português). Citada pela primeira vez no livro de Josué, o lugar ficou mais conhecido por ser parte do Vale de Soreque, onde viveu Sansão. Um menino de oito anos, chamado Itai Halpern [foto], fazia uma caminhada com sua família no sítio arqueológico (Tel) quando encontrou a cabeça de uma estatueta de Astarote (ou Aserá), divindade pagã dos cananeus.
Nesse mesmo Tel, em 2012, foi descoberto o chamado “selo de Sansão”. Com menos de uma polegada de diâmetro, retrata um homem com cabelo comprido lutando contra uma figura felina. Especialistas acreditam que é uma representação da história bíblica de Juízes 14.
A confirmação de que o achado do jovem Itai realmente é a cabeça da deusa foi feita pela Autoridade de Antiguidades de Israel. Embora não seja a primeira do tipo, mostra que essas pequenas figuras de mulher eram muito comuns nas casas dos moradores do reino de Judá durante a época do Primeiro Templo. Curiosamente, essa não é a primeira descoberta arqueológica importante feita por uma criança neste ano. Dois meses atrás, o russo Matvei Tcepliaev, de 10 anos, achou um raro sinete de três mil anos de idade, em Jerusalém.
O culto a Aserá, conhecida por ser filha de Baal, foi condenado pelos profetas bíblicos repetidas vezes. Ela é chamada de “deusa dos Sidônios” (1Rs 11:5) e geralmente era representada com seios grandes ou múltiplos, o que a associava à ideia de fertilidade.
No livro de 1 Samuel, Bete-Semes é mencionada como a cidade para onde os filisteus levaram a “arca da aliança”, capturada por eles após uma batalha. O achado arqueológico do menino apenas confirma outras descobertas sobre a vida no território do antigo reino de Judá na época imediatamente anterior ao período do Primeiro Templo, chamada de “Idade do Ferro” pelos estudiosos.
Alon De Groot, um especialista, afirmou ao Jerusalém Post que “figuras como essa, com forma de mulheres nuas que representam a fertilidade, eram comuns nas casas dos moradores da Judeia no século 8 a.C. Possivelmente, até a destruição do reino pelos babilônios nos dias de Zedequias (em 586 a.C.)”.
Segundo a história, o rei assírio Senaqueribe invadiu e saqueou Bete-Semes no ano 701 a.C., e sua destruição foi concluída em 86 a.C. pelo rei babilônico Nabucodonosor.

Reuters Brasil
Gospel Prime

Dez evidências científicas confirmam histórias bíblicas


Elementos de uma história real

1. A física da Arca de Noé. Em 2014, quatro estudantes de física da Universidade de Leicester (Reino Unido) testaram as instruções dadas no livro de Gênesis para construir a Arca de Noé. Eles queriam ver se a arca, de 300 cúbitos de comprimento, 50 de largura e 30 de altura, realmente flutuaria. Um cúbito é o comprimento da ponta do dedo médio de uma pessoa ao seu cotovelo, que os alunos padronizaram como cerca de 48 centímetros. Isso significa que a arca em si teria tido cerca de 145 metros de comprimento, 24 metros de largura e 14 metros de altura. A Bíblia diz que a arca foi feita de madeira de Gofer, mas hoje ninguém sabe o que é isso. Uma suposição comum é que essa madeira era algum tipo de cipreste. Quando vazia, uma arca de cipreste pesaria aproximadamente 1,2 milhão de quilos. Quanto peso a arca poderia aguentar sem afundar? Supondo que o navio tinha a forma de uma caixa, o peso máximo que poderia deter era quase 51 milhões de quilos, equivalente a 2,1 milhões de ovinos.
Então, a arca poderia ter transportado dois de cada animal do mundo? Existem até oito milhões de espécies distintas hoje, mas a maioria poderia sobreviver a uma inundação sem precisar da arca. Além disso, os estudiosos bíblicos notam que o Gênesis se refere a dois de cada “tipo criado”, o que provavelmente se refere a um número menor de animais do que cada espécie distinta. Assumindo que toda a vida aquática ficou no mar, os estudantes estimam que somente 35 mil pares de animais tiveram que ser colocados a bordo da arca, o que ela facilmente era capaz de aguentar. Para reduzir o espaço necessário dentro da arca, filhotes ou espécimes jovens de grandes animais como elefantes poderiam ter sido levados.

2. O poder de Jezabel. Jezabel, a mulher mais perversa da Bíblia, é mencionada em várias passagens. No século IX a.C., ela se casou com o rei Acabe de Israel, mesmo sendo uma fenícia que adorava a divindade Baal. De acordo com a Bíblia, em uma passagem, a rainha Jezabel usa o selo de Acabe em documentos para persuadir os israelitas a aceitar sua religião, o que a fez ser jogada de uma janela para ser comida por cães. Os historiadores há muito tempo se perguntam se a rainha Jezabel tinha influência independente da autoridade de Acabe. Em outras palavras, será que ela realmente poderia ser tão ruim quanto parece na Bíblia? A resposta pode estar em um selo de pedra descoberto em Israel em 1964.
A iconografia do selo inclui duas cobras, um falcão Hórus e um disco solar alado, que a estudiosa do Antigo Testamento Marjo Korpel interpreta como sugerindo uma ligação à realeza. Além disso, uma flor de lótus e uma esfinge com uma cabeça de mulher e uma coroa implica que o selo foi usado por uma rainha. Se o selo pertenceu a Jezabel, isso significa que ela tinha seu próprio poder político considerável.
Os arqueólogos inicialmente tiveram problemas em conectar o selo à rainha Jezabel. As letras gravadas na pedra eram confusas. Seu nome parecia grafado incorretamente. No entanto, quando comparado a outros de seu tempo, notou-se que a borda superior do selo estava faltando, que provavelmente continha as duas letras que faltavam para soletrar o nome de Jezabel corretamente, em hebraico antigo.
Alguns problemas ainda restam, no entanto. Como o selo não foi encontrado por arqueólogos, mas simplesmente apareceu no mercado de antiguidades de Israel, isso complica a identificação de suas origens, mesmo que não seja algo incomum (apenas 10% dos selos judaicos antigos são descobertos em escavações científicas). Além disso, especialistas como Christopher Rollston observam que a parte que falta do selo é grande o suficiente para sugerir, pelo menos, cinco letras a mais, e não apenas duas. As letras que faltam poderiam formar qualquer número de nomes ou palavras diferentes. Em última análise, nós provavelmente nunca saberemos a origem do selo com certeza, embora possamos dizer que ele pertencia a uma mulher muito poderosa.

