MUDAMOS O MUNDO COM UMA
ATITUDE
REAL DE
CARINHO E
AMOR

Acreditamos no Pai, Filho e Espírito Santo. Acreditamos na Palavra de Deus como regra de fé.
Acreditamos na salvação unicamente pela fé. Acreditamos que devemos guardar os mandamentos.
Acreditamos que devemos cuidar da saúde. Acreditamos que devemos cuidar da natureza.
Acreditamos que Jesus voltará.

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Números - capítulo 36


Concluiu-se quarenta anos de aprendizado, se realmente houve aprendizado. Após quarenta anos no deserto, o povo de Deus entraria na Terra Prometida. Deus promete; Deus cumpre.
Este é o último capítulo do livro de Números. “A narrativa final em Números destaca o desejo das filhas de Zelofeade de ter parte na herança da terra. Deus premiou o anseio delas por sua promessa provendo leis de herança para familiares que não possuíssem herdeiros do sexo masculino” (Eugene H. Merrill).

R. Dennis Cole destaca estes tópicos:

1. Leis da Herança: Esclarecimentos de Zelofeade (Leis e terra):
• Precedente legal: Contexto histórico da petição das filhas de Zelofeade (vs. 1-2);
• Caso apresentado pelos clãs de Gileade (vs. 3-4);
• Moisés apresenta o caso de concessão segundo o mandato de Jeová (vs. 5-12).
2. Conclusão do caso e do livro de Números (v. 13).

Após as últimas orientações e os últimos detalhes resolvidos, “estava tudo pronto para a declaração final da aliança incorporada no livro de Deuteronômio e para a conquista de Canaã relatada no livro de Josué” (Merrill).

Aplicações:

1. Procurar um líder verdadeiramente espiritual ao visualizar problemas à frente resulta em bênçãos; sem orientação, o problema vem à tona como uma enxurrada de drásticas consequências.
2. Mulheres tem valor, não devem jamais ser desprezadas por um servo de Deus; ao pedirem conselhos, nunca deveriam ser prejudicadas, ao contrário, elas precisam concluir que valeu à pena aconselhar-se com um líder espiritual.
3. Procurar seguir orientações de um servo de Deus irá proteger a família e a propriedade; acatar bons conselhos sempre resulta em verdadeira prosperidade, seja física, emocional, social ou espiritual.
4. Mulheres são pessoas tão importantes aos olhos de Deus como são os homens; Deus cuida de ambos com amor e preza pelo futuro de ambos; portanto, mulheres e homens estão incluídos em Suas sublimes promessas no Antigo e no Novo Testamento.

A herança celestial é nosso destino final (Filipenses 3:20-21; I Pedro 1:3-5). Aqui neste Planeta os cristãos verdadeiros são peregrinos em terras estrangeiras (Hebreus 11:13-16). Portanto, as lições aprendidas no livro de Números nunca deveriam ser ignoradas (I Coríntios 10:11).


  • Na jornada da vida precisamos da proteção e orientação de Deus e buscar incessantemente a santificação, ignorá-los implica desviar-se do caminho do Céu. Reavivemo-nos! 


Heber Toth Armí

Números - capítulo 35


Nosso coração é malvado. Praticamos o mal até sem intenção de praticá-lo. Infelizmente, nossas melhores intenções podem prejudicar alguém. Se isso é assim quando estamos em paz, quanto mais ao agirmos movidos pelo nervosismo: Desgraça na certa!
Se nossas melhores intensões podem resultar em grandes confusões, quanto mais se elas forem cruéis: O diabo nem precisará tentar-nos para levar-nos ao inferno. A ira que leva à vingança pode ser pior que o erro de quem merece punição. Para todos, Deus proveu solução.

O capítulo fala de cidades:

1. Dos levitas (vs. 1-8);
2. De refúgio (vs. 9-34).

O que cidades têm a ver com emoções e vinganças. Claramente, este texto, tem como aplicação primária à terra de Canaã. Desde Números 33:50 a 36:13 o contexto aponta a regulamentos a serem aplicados quando os israelitas assentassem na Terra Prometida. Contudo, seus ensinamentos oferecem-nos grandes e preciosas lições: ALGUÉM PODERIA…

• …ferir mortalmente uma pessoa sem intensão de assassiná-la.
• …ferver de raiva e intentar vingar a sangue da vítima.

