A informação era um componente insubstituível da mensagem de Jesus. A informação, por si só, não pode transformar, mas toda transformação inclui informação. Certamente, os conceitos não possuem nenhum poder inerente para iniciar a mudança, todavia, o Espírito de Deus trabalhando no coração humano constitui o insubstituível elemento necessário à conversão.
O conhecimento bíblico, unido ao Espírito de Deus, forma a combinação espiritual que transforma os indivíduos e as sociedades. Por meio da fé e do estudo da Palavra, o formador de discípulos deve lutar para obter esses dois elementos.
O cristianismo valoriza muito a inteligência, o pensamento e a imaginação. A existência do pensamento racional nas Escrituras, o admirável respeito pelos mestres no judaísmo e a inestimável atenção que os escribas dedicavam à preservação dos escritos antigos testemunham da importância do conhecimento.
O cristianismo não é uma fé irracional. No entanto, certos elementos do cristianismo possuem elevada emoção, sentimento e experiência acima do conhecimento. Essa mentalidade declara que aquilo em que as pessoas acreditam é relativamente insignificante, porque somente a experiência é importante. A obediência e adesão a verdades específicas são consideradas relativamente insignificantes. A emoção e o entusiasmo religioso tornaram-se a medida da autenticidade espiritual.
A própria existência da Escritura contraria esse fascínio irracional pela experiência. A experiência sem o conhecimento se torna um potente míssil sem direção. Por outro lado, o conhecimento sem a experiência torna-se destituído de vida e, muitas vezes, legalistas. Os verdadeiros líderes cristãos compreenderam a necessidade de cultivar ambos os elementos, não somente em si mesmos, mas também naqueles que são seus discípulos.

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