3. O sumo sacerdote judeu Caifás. Aparecendo nos evangelhos do Novo Testamento de João, Mateus, Lucas e Atos, Caifás foi o sumo sacerdote de Israel que presidiu o julgamento de Jesus antes de entregá-Lo para o governador romano Pôncio Pilatos para a crucificação. (Aliás, existe uma pedra que é uma evidência física de que Pôncio Pilatos realmente existiu.) Em 1990, trabalhadores de uma estrada em Jerusalém tropeçaram em uma caverna antiga contendo doze caixas de calcário com ossos de mortos. Em um desses ossuários, particularmente ornamentado, estava inscrito “Joseph, filho de Caifás”. Esse nome é próximo do historiador judeu do primeiro século Flávio Josefo, que se referiu a Caifás como “Joseph, que se chamava Caifás do sumo sacerdócio”.
O ossuário elaboradamente decorado continha os ossos de um homem de 60 anos de idade, aproximadamente a idade de Caifás quando morreu. Os arqueólogos também observaram que a escrita nas caixas e na parede da caverna era uma linguagem usada pelos trabalhadores de cemitérios no primeiro século. Um dos ossuários continha uma moeda de bronze de 43 d.C., mais uma prova de que os ossuários foram colocados na caverna durante o primeiro século depois de Cristo.
Dito isso, o achado é controverso. Arqueólogos céticos notam que o ossuário não é tão “chique” quanto se esperaria do lugar de enterro de um sumo sacerdote. E enquanto outros judeus ricos da época tinham seus ossuários delicadamente inscritos, a escrita no de Caifás parece ter sido grosseiramente riscada com um prego. Além disso, alguns linguistas têm argumentado que o nome hebraico no túmulo não tem sílabas o suficiente para ser a origem do grego “Caifás”, e teria realmente soado mais como “Qopha”. Outros rejeitam essa observação afirmando que os gregos costumavam acrescentar sílabas extras para nomes estrangeiros confusos.
O ossuário está agora no Museu de Israel em Jerusalém, embora os ossos tenham sido enterrados no Monte das Oliveiras. Em 2008, outro ossuário foi descoberto em Israel e identificado como pertencente à filha de Caifás. Ele é gravado com as palavras: “Miriam, filha de Yeshua, filho de Caifás. Sacerdotes (de) Ma’aziah de Inri Beth”.

4. A Piscina de Siloé. O Evangelho segundo João conta a história de quando Jesus restaurou a visão de um cego colocando argila em seus olhos e lavando-os com água da Piscina de Siloé. A piscina foi um grande reservatório em Jerusalém durante o Antigo Testamento, mas foi destruída por invasores vários séculos antes de Jesus nascer. Mais tarde, foi reconstruída em várias ocasiões, mas não havia nenhuma menção de uma versão da piscina no primeiro século. Em 2004, trabalhadores que tentavam reparar uma linha de esgoto danificada descobriram dois degraus que levavam até uma piscina. Arqueólogos rapidamente escavaram o local e encontraram uma piscina em formato de trapézio de cerca de 69 metros de comprimento. Eles também encontraram moedas e cerâmica que datavam o local em torno da época de Jesus. Em particular, quatro moedas Alexander Janeu estavam enterradas no gesso sob a fachada de pedra da piscina. Janeu governou Jerusalém de 103 a.C. a 76 a.C. Em um canto da piscina, os arqueólogos ainda descobriram cerca de 12 moedas no lodo datadas de 66 d.C. a 70 d.C., indicando que a piscina estava pelo menos parcialmente preenchida nessa época. Juntos, os dois grupos de moedas dão uma estimativa de por quanto tempo a piscina foi utilizada.
O local pode ter sido usado para banhos rituais, natação ou fornecimento de água potável para os moradores da cidade. Algumas pessoas acreditam que os judeus ritualmente submergiam nessa piscina quando faziam suas peregrinações para Jerusalém e, como Jesus teria feito essas peregrinações também, faz sentido que tenha estado na área.

5. Possível casa onde Jesus cresceu. Embora algumas pessoas argumentem que Jesus nunca existiu, os estudiosos mais sérios acreditam que o Jesus histórico nasceu por volta de 4 a.C. e foi educado na fé judaica em Nazaré. E o arqueólogo Ken Dark acredita que encontrou uma casa nazarena do primeiro século em que Jesus pode ter vivido quando criança. Na década de 1880, freiras descobriram pela primeira vez essa estrutura de argamassa e pedra construída em uma encosta. Artefatos encontrados no interior da casa sugerem que era a residência de uma família judia. Por exemplo, panelas de pedra calcária teriam sido usadas pelos judeus porque se acreditava que o material era particularmente puro. Dark também citou um texto escocês do século VI descrevendo uma peregrinação à Terra Santa e incluindo uma parada em uma igreja em Nazaré “onde antes havia a casa em que o Senhor passou Sua infância”. Essa referência parece correta. Embora a casa tenha sido abandonada durante o primeiro século d.C., Dark afirma que foi identificada como a casa de Jesus durante o período bizantino, quando foi decorada com mosaicos. Os bizantinos também construíram uma igreja sobre o local, para protegê-lo. Mesmo assim, a casa foi incendiada no século 13.
Dark se esforça para notar que não sabemos se a casa, na verdade, pertencia a Jesus, só que os bizantinos acreditavam que pertencia. Também outros arqueólogos acham que Dark tem “necessidade de localizar tudo mencionado nas Sagradas Escrituras”, o que leva a fazer alegações precipitadas. Por fim, existem algumas outras questões ainda não respondidas. Por exemplo, por que a única menção desse lugar é em uma carta escocesa obscura?