Como impedir que o raivoso vingador cometa um crime assassinando alguém que supostamente cometeu homicídio doloso (assassinato intencional) quando, na verdade, foi homicídio culposo (por acidente)? Deus é sábio demais para errar. Ele conhece que nosso coração é mais parecido com um vulcão em erupção ou uma bola de pólvora pronta a explodir irracionalmente do que um justiceiro coerente.

1. Deus providencia proteção ao infrator e, também ao vingador.
2. Deus projetou cidades refúgios.
3. Deus só não proveu segurança para quem agisse intencionalmente.

Agora, observe as seguintes aplicações realizadas por Edgardo D. Iuorno:

• Uma das imagens mais poderosas que a Bíblia emprega para descrever o que Deus almeja que Sua igreja alcance está neste texto.
• A igreja é um refúgio do pecador que procura ajuda, não o esconderijo de delinquentes que fogem da justiça.
• Há perdão para o pecador que confessa, não para a transgressão consciente e acariciada.
• A igreja não pode ser cúmplice do pecado voluntário de ninguém. Ela não pode tolerar o que Deus não tolera.
• Enquanto esperamos ser declarados inocentes no juízo em virtude da morte do Sumo-Sacerdote podemos E TEMOS que encontrar refúgio na igreja de Deus.

O texto é muito rico para pouco espaço. Continue meditando e reavivando-se pela Palavra divina…  

Heber Toth Armí

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Números - capítulo 34


A Bíblia inteira é inspirada por Deus, nada deve ser deixado de lado, descartado ou menosprezado. Leia-a e serás grandemente abençoado(a).

Este capítulo apresenta a “preparação para a distribuição da Terra Prometida” (R. Dennis Cole):

• Delineia-se as fronteiras da Terra Prometida (vs. 1-15);
• Convoca-se os líderes para repartir a Terra Prometida (vs. 16-29).

Em relação à terra, “o tamanho da herança era determinado pelo tamanho do tribo, mas a posição era determinada por sorte” (D. L. Moody). Contudo, Deus não deixou ninguém sem herança, sem lugar apropriado na Terra Prometida. Deus não esquece nem ignora ninguém.

Nestes 29 versículos, 10 vezes aparece a palavra LIMITE. Este tema predomina neste capítulo. Deus escolhe um número limitado de líderes e delimita o território geográfico para cada tribo. O que podemos aprender destes limites?

1. Nós somos limitados por nossas fraquezas, devemos viver para superar nossos limites, mas jamais ultrapassar os limites estabelecidos por Deus – Israel deveria conquistar (lutar/avançar), mas permanecer dentro dos limites apontados por Deus.
2. Dentro dos limites estipulados por Deus há liberdade, fora desses limites há dissabores, conflitos e escravidão resultante do pecado – sem as delimitações de Deus o povo brigaria por herança igual muitos irmãos brigam após o enterro dos pais.
3. Ir além ou ficar aquém dos limites divinos prejudica nossa vida. Se as tribos não fossem até o limite do território, os inimigos hostilizariam aos israelitas (33:55). Quem é misericordioso com o pecado logo perceberá que o pecado não tem misericórdia de ninguém.

Além destes pontos, o texto apresenta Deus…

• …orientando a Moisés (vs. 1, 16): Deus interage com os seres humanos.
• …ordenando dar a terra (v. 13): Deus orienta o caminho para a realização da promessa.
• …ordenando os líderes das tribos (v. 29): Ele é o Líder dos líderes.

Precisamos entender que a estratégia divina é que na união há força. Um povo totalmente descomprometido com o pecado, ligado a Ele, seria a potência mundial que iluminaria com a verdade celestial a toda a humanidade.


  • Precisamos aprender que Deus é dono de tudo, mas deu apenas um território bem delimitado a Israel; assim Ele estava preparando tudo para a vinda do Messias, o Salvador/abençoador do mundo inteiro! Respeitar limites divinos atrai bênçãos! Busque-as em Deus! Reavivemo-nos! 


Heber Toth Armí

Números - capítulo 33


Atenção para as palavras de A. W. Tozer: “Não leia somente os teus textos preferidos, nada como a Bíblia completa para fazer um cristão completo”.

Tomothy R. Ashley chama este capítulo de “Itinerário de viagem”. Tiremos lições importantes para nossa jornada espiritual…

Considere os três momentos destacáveis no capítulo em apreço:

1. PRESENTE: Diante do desafio de avançar e possuir a promessa, Moisés fez uma retrospectiva histórica à geração que sobreviveu ao deserto. Antes de prosseguir na jornada espiritual deve-se fixar e confirmar preciosas lições aprendidas com o passado (vs. 1-2). Faça este exercício!

