“Bem”, você pode estar pensando, “este não é exatamente o texto ideal para minha meditação diária”. Você está certo. No entanto, há uma história por trás dele que abalou o adventismo nos anos 1880. Tudo começou em 1884, quando a Assembleia da Associação Geral pediu a Alonzo Jones que reunisse informações históricas sobre o cumprimento das profecias, incluindo a dos dez chifres de Daniel 7.
Uriah Smith estava mais do que feliz porque Jones tinha tempo para a tarefa, mas sua animação acabou quando o homem mais jovem divergiu dele quanto à identidade de um dos chifres, sugerindo que a lista tradicional estava errada. As coisas pioraram quando Jones publicou suas descobertas em Signs of the Times. Smith o rebateu na Review and Herald, e o calor da discussão aumentou.
Por que tanto rebuliço por um ponto tão pequeno? Deixemos Smith responder. Conforme ele observou, se mudassem aquilo que havia sido pregado ao longo de 40 anos, as pessoas notariam e diriam: “Ah, então agora vocês descobriram estar enganados em relação àquilo que consideravam um dos pontos mais claros! Então, se lhes dermos tempo suficiente, provavelmente reconhecerão estar enganados quanto a tudo!” Para Smith, com esse golpe, todo o sistema de interpretação profética que incluía a lei federal de guarda ao domingo entraria em colapso.
Jones também discordou sobre a questão dominical, afirmando que “a verdadeira batalha da verdade e pela verdade” ainda não havia começado. Entretanto, a aprovação da lei dominical mudaria tudo. As crenças adventistas do sétimo dia na crise do tempo do fim se tornariam “o principal tema de discussão. […] Então, nossos pontos de vista serão notados pelos grandes da Terra. Todos os pontos serão analisados e desafiados. […] Precisaremos, nesta ocasião […] apresentar um argumento melhor em defesa de nossa fé do que ‘é assim que pregamos por 40 anos’ ou que o bispo Chandler diz que é dessa maneira”.
Foi a crise dominical que transformou um tópico aparentemente sem importância, a identidade de um dez chifres, em algo explosivo. Para Smith e Butler, não parecia ser uma boa hora ficar emendando em público uma interpretação tão antiga das profecias. Um dos fatos da história adventista é que até mesmo uma questão pequena pode abrir espaço para grandes batalhas quando as pessoas se inflamam num confronto que não edifica.
Pai, ajuda-nos a obter a perspectiva correta ao lermos Tua Palavra e lidarmos uns com os outros.

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