6. Muro do Rei Salomão. No Primeiro Livro dos Reis, nos é dito que o rei Salomão construiu um muro em torno de Jerusalém. No início de 2010, a arqueóloga Eilat Mazar anunciou a descoberta de um muro, juntamente com outras estruturas defensivas, que parecem datar dos tempos de Salomão, no século X a.C. A parede tem cerca de 70 metros de comprimento e 6 de altura. Está localizada em Jerusalém e abrange o que teria sido a Cidade de Davi (agora o bairro árabe de Silwan) e o Monte do Templo. A equipe de Mazar escavou partes de outras estruturas defensivas nessa área, incluindo uma torre de guarda e uma portaria que acessava a parte real da cidade. Mazar acredita que só o rei Davi ou seu filho, o rei Salomão, poderiam ter construído tal estrutura naquele momento. Cacos de grandes jarros de cerâmica descobertos no local o datam do final do século X a.C, o que poderia colocá-los na época de Salomão. Além disso, um dos frascos de armazenamento tinha uma inscrição que apontava sua propriedade por um funcionário hebreu de alto escalão.

O arqueólogo Israel Finkelstein reconheceu que era possível que Salomão tivesse construído o muro, mas afirmou que há riscos na utilização de textos religiosos para identificar locais históricos. “Há a questão de quando foi escrito, 300 anos depois, ou no momento dos acontecimentos? Quais são suas metas e sua ideologia? Por que foi escrito?”, disse em entrevista à National Geographic. [É bom lembrar que Finkelstein é ateu e vive falando contra a Bíblia. – MB]

7. O poder das minas de cobre. Na Bíblia, o rei Davi lutou contra os edomitas. Muitos estudiosos acreditam que o conflito bíblico foi exagerado porque Edom e Israel antigo (ou Judá) não estavam suficientemente desenvolvidos para montar grandes exércitos. Eles veem Davi mais como um chefe tribal do que um rei. Porém, em 1997, arqueólogos explorando as terras baixas de Edom, no que é hoje o sul da Jordânia, encontraram evidências de uma sociedade mais complexa que incidiu sobre a mineração de cobre e poderio militar. Ao concentrar seus esforços em Khirbat en-Nahas (que significa “ruínas de cobre”, em árabe), esses arqueólogos concluíram que a sociedade não era apenas de pastoreio. Se os estudiosos tivessem olhado antes para as terras baixas, teriam encontrado locais de mineração de cobre. Com base na idade da cerâmica nesses locais, os cientistas creem que eles operaram mais fortemente em torno da época do rei Salomão. Os arqueólogos também encontraram uma grande fortaleza da Idade do Ferro. A datação por radiocarbono coloca a região no século X a.C., aproximadamente contemporâneo aos reinados de Davi e Salomão na Bíblia.

É possível que a produção de cobre significativa (sem um propósito militar, mas com uma sociedade complexa) tenha ocorrido no século XII a.C. ou mesmo antes, na área. Isso dá credibilidade a Gênesis 36:31, que se refere a reis em Edom antes de existirem reis em Israel. A Bíblia também diz que o Rei Salomão foi escolhido por Deus para construir o primeiro templo em Jerusalém usando centenas de toneladas de cobre. Entre as minas de Edom e outros locais de cobre datando do século X a.C., é possível que Salomão tivesse acesso a produção suficiente para construir um templo.

A Bíblia também fala sobre um rei egípcio chamado Sisaque, que invadiu a área cinco anos após a morte de Salomão. Recentemente, um amuleto egípcio inscrito com o nome do faraó Shesonq I (também conhecido como “Sisaque”) foi encontrado em uma mina de cobre chamada Khirbat Hamra Ifdan. Os arqueólogos acreditam que essa pode ser uma evidência das façanhas militares de Sheshonq I interrompendo a produção de cobre edomita no século X a.C.

8. Muro de Neemias. Já falamos sobre o muro de Salomão ao redor de Jerusalém. Mas a cidade e seus habitantes tiveram uma história tão tumultuada que suas paredes mudam frequentemente para espelhá-la. Segundo a Bíblia, no século VI a.C., Babilônia conquistou o Reino de Judá e mandou os judeus para o exílio, que continuou até a Pérsia derrotar Babilônia e permitir que os judeus voltassem para Jerusalém. Escrito na primeira pessoa, o Livro de Neemias conta a história de como Neemias mobilizou os judeus para reconstruir os muros e as portas de Jerusalém em apenas 52 dias.

Em 2007, Eilat Mazar revelou que sua equipe tinha descoberto um muro de 5 metros de largura que podia ser de Neemias, enquanto escavavam o que acreditavam ser o palácio do rei Davi na antiga Cidade de Davi. Quando uma torre de pedra nas proximidades começou a desmoronar, os arqueólogos falharam em repará-la, mas acabaram encontrando nela cerâmica, selos e outros artefatos que datam do sexto e quinto séculos a.C. Quando não encontraram cerâmica de um período anterior, concluíram que a torre foi construída em torno do mesmo tempo em que Neemias reconstruiu a muralha de Jerusalém. Alguns dos nomes sobre os artefatos são encontrados na Bíblia.