2. PASSADO: Olhar no retrovisor da vida pode ser fundamental para avançar com fé rumo aos sublimes propósitos que Deus tem para nós. Deus, sabendo disso, relembrou aos israelitas os eventos desde a saída do Egito até aquele momento. “Quando os hebreus se aproximaram de Canaã, Moisés rememorou as fases da jornada. Cada fase era uma lembrança da guia de Deus […]. Esse registro marcou o nascimento de um povo prometido em caminho para a terra prometida. A mão de Deus podia ser vista em cada fase: os milagres da travessia do Mar Vermelho, a água que jorrou da rocha, a construção do tabernáculo e o maná diário; mas houve também advertências solenes na revolta de Corá e a praga das serpentes” (Frank Holbrook).

É certo que a vida nos ensina, mas o professor que está por trás é o próprio Deus; basta olhar nossa história com os olhos da fé e discernimento espiritual! (vs. 3-49).

3. FUTURO: Parados nas campinas de Moabe, à margem do Jordão, diante de Jericó, o povo de Deus recebe instruções de como avançar e o quê fazer:

• Expulsar toda a população que estiver na terra;
• Destruir todos os ídolos, deuses esculpidos e imagens fundidas;
• Derrubar os locais de adoração pagã;
• Não esquecer que Deus deu a promessa da terra;
• Distribuir a terra conforme o tamanho de cada tribo.

Sem eliminar cada influência de pecado, o que sobrar será farpas nos olhos e espinhos nos pés dos filhos de Deus (vs. 50-56).


  • Este pensamento encerra uma importante lição espiritual: “Nada temos a temer quanto ao futuro, a menos que nos esqueçamos como Deus tem nos conduzido no passado” (Ellen G. White).

Heber Toth Armí

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Números - capítulo 32


Promessas divinas atrasam, devido a pecados; mas, jamais falham. Elas concretizam-se na vida daqueles que confiam no poder de Deus.

D. L. Moody ressalta os seguintes tópicos para este capítulo, o qual ele intitulou: Estabelecimento de duas tribos e meia na Transjordania:

1. Resposta de Moisés ao pedido de Gade e Rúben (vs. 1-33);
2. Cidades reconstruídas por Rúben e Gade (vs. 34-38);
3. Gileade toamada pelos manassitas (vs. 39-42).

Pessoas desprovidas de fé e perseverança fracassam, desencorajam outros e tornam-se péssimas influências, atraindo sobre si a ira divina (vs. 6-14). Por outro lado, quem agrada a Deus age em comunhão com a liderança instituída por Ele. Não age independentemente, nem isoladamente; ou seja, busca orientação, ouve a repreensão e age em conformidade com as estipulações dos líderes espirituais (vs. 15-22).

Agir independentemente da liderança que Deus levantou implica pecar contra o próprio Deus. Ao agir isoladamente do restante do povo pratica-se o tipo de pecado que persegue até causar a maior das desgraças. Isso não é ameaça, é advertência! (v. 23).

Gente de sucesso é gente de compromisso; honra o que fala e não faz as coisas para prejudicar seu próximo; luta “com” e “pelo” povo de Deus, não contra. Não é indiferente, mas colabora, dispõe-se e coopera pelo bem e pela vitória de todos (vs. 24-33).

A vitória acompanha a vida do povo de Deus tanto quanto o sucesso proveniente das promessas divinas; contudo, nada contaminado deve interferir para que tal sucesso não seja pior que o fracasso. Assim como os nomes das cidades conquistadas e reconstruídas foram alterados por conter influências de divindades pagãs, nosso lar não deve possuir vestígios de culturas paganizadas (vs. 34-42).

Sintetizando: Pessoas de sucesso…

• …valorizam a liderança espiritual;
• …lutam em favor e pelo povo de Deus;
• …aceitam advertências dos representantes de Deus;
• …cuidam para não prejudicar o povo de Deus.

Buscar o bem dos outros importa mais que dedicar-se em empreendimentos particulares. Acomodar-se pode parecer melhor, mas nada se compara com ajudar ao próximo.

Não devemos cobiçar nada alheio, muito menos o lugar de Deus; entretanto, devemos e podemos ansiar pelas preciosas promessas proferidas por Deus. Assim como foi para Israel, nossa maior promessa é morar no Céu, a Terra Prometida aos cristãos.

Heber Toth Armí

Números - capítulo 31


Sedução do pecado parece boa, mas a solução que ele oferece é destruição. Pecado atrai, depois destrói o ser humano por mais sábio, importante e poderoso que seja.

1. Balaão: Profeta que queria uma espada para matar sua jumenta; por desviar-se do caminho morreu à espada com os midianitas perversos. O que se planta, se colhe!

2. Midianitas: Não era alvo de destruição dos israelitas, muito menos de Deus; mas, ao tornarem-se instrumentos do mal para perverter Israel com pecados imorais e idolatria, seriam destruídos para não serem mais influências negativas para ninguém. O que planta o mal, colhe desgraça!

3. Israelitas: O povo escolhido de Deus que tinha muito que aprender sobre pecado, imoralidade, e, principalmente sobre Deus e Seus planos. Eram instrumentos de Deus para impactar o mundo com a verdade, com a revelação divina; mas, também, era alvo de Satanás visando impedir a execução dos planos divinos.

Os midianitas eram descendentes de Abraão tanto quanto os israelitas; após a morte de Sara Abraão tomou por mulher a Quetura/Cetura: um dos seis filhos era Midiã (Gênesis 25:1-2). Por se unirem aos moabitas, descambaram para a idolatria e perversidade sexual tornando-se influência muito forte para o mal – envolveram-se com o plano de Balaão que resultou na desgraça do povo de Deus em Números 25.

• Neste capítulo, a guerra não era plano de Deus; contudo, foi necessária devido à situação que os midianitas causaram aos israelitas. “Todo ato de juízo é para Ele uma obra estranha, alheia a Sua natureza, mas que deve realizar para resolver o problema do pecado”, como bem analisa Edgard Iuorno.

• E tem mais, aqueles “que não entendem as cenas bíblicas de violência devem começar a entender a realidade insondável do grande conflito como pano de fundo. Deve-se ver um inimigo que sempre intentou contaminar, e a Deus Quem preservou a um povo puro para que recebesse ao Redentor do mundo”.

Em Números 25:27 Deus, então, orienta a guerra contra os midianitas. Em Números 31 Deus concede a vitória aos israelitas sobre os midianitas.

• Ao viver neste mundo precisamos ter consciência do grande conflito e guerrear contra o mal até o dia em que Cristo vier para nos conduzir ao Lar Celestial.

• Dependendo de Deus, teremos vitórias!

Heber Toth Armí

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Números - capítulo 30


É preciso maturidade para interpretar com seriedade à Palavra de Deus. O que Deus quer nos falar neste capítulo?
O contexto deste texto revela-nos uma abordagem sobre “leis referentes à terra, as ofertas e os votos (capítulo 27-30)” (Gordom J. Wenham). Especificamente, as leis deste capítulo mormente são referentes às mulheres, assim, elas “estavam protegidas por seu pai e por seu marido. O que prometessem não deveria tirá-las desta proteção” (Edgardo I. Iourno).
As leis sobre os votos referentes às mulheres focavam a legislação civil vigente em Israel como nação. “A palavra é dirigida aos chefes das tribos, visto que seriam responsáveis por exercer o juízo nesses casos (v. 1)”, comenta F. F. Bruce. Esse mesmo teólogo observa:
“Os votos poderiam estar associados a alguma oferta no altar, à abstinência de algum elemento de carne ou bebida, à observância de jejum pessoal ou à realização de algum serviço para Deus, além do que se exigia”.

Especificações: O voto de uma…

1. FILHA SOLTEIRA morando com os pais poderia ser anulado pelo pai dela somente no ato do voto (vs. 3-5);
2. ESPOSA poderia ser anulado pelo marido somente se a objeção ao voto fosse feita no ato do voto (vs. 6-8).

Marido e esposa são considerados uma só carne perante Deus; portanto, caso a esposa não cumprisse seu voto, era obrigação do marido cumpri-lo.