9. Cidadela da Primavera (ou do Rei Davi). Como parte de uma escavação de quase 20 anos na Cidade de Davi, arqueólogos anunciaram em 2014 a descoberta da “Cidadela da Primavera”, uma enorme fortaleza do século 18 a.C. que protegia a Fonte de Giom dos invasores nos tempos antigos. Suas paredes tinham 7 metros de espessura, permitindo apenas o acesso à fonte de dentro da cidade. “A fim de proteger a fonte de água, eles construíram não só a torre, mas também uma passagem fortificada”, disse o arqueólogo G. Uziel. “Essa estrutura muito impressionante foi operante até o fim da Idade do Ferro, e foi só quando o Primeiro Templo foi destruído que a fortaleza caiu em ruínas e deixou de ser utilizada.”

Os pesquisadores acreditam que a cidadela é a fortaleza que foi conquistada pelo rei Davi em 2 Samuel 5:6, 7. Ela serviu então para proteger a Fonte de Giom onde Salomão foi ungido rei de Israel. em 1 Reis 1:32-34.

10. Possível cidade natal de Golias. Os arqueólogos acreditam ter encontrado a cidade natal de Golias, Gath, uma cidade filisteia entre Ashkelon e Jerusalém, mencionada em 1 Samuel 6:17. Durante a escavação, os pesquisadores descobriram um altar de pedra de três mil anos com chifres em excelente estado, semelhantes aos descritos nos livros de Reis e Êxodo. No entanto, o altar dos filisteus tem dois chifres, enquanto os altares bíblicos têm quatro.
Os filisteus são vilões bíblicos que viviam em torno de Gath durante os séculos X e IX a.C., a era de Davi e Salomão. Aspectos da cultura filisteia parecem ter sido descritos com precisão na Bíblia. Por exemplo, os arqueólogos encontraram uma estrutura maciça com dois pilares semelhante ao templo filisteu da história de Sansão. Eles também descobriram fragmentos de cerâmica com nomes inscritos que são semelhantes ao nome Golias, de origem indo-europeia. Os israelitas e cananeus locais não teriam usado esse nome, mas, obviamente, os filisteus sim. Isso é consistente com outros achados que revelam que os filisteus mantiveram parte de sua cultura histórica, enquanto abraçaram um pouco da cultura local. Por exemplo, eles comiam cães e porcos, animais considerados impuros na cultura judaica. Eles também continuaram a adorar seus próprios deuses.
Embora a escavação tenha apresentado elementos que podem indicar batalhas violentas entre os reis de Jerusalém e os filisteus, os arqueólogos também encontraram indícios da destruição de Gath por um exército invasor no século IX a.C., semelhante à história da conquista da cidade pelo rei Hazael, no Livro de Reis. 

(Hypescience)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Maravilha náutica: A construção da arca foi possível? Arca de Noé comportaria 70 mil animais



Desde que o filme Noé obteve grande sucesso nos cinemas, a história bíblica da salvação dos animais do dilúvio voltou a ser comentada. Inclusive no meio acadêmico. Estudantes do mestrado de Física e Astronomia na Universidade de Leicester, Inglaterra fizeram um aprofundado estudo sobre as dimensões exatas da grande barca descritas em Gênesis. Sua motivação era descobrir se uma construção tão grande e tão pesada poderia mesmo flutuar. Deus instruiu Noé a construir uma arca com 300 côvados de comprimento por 50 de largura e 30 de altura. Mandou usar madeira de Gofer e revestir com piche [resina, no original, o que pode ter sido uma substância de origem vegetal]. Os estudantes ingleses começaram tomando por base as medidas de côvado usadas pelos hebreus e egípcios. Estabeleceram uma média para tentar descobrir com exatidão o quanto ele mediria. Os hebreus adotavam a medida de 44,5 centímetros, enquanto que o [côvado] dos egípcios tinha 52,3 centímetros. Os pesquisadores adotaram a média, ou seja, 48,2 centímetros.
Feita a multiplicação a partir desse referencial, concluíram que a Arca tinha 144,6 metros de comprimento por 14,1 m de altura e 24,1 m de largura. Isso seria semelhante ao tamanho dos grandes navios cargueiros que existem hoje, como o Ark Royal.
Os pesquisadores dizem que Gofer poderia ser cedro, cipreste ou pinheiro. Para efeitos da pesquisa foi utilizado o cipreste, estimando que seria semelhante em densidade. O peso da arca vazia seria cerca de 1,2 milhão de quilos.
Pelas leis da física, para flutuar, um objeto precisa exercer uma força igual ao peso da água deslocada por ele. Portanto, a arca afundaria se sua densidade fosse maior que a da água ao seu redor.
O estudante Benjamin Jordan, 21, explica: “Usando as dimensões da Arca e a densidade da água, fomos capazes de calcular a força de empuxo. Isso, de acordo com o princípio de Arquimedes, é igual ao peso do volume de fluído deslocado pelo objeto. Não há dúvidas que o peso gravitacional superaria a força de empuxo, fazendo com que o ela não afundasse.”
A pesquisa indicou que para abrigar todos os animais que a Bíblia [menciona], seriam necessários 8.454 metros quadrados, com a capacidade de cerca de 34 metros cúbicos de espaço. Seria o equivalente a 445 vagões, ou 10 trens com 44 vagões cada.
Tendo um formato de “caixa”, poderia carregar 51 milhões de quilos, sem afundar. Isso seria o equivalente ao peso de 70 mil animais, levando em conta o tamanho e peso médio de cada espécie. Eles usaram esse referencial a partir de uma pesquisa anterior, a qual estima que havia cerca de 35 mil espécies de animais que precisariam ser salvos por Noé.
Presumindo que todas as espécies marinhas permaneceram no oceano, logo a arca acomodaria perfeitamente todas as espécies que existiam naquele tempo.
A conclusão dos ingleses é que um barco com essas dimensões e peso poderia sim flutuar. O estudante Thomas Morris, 22, esclarece: “Não estamos tentando provar que ela realmente existiu, mas o que está relatado [na Bíblia] definitivamente funciona”. 

(Gospel Prime; com informações do Telegraph)

O registro da construção da arca de Noé em Gênesis 6:14-22 levanta sérias questões na mente dos críticos da Bíblia, entre elas: Como essa pequena arca poderia carregar 70 mil animais? Como um navio de madeira flutuaria numa tempestade tão violenta? Por que uma arca retangular ao invés de uma embarcação arredondada, como os atuais navios? Com base na engenharia de construção naval moderna e nos filmes que Hollywood apresenta, muitos céticos argumentam que não se podiam construir embarcações enormes como a de Noé a partir de madeira, mesmo utilizando a tecnologia avançada de hoje. Porém, argumentos como esse apenas exibem ignorância diante dos achados históricos. Isso porque documentos antigos descrevem embarcações de madeira que se aproximavam do tamanho da especificação do Gênesis, fornecendo uma confirmação acerca da capacidade dos povos antigos para a construção naval.
Há centenas de relatos diluvianos espalhados pelo mundo, indicando que muitos povos relembram o dilúvio. Há, inclusive, documentos arqueológicos antigos (Épico de Gilgamesh) contendo a descrição técnica da obra de engenharia naval que foi a construção da arca de Noé. São relatos que reescreveram de forma similar a história original da arca, evidenciando uma fonte comum.
Atualmente, engenheiros, programadores e especialistas em animais selvagens já consideram que a arca era suficiente e segura para a tarefa. A arca era, na verdade, uma estrutura enorme - do tamanho de um navio moderno −, com três níveis de convés (Gn 6:16), que triplicavam seu espaço para mais de 45.000 metros. Isso é equivalente a 569 vagões de trem.
A arca era feita de um material forte e flexível - madeira de Gofer - que hoje seria semelhante ao cedro (Gn 6:14). O cedro cede sem quebrar. A carga pesada dava estabilidade à arca. Além do mais, arquitetos navais relatam que um vagão retangular flutuante, como a arca, é o tipo de embarcação mais estável em águas turbulentas. Em 1971, cálculos preliminares foram feitos pelo Dr. Henry Morris sobre a estabilidade da Arca. Em 1977, cálculos adicionais foram realizados por um arquiteto naval, David Collins, que levou em conta as condições climáticas adversas que a arca teria encontrado. Collins concluiu: “A arca de Noé era extremamente estável, mais estável, na verdade, que os navios modernos.”
Em relação à carga dentro da arca, cientistas acreditam que a embarcação de Noé teria levado mais de 35.000 animais individuais, isto é, mais de 70 mil animais ao considerar o casal de cada espécie. Mas vale lembrar que as espécies diferentes dentro de cada espécie teriam surgido somente nos séculos após o dilúvio (note que o surgimento de novas espécies é devido à variação, a partir de material genético já existente, e não teria exigido novas informações genéticas, logo, não dá suporte à ideia de evolução).
Portanto, o conceito atual de “espécies” não significa o mesmo que o termo “tipo” na Bíblia. Mas, ainda que fosse, haveria provavelmente cerca de 70 mil tipos diferentes de animais terrestres que teriam de embarcar. Dentre eles, 58 tipos básicos de dinossauros entraram na arca. Sem contar que as espécies marinhas permaneceram no mar. E muitos dos animais que embarcaram seriam filhotes em estado de torpor (hibernação) durante o tempo que ficaram na arca. Assim, “com suas funções corporais reduzidas ao mínimo, a carga de seus cuidados teria sido grandemente aliviada”.
Em 2013, cientistas da área de Física da Universidade de Leicester calcularam as dimensões relatadas na Bíblia para a construção da arca de Noé e descobriram que ela não poderia navegar, mas poderia flutuar com segurança (assim como a proposta original era apenas flutuar durante o dilúvio), devido à sua forma retangular, e acomodaria perfeitamente todas as espécies.
Os autores ingleses começaram tomando por base as medidas de côvado usadas pelos hebreus e egípcios. Estabeleceram uma média para tentar descobrir com exatidão o quanto ele mediria. Os hebreus adotavam a medida de 44,5 centímetros, enquanto o côvado egípcios era de 52,3 centímetros. Os pesquisadores adotaram a média, ou seja, 48,2 centímetros. Segundo eles, a arca teria 144,6 metros de comprimento por 14,1 metros de altura e 24,1 metros de largura (Gn 6:15). Isso seria semelhante ao tamanho dos grandes navios cargueiros que existem hoje, como o Ark Royal. Por fim, os cientistas afirmam que “o que está relatado [na Bíblia] definitivamente funciona”.

Conclusão: mesmo estando continuamente atrasada e cega (por opção), a ciência moderna acaba confirmando o relato bíblico de Gênesis. Confira por si só e verá que o livro de Gênesis é uma fonte de informações científicas precisa e legítima.


Everton Fernando Alves

sábado, 14 de janeiro de 2017

Microevolução vs Macroevolução



A microevolução e a macroevolução podem ser concebidas como termos vagos, assim como “pequeno” e “grande”, e como os extremos de um contínuo de evolução, da menor escala à escala máxima. Entretanto, alguns biólogos argumentam que a micro e a macroevolução seguem processos distintos. Nesse caso, os termos não são arbitrários: microevolução se referiria aos fenômenos evolutivos dirigidos por um conjunto de processos e macroevolução aos fenômenos evolutivos dirigidos por um conjunto diferente de processos.
Um exemplo de microevolução seriam as mudanças nas frequências gênicas que ocorrem dentro das populações que estão sob influência da seleção natural e da deriva genética. Se tomarmos como exemplo as frequências dos grupos sanguíneos para o sistema ABO, veremos que elas diferem de um grupo étnico para outro.
A microevolução também pode ser definida como sendo a evolução no âmbito de características de organizações já existentes; modificação quantitativa de órgãos, estruturas ou planos de construção já existentes. Um exemplo que se enquadra neste tipo de definição seria o surgimento das diferentes raças de cães a partir de uma forma primitiva, provavelmente o lobo, enquanto que o surgimento dos mamíferos a partir de répteis e de seres vivos de organização mais simples seria considerado macroevolução. O famoso exemplo dos tentilhões de Darwin, das Ilhas Galápagos, também faz parte do âmbito da microevolução.
Sabemos atualmente, através dos mecanismos genéticos, que os organismos sofrem mudanças. Mas a questão é: até que ponto? Na cosmovisão criacionista as variações podem ocorrer, mas dentro dos limites estabelecidos por Deus ao criar os tipos básicos. Portanto, a diferença entre a microevolução e a macroevolução, rejeitada pelos criacionistas, não é o aspecto gradual, mas sim qualitativo. É muito frequente o uso dos termos microevolução e macroevolução sem o devido cuidado em diferenciá-los. Muitas vezes, nem sequer se discute a diferença entre microevolução e macroevolução e assim até se afirma não haver limites definidos entre os dois processos. Com essa definição de “evolução” simplesmente se sugere que a prova de alteração nas frequências gênicas coincide com a prova de uma verdadeira macroevolução, o que absolutamente não acontece.