Havia leis referentes a votos também para:

1. Homens (v. 2);
2. Viúvas e divorciadas (vs. 9-16).

A legislação era para ser utilizada pelos responsáveis (v. 1) pelo cartório de Israel na Terra Prometida. Designadamente, são “ordenanças que o Senhor deu a Moisés a respeito do relacionamento entre um homem e sua mulher, e entre um pai e sua filha moça que ainda vive na casa do Pai” (v. 16, NVI).
Estas leis eram para um período patriarcal da nação teocrática, na qual Deus era Rei/Monarca e legislador. Não vivemos nesse contexto. Hoje devemos respeitar as leis civis que regem nosso país (Romanos 13) quando não confrontam à Legislação Moral do Criador (Êxodo 20; Atos 5:29).

Princípios extraídos deste capítulo: Deus…

…cuida daqueles que prometem irrefletidamente;
…quer votos/compromissos conscientes, aprovados e cumpridos;
…preza pelo bem-estar/paz familiar;
…anseia por integridade/fidelidade/honestidade;
…respeita àqueles que fazem votos a Deus.

Heber Toth Armí

Números - capítulo 29


Nos últimos dias do ano, o povo de Deus, deveria avaliar-se, humilhar-se e entregar-se solene e totalmente a Deus; infelizmente, nos dias atuais as pessoas fazem festas que Deus não aprova, exaltam-se em vez de humilhar-se, e entregam-se ao pecado, não a Deus.

F. F. Bruce apresenta-nos os seguintes tópicos:

1. Tocando as trombetas (vs. 1-6);
2. O dia da expiação (vs. 7-11);
3. A festa dos tabernáculos (vs. 12-38)
4. Conclusão (vs. 39-40).

“O cap. 29 trata de três festas celebradas no sétimo mês do ano sagrado […] ou no primeiro mês do ano civil (para nós, a época de setembro e outubro). No primeiro dia, ainda hoje chamado de ano-novo (Rosh Hashaná), deveria haver uma reunião sagrada em que não deveriam fazer trabalho algum. Era um dia em que se tocariam as trombetas”, explica Bruce.

As trombetas/shofares soavam convocando ao povo para preparar-se objetivando a consagração que começava dez dias antes do dia da expiação, a maior festa judaica. Das festas, esta era a única que não promovia alegria no povo de Deus, mas humilhação e renúncia do pecado; era o ato de afligir a alma preparando-se para que começassem bem e em paz com Deus no ano novo.

Após solene Yon Kippur (dia da Expiação), em que se afligia a alma, o dia do juízo, tempo de confissão e consagração, vinha a festa dos tabernáculos:

“Esta era a última festa do ano, vindo de ordinário na última parte de nosso outubro, depois de concluída a colheita dos frutos. Era uma jubilosa ocasião para todos. Passara o dia da Expiação, todos os mal-entendidos se haviam ajustado, todos os pecados tinham sido confessados e postos à margem. Israel sentia-se feliz, e esta felicidade encontrava expressão na festa dos tabernáculos […]. Na festa dos tabernáculos, deviam alegrar-se ‘perante o Senhor vosso Deus por sete dias’. Era na verdade a mais feliz ocasião do ano, quando amigos e conhecidos renovavam sua comunhão e habitavam juntos em amor e harmonia” (Milian Lauritz Andreasen).

Estas festas ensinavam que as pessoas…

• São pecadoras;
• Precisavam de perdão;
• Devem encontrar-se e reconciliar-se com Deus;
• Encontram alegria e felicidade no perdão e na salvação


  • Perdão, paz, alegria, felicidade, harmonia… Hoje, é possível experimentar tudo isso entregando-se a Jesus. Reavivemo-nos! 


Heber Toth Armí

Números - capítulo 28


O evangelho a este mundo pervertido em cada geração sempre foi alvo dAquele que entregou Seu amoroso Filho para morrer por asquerosos pecadores.
Antes mesmo de Jesus vir para nascer como indefeso bebê, Deus intentava impactar ao mundo com emblemas que transmitiam mensagens proféticas aos culpados pecadores e condenados à morte eterna.
Através de sacrifícios diários de animais perfeitos e inocentes, e de festas devidamente programadas anualmente (algumas até mensais), Deus intencionava inculcar o plano de salvação em seres que viviam desnorteados por tamanha perdição neste mundo de pecado.

Intensifique tua atenção:

1. Ofertas deveriam ser diárias e contínuas: um sacrifício de manhã, outro à tarde (vs. 1-8);

2. O fogo do sacrifício estaria sempre acesso (vs. 9, 13);

3. No sábado, continuidade dos sacrifícios; mas, além desses, realizava-se um especial (vs. 9-10);

4. Os sacrifícios da lua nova antecediam às festas da Páscoa, Pentecostes (das Semanas), das Trombetas, Dia da Expiação e dos Tabernáculos (28:11-31 – 29:1-40).

A morte era central no Santuário. Ofertas consumidas pelo fogo eram repugnantes. Mortes eram contempladas diariamente pelos israelitas.

“Alguns se admiram de que Deus desejasse tantos sacrifícios e indicasse a oferta de tantas vítimas sangrentas na dispensação judaica. Toda vítima moribunda era um símbolo de Cristo, lição que era gravada na mente e no coração na mais solene e sagrada cerimônia, e positivamente explicada pelos sacerdotes. Os sacrifícios foram explicitamente planejados pelo próprio Deus a fim de ensinar essa grande e importante verdade de que só pelo sangue de Cristo há perdão de pecados” (Ellen G. White).

• A morte de Cristo deve ser central em nossa vida.
• Cristo consumido por nossos pecados é terrível imaginar e assimilar.
• O sacrifício de Cristo deveria ser o alvo de nossa meditação diária.
• A morte do imaculado Filho/Cordeiro de Deus deve impactar-nos muito mais que as mortes de milhares de animais no altar de sacrifício no Santuário.

A nova geração de israelitas deveria compreender estas sublimes verdades antes de adentrar à tão esperada Terra Prometida.

• Comunicar estas preciosas verdades da salvação à nova geração é sempre uma missão indispensável!
• A mesma importância dada à justificação pela fé e salvação pela graça baseada nos méritos de Cristo deve ser dada pelo povo que espera adentrar nos portais celestiais.

Heber Toth Armí

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Números - capítulo 27


Nos últimos dez anos, cerca de 200 templos cristãos fecham por mês na Europa – e, uma das razões, é a falta de discipulado. Falta de sucessores é a trilha para o fracasso de excelentes planos em andamento, seja na família, trabalho ou igreja.

Considere o esboço realizado por R. Dennis Cole do capítulo em análise:

I. Leis sobre herança: As filhas de Zelofeade
1. O caso das filhas de Zelofeade (vs. 1-5);
2. Resolução do caso e princípios derivados do mesmo (vs. 6-11).

II. Josué sucessor de Moisés
1. Recapitulação dos pecados de Moisés (vs. 12-14);
2. Moisés suplica por um novo líder (vs. 15-17);
3. Moisés recebe instruções do Senhor (vs. 18-21);
4. Moisés comissiona Josué (vs. 22-23).

A presença do líder é importante PARA…

1. …Cuidar com maturidade e justiça das questões dos liderados, principalmente dos negligenciados. Na Bíblia, mulheres não são esquecidas. A Bíblia é a Palavra de Deus e Deus não é machista. Mulheres não têm menos direito que homens. Na verdade, os homens devem lutar pelas mulheres, prover condições de paz e segurança a elas. Elas devem ser consideradas valiosas e importantes. Ao reclamar o direito de herança, as filhas de Zelofeade, o qual havia falecido, obteve resposta divina que receberiam a herança do pai, nem mais nem menos. Elas buscaram a solução em Moisés, o líder. Eis a importância de ter um líder que conhece bem a Palavra de Deus e é justo e correto.

2. …Treinar alguém para ser seu sucessor assim que fechar os olhos para o descanso da morte. Sem discipulado não pode haver sucessores bem treinados; e, sem sucessores bem treinados pode gerar problemas na continuidade dos planos divinos que estão em andamento. Moisés sabia disso e empenhou-se nisso. Assim, quando chegou a hora de dizer adeus, ele já havia treinado um líder: Josué!

Grandes empreendimentos dependem de bons líderes que preparam líderes!

• Pais que não instruem filhos a serem bons pais, verão seus netos em famílias desestruturadas.
• Empresários que não preparam filhos para serem seus sucessores, verão sua empresa quebrar.
• Líderes espirituais que não investem em treinar líderes estão fracassando na função dada por Deus!


  • Carecemos de bons líderes! A igreja de Deus seria mais poderosa com eles. Avançaríamos mais. Reavivemo-nos! 


Heber Toth Armí

Números - capítulo 26


A seguinte frase foi cunhada por Emília Abdala: “A igreja que não avança espiritualmente diminui numericamente”.
Pior ainda é quando a igreja decresce/regride/diminui. Após influência espiritual diabólica de Balaão, o povo de Deus diminuiu; isso evidencia que o pecado devasta o povo e atrapalha seu progresso espiritual.