Por: Wellington Silva – Biólogo, Mestre em Genética e Evolução da UFSCAR, Doutor em Genética Molecular Humana.

Referências:

Evolução. Mark Ridley, 3ª edição. Editora Artmed, 2006.
Evolução: um livro texto crítico. Reinhard Junker e Siegfried Scherer. Sociedade Criacionista Brasileira, 2002.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Confirmando a historicidade bíblica


Escavações adventistas estão entre as dez principais descobertas da Arqueologia Bíblica de 2015
Duas das dez principais descobertas arqueológicas de 2015 anunciadas pela revista Christianity Today (Cristianismo Hoje) derivaram de escavações patrocinadas pela Southern Adventist University (universidade adventista no Estado de Tennessee, EUA). “As descobertas arqueológicas divulgadas em 2015 nos deram novas informações sobre eventos e pessoas bíblicos”, escreveu a revista Christianity Today, uma das principais revistas cristãs nos Estados Unidos, em artigo publicado no dia 30 de dezembro com o título “As top 10 descobertas da Arqueologia Bíblica de 2015”. A quinta descoberta da lista é a inscrição de Eshbaal encontrada em Khirbet Qeiyafa, situada no vale de Elah, no sul de Israel. A inscrição data dos dias de Saul e Davi e menciona um homem chamado Eshbaal, o mesmo nome de um dos filhos do rei Saul.

A publicação da inscrição chegou às manchetes internacionais em junho de 2015 e levou a uma reunião entre os diretores e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. “Esse nome só aparece em contextos do século 10 a.C. na Bíblia, o que significa que o texto bíblico se enquadra muito bem nos dados arqueológicas em Judá”, afirma Michael G. Hasel, professor de estudos do Oriente-Próximo e de Arqueologia na Southern Adventist University e diretor da escavação. “Também confirma, com as outras inscrições encontradas no sítio, que a escrita hebraica era bem estabelecida em Judá no início do século 10 a.C.”

Khirbet Qeiyafa tornou-se o sítio crucial de um debate atual sobre os primórdios da história de Judá. Novos dados encontrados no sítio, incluindo essa inscrição, estabeleceram uma data mais antiga para as monarquias de Saul e Davi, o que alguns estudiosos gostariam de excluir da história.

A quarta descoberta listada pela revista é um óstraco (fragmento de louça, cerâmica e outros materiais no qual se encontram inscrições) canaanita encontrado em Laquis. Essa é a primeira vez que uma inscrição proto-canaanita foi encontrada nos últimos 30 anos de arqueologia em Israel. O contexto da inscrição era um templo canaanita da Idade do Bronze Tardio, em Laquis, uma das cidades mais importantes de Canaã durante o período dos juízes.

“A inscrição fragmentada é bem difícil de ser lida, mas fornece informações importantes sobre o desenvolvimento do alfabeto proto-canaanita em sua evolução do hebraico, grego, e depois latim”, comenta Hasel.

Também na lista de Top 10, no número três, está a descoberta da marca do selo de Ezequias, sobre a qual Hasel escreveu para a revista Adventist Review do mês passado. O Instituto de Arqueologia da Southern Adventist University é um co-patrocinador, com a Universidade Hebraica de Jerusalém, das expedições para Khirbet Qeiyafa e Laquis. A fase de escavação em Khirbet Qeiyafa terminou em 2013 e agora está em fase de conclusão de suas últimas publicações. A Quarta Expedição para Laquis começou, em 2013, suas investigações no segundo sítio bíblico mais importante em Judá e tornou-se a maior escavação no Oriente Médio com 115 a 120 membros da equipe e voluntários no campo a cada ano.

Uma associação internacional de instituições adventistas une-se à Southern a cada ano, incluindo o Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados (Filipinas), a Universidade Adventista da Bolívia (Bolívia) e o Helderberg College (África do Sul). Outras instituições nessa associação incluem a Universidade Coreana Jangsin, a Universidade de Oakland e a Universidade da Comunidade de Virgínia.

As escavações em Laquis também revelaram destruições em massa que datam da campanha babilônica de Nabucodonosor em 586 a.C. (2 Reis 25), na qual dezenas de vasilhas inteiras foram encontradas, assim como da destruição de Senaqueribe, rei da Assíria, que aconteceu antes, em 701 a.C. (2 Reis 18; Isaías 36-37). Nas escavações, no nível que continha a destruição da Assíria, foram encontrados na superfície vários dos chamados vasos de LMLK. O termo LMLK em hebraico significa “para o rei”. Em expedições anteriores, mais de 400 alças de vasos de conserva de LMLK foram descobertas em Laquis, muitas que remontam especificamente ao rei Ezequias.

O projeto continuará de 16 de junho a 24 de julho, e os participantes esperam descobrir mais segredos enterrados da antiga cidade de Laquis. Para saber como participar, visite southern.edu/lachish

(Notícias Adventistas)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Arqueólogos dizem ter achado Fortaleza Grega em Jerusalém


Após um século de buscas, arqueólogos disseram ter descoberto os resquícios de uma antiga fortaleza grega que já foi um centro de poder em Jerusalém e um bastião usado para conter uma rebelião judaica comemorada no livro bíblico dos Macabeus (Edições católicas).

Há tempos os pesquisadores debatem a localização da cidade de Acra, construída mais de dois mil anos atrás por Antíoco Epifânio, rei do império selêucida helênico. Muitos afirmam que ocupava o local onde hoje se encontra a Cidade Velha de Jerusalém, com vista para a Igreja do Santo Sepulcro ou junto à colina onde dois templos judeus estiveram no passado e que hoje abriga o complexo da mesquita de Al-Aqsa.

Mas os restos desenterrados pela Autoridade de Antiguidades de Israel e tornados públicos nesta terça-feira estão do lado de fora dos muros da Cidade Velha e dão vista para um vale ao sul, uma área na qual, segundo os arqueólogos, a construção de Jerusalém se concentrou nos tempos do rei bíblico David.

Antíoco, que viveu entre 215 e 164 a.C., escolheu o local para Acra para poder controlar a cidade e monitorar a atividade no templo judeu, afirmou Doron Ben-Ami, que liderou a escavação.

Com um comprimento estimado em mais de 250 metros e uma largura de 60 metros, ela teria dominado o campo. Debaixo do que uma década atrás era um estacionamento pavimentado, a equipe de Ben-Ami escavou uma colina artificial composta por várias camadas de terra deixadas por sucessivas culturas.

Em uma área, eles descobriram pedras de uma seção de uma grande parede, a base de uma torre e um aterro em declive de fins defensivos que artefatos próximos, como moedas e alças de jarras de vinho, sugerem terem pertencido ao tempo de Antíoco.

Pedras de estilingue de chumbo e pontas de flecha de bronze do período também foram encontradas, talvez remanescentes de batalhas entre forças pró-Grécia e rebeldes judeus que tentavam tomar a fortaleza.

“Este é um exemplo raro de como rochas, moedas e terra podem se juntar em um episódio arqueológico único para abordar realidades históricas específicas da cidade de Jerusalém”, afirmou Ben-Ami.

A localização de Acra foi mencionada vagamente em pelo menos dois textos antigos – o Livro dos Macabeus, que trata da rebelião, e um relato escrito do historiador Flávio Josefo.

Fonte: G1

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Historicidade do livro de Daniel


Podemos confiar na historicidade do livro de Daniel?

Há pelo menos três bons motivos para acreditarmos que o livro de Daniel é confiável do ponto de vista histórico e que de fato foi escrito no 6º século antes de Cristo:

1) A arqueologia tem reconstruído as informações históricas do livro de Daniel.

a) Toda a história desse profeta hebreu se passa na cidade de Babilônia. Os críticos da Bíblia afirmavam que se Babilônia realmente houvesse existido, não passaria de um pequeno clã. A arqueologia demonstrou o oposto. Os resultados dos estudos do arqueólogo alemão Robert Koldewey, feitos entre 1899 e 1917, provaram que Babilônia era um grande centro econômico e político no Antigo Oriente Médio na metade do 1º milênio a.C. (600 a.C.).

b) Outro ponto de questionamento era sobre a existência ou não de Nabucodonosor, rei de Babilônia na época do profeta Daniel. Mais uma vez a arqueologia resolveu a questão trazendo à luz muitos tabletes que foram encontrados nas ruínas escavadas por Koldewey com o nome Nabu-Kudurru-Usur, ou seja, Nabucodonosor! Não é incrível como um tablete de 2.600 anos consegue esmiuçar teorias fundamentadas no silêncio?

c) Assim como a opinião dos críticos teve que ser radicalmente mudada a respeito de Babilônia e de Nabucodonosor, o mesmo aconteceu com Belsazar, o último rei da Babilônia. Críticos modernos não concordavam com essa informação. Novamente a arqueologia refutou essa opinião. Vários tabletes cuneiformes confirmam que Nabonido, o último rei de Babilônia, deixou seu filho Bel-Shar-Usur (Belsazar) cuidando do Império enquanto ele estava em Temã, na Arábia. Você pode confirmar em Daniel 5:7 que Belsazar ofereceu para Daniel o terceiro lugar no reino, já que o pai, Nabonido, era o primeiro e ele, Belsazar, o segundo. 

d) Até os amigos de Daniel estão documentados nos tabletes cuneiformes da antiga Babilônia. Foi descoberto um prisma de argila, publicado em 1931, contendo o nome dos oficiais de Nabucodonosor. Três nomes nos interessam: Hanunu (Hananias), Ardi-Nabu (Abede Nego) e Mushallim-Marduk (Mesaque). Incrível! Os mesmos nomes dos companheiros de Daniel mencionados nos capítulos 1, 2 e 3 de seu livro! Um grande defensor dessa associação é o adventista e especialista em estudos orientais William Shea, em seu artigo: “Daniel 3: Extra-biblical texts and the convocation on the plain of Dura”, AUSS 20:1 [Spring, 1982] 29-52. Hoje esse artefato encontra-se no Museu de Istambul, na Turquia.

Resumindo: as informações históricas do livro de Daniel são confirmadas pela arqueologia bíblica.

2) Por muitos anos os defensores da composição do livro de Daniel no 2º século a.C. se valeram das palavras gregas do capítulo 3 para “confirmar” a autoria da obra no período helenístico. Essa opinião apresenta dois problemas sérios: 

a) Há ampla documentação do relacionamento entre os gregos e os impérios da Mesopotâmia antes mesmo do 6º século a.C. Nos registros do rei assírio Sargão II, por exemplo, fala-se sobre cativos da região da Macedônia (Cicília, Lídia, Ionia e Chipre). Se os judeus em Babilônia eram solicitados para tocar canções judaicas (Salmo 137:3), por que não imaginar o mesmo com os gregos? Um poeta grego chamado Alcaeus de Lesbos (600 a.C.) menciona que seu irmão Antimenidas estava servindo no exército de Babilônia. Logo, não nos deve causar espanto algum o fato de termos na orquestra babilônica instrumentos gregos.

b) Se o livro de Daniel foi escrito durante o período de dominação grega sobre os judeus, por que há apenas três palavras gregas ao longo de todo o livro? Por que não há costumes helenísticos em nenhum dos incidentes do livro numa época em que os judeus eram fortemente influenciados pelos filósofos da Grécia? Esse fato parece negar uma data no 2º século a.C.

Resumindo: o fato de existirem palavras gregas no terceiro capítulo de Daniel não prova sua composição no 2º século a.C., pelo contrário, intercâmbio cultural entre Babilônia e Grécia era comum antes mesmo do 6º século a.C. 

3) Daniel foi escrito em dois idiomas: hebraico (1:1-2:4 e 8:1-12:13) e aramaico (2:4b-7:28). 

Diversos nomes no estudo do aramaico bíblico (Kenneth Kitchen, Gleason Archer Jr, Franz Rosenthal, por exemplo) afirmam que o aramaico usado por Daniel difere em muito do aramaico utilizado nos Manuscritos do Mar Morto que datam do 2º século a.C. Para Archer Jr., a morfologia, o vocabulário e a sintaxe do aramaico do livro de Daniel são bem mais antigos do que os textos encontrados no deserto da Judeia. Não só isso, mas que o tipo da língua que Daniel utilizou para escrever era o mesmo utilizado nas “cortes” por volta do 7º século a.C.

Resumindo: o aramaico utilizado por Daniel corresponde justamente àquele utilizado em meados no 6º século a.C. nas cortes reais.

Qual a relevância dessas informações para um leitor da Bíblia no século 21? Gostaria de destacar dois pontos para responder essa questão:

1) Como foi demonstrado acima, Daniel escreveu seu livro muito antes do cumprimento de suas profecias. Logo, isso nos mostra a soberania e a autoridade de Deus sobre a história da civilização. Se Deus é capaz de comandar o futuro, Ele é a única resposta para os problemas da humanidade.

2) A inspiração das Escrituras. O livro de Daniel se mostrou confiável no ponto de vista histórico e, consequentemente, profético. Essa é a realidade com toda a Bíblia, que graças a descobertas de cidades, personagens e inscrições, mostra-se verdadeira para o ser humano. 

O livro de Daniel, longe de ser uma fraude, é um relato fidedigno. Ao escavarmos profundamente as Escrituras e estudarmos a História, podemos perceber que a Bíblia é um documento histórico confiável. 

(Luiz Gustavo Assis é pastor adventista em Caxias do Sul, RS)

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Encontrados objetos e corpos do Êxodo no Mar Vermelho



O Ministério do Egito anunciou que uma equipe de arqueólogos subaquáticos tinha descoberto o que resta de um grande exército egípcio do século 14 aC, na parte inferior do Golfo de Suez, a 1,5 km do litoral da cidade moderna de Ras Gharib. A equipa foi em busca dos restos de navios e artefatos antigos relacionados com a Idade da Pedra e da Idade do Bronze comércio na região do Mar Vermelho, quando tropeçou numa gigantesca massa de ossos humanos escurecidos pela idade.
Os cientistas liderados pelo Professor Abdel Muhammad Gader e associados à Faculdade de Arqueologia da Universidade do Cairo, já recuperaram
 um total de mais de 400 esqueletos diferentes, assim como centenas de armas e peças de armadura, também os restos de dois carros de guerra, espalhados uma área de aproximadamente 200 metros quadrados. Eles estimam que mais de 5000 outros organismos poderiam ter seido dispersos por uma área maior, o que sugere que um exército de grande tamanho que pereceram no lugar.
Esta lâmina magnífica de um khopesh egípcio, foi certamente a arma de um personagem importante. Ela foi descoberta perto das ruínas de um carro de guerra condecorado, sugerindo que poderia ter pertencido a um príncipe ou nobre.
Muitas pistas sobre colhidas naquele lugar levou o Professor Gader e a sua equipa a concluir que os corpos poderiam estar ligados ao famoso episódio do Êxodo. Primeiro de tudo, os soldados antigos parecem ter morrido em terra seca, uma vez que não há vestígios de barcos ou navios encontrados na área. As posições dos corpos e o facto de que eles foram presos a uma grande quantidade de argila e rocha, implicam que eles poderiam ter morrido num deslizamento de terra ou em um maremoto.
O número de corpos sugere que um grande exército antigo pereceram no site e a maneira dramática pela qual eles foram mortos, ambos parecem corroborar a versão bíblica da travessia do Mar Vermelho, quando o exército do faraó egípcio foi destruído pelo retorno das águas que por ordem de Moisés se tinha tinham separado. Esta nova descoberta certamente prova que realmente havia um exército egípcio de grande tamanho que foi destruído pelas águas do Mar Vermelho, durante o reinado do rei Akhenaton.
Durante séculos, o famoso relato bíblico da "travessia marítima Mar Vermelho" foi omisso pela maioria dos estudiosos e historiadores como o mais simbólico do que histórico.
Esta descoberta surpreendente traz prova científica inegável que um dos episódios mais famosos do Antigo Testamento era de fato, baseado em um evento histórico. Ele traz uma nova perspectiva sobre uma história que muitos historiadores têm considerado há anos como uma obra de ficção, e sugerindo que outros temas como as "pragas do Egito" pode de fato ter uma base histórica.
Muito mais operações de pesquisa e mais de recuperação são de se esperar no site ao longo dos próximos anos, como Professor Gader e a sua equipa já anunciaram o seu desejo de recuperar o resto dos corpos e artefatos o Professor considerou o lugar mais ricos em termos arqueológicos subaquáticos já descoberto.