• Assim como crianças que não crescem e adultos que não amadurecem têm problemas e precisam consultar profissionais na área da saúde, a igreja que não cresce tem problema gravíssimo: Ama ao pecado mais que a Deus.
• Igrejas que não crescem estão gravemente enfermas, precisam ser tratadas urgentemente com sabedoria, conforme a doença.

Após instruções para realizar o censo, obteve-se os seguintes números de homens acima de 20 anos aptos para guerrear (abaixo, compara-se os dois sensos registrados em Números):

TRIBO – CENSO (CAP. 1) – CENSO (CAP. 26)
Rúbem – 46.500 – 46.730
Simeão – 59.300 – 22.200
Gade – 45.650 – 40.500
Judá – 74.600 – 76.500
Issacar – 54.400 – 64.300
Zebulom – 57.400 – 60.500
Manassés – 32.200 – 52.700
Efraim – 40.500 – 32.500
Benjamim – 35.400 – 45.600
Dã – 62.700 – 64.400
Aser – 41.500 – 53.400
Naftali – 53.400 – 45.400

O censo foi importante para a repartição da terra, seria proporcional ao tamanho de cada tribo (vs. 51-56). Os levitas não foram contados com as outras tribos, pois não teriam herança em terra (vs. 57-62); entretanto, foram recenseados também: 23.000 homens de um mês para cima.
O povo de Israel contava com 1.820 pessoas menos que 40 anos antes. Reclamação, críticas, ingratidão, rebelião, incredulidade, insatisfação, prostituição, idolatria, oposição e imoralidade arruínam ao povo de Deus.

• Isso pode acontecer ao povo de Deus na atualidade?

Esse texto leva-nos à reflexão; sobretudo, esta mensagem deve conduzir-nos a avaliação da vida pessoal e coletiva como atual povo de Deus. Contar é avaliar!
Apenas Josué e Calebe foram contados no primeiro e segundo censos. Os outros contados no primeiro morreram no deserto (vs. 63-65).
Quase concluída a peregrinação de 40 anos no deserto, a nova geração israelita preparava-se para entrar na Terra Prometida; realidade que Satanás intentava impedir.


  • Antes de Cristo retornar, o mesmo Satanás preparará pecados para seduzir, visando reduzir o número dos que entrarão nos portais celestiais; portanto, consagremo-nos! 


Heber Toth Armí

Números - capítulo 25


É bom quando Deus transforma maldições em bênçãos, mas é tenebroso quando Satanás transforma bênçãos em maldições. Deus fez o sexo para ser bênção na vida matrimonial assim como Deus fez a mulher para ser bênção na vida do homem (e vice versa).
Quando ela deixa-se usar por Deus, tal mulher será uma bênção; entretanto, quando ela permite ser seduzida pelo diabo será maldição tenebrosa.
Convido você a mergulhar no texto bíblico. No capítulo anterior, Balaque e Balaão seguiram, cada um o seu caminho. Cada um voltou para sua casa. Agora observe:

1. As mulheres moabitas seduziram os homens do povo de Deus e os levaram a adorar deuses pagãos, o que resultou na morte de 24.000 pessoas (Números 25).

2. As mulheres fizeram isso seguindo o conselho de Balaão (Números 31:16). Sendo que ele já havia voltado a sua terra, como entender essa questão?

• Supõe-se que Balaão ficou pensando em como resolver o fato dele não conseguir amaldiçoar ao povo de Deus.
• Ele pode ter concluído que Deus não Se afasta de Seu povo e, consequentemente, o povo será sempre invencível, protegido e abençoado; mas, se o povo envolver-se com o pecado, o povo se afastaria de Deus e seria tão fraco que criariam armadilhas para sua própria destruição.
• Balaão voltou com a ideia maquiavélica: Orientou Balaque a selecionar as mulheres mais sensuais, dizer a elas para seduzir os homens de Israel e, quando estiverem embebidos de paixão por elas, fizessem chantagem: Eles só poderiam tocar nelas se fossem adorar seus deuses em sua terra. Magnífico!
• A idolatria e a prostituição afastaram o povo de Deus de Sua proteção e a praga veio com destruição.

3. Fineias, neto de Arão, resolveu drasticamente o problema da praga mortal ferindo aos últimos amantes do pecado. Ah! Moisés recebera ordens de Deus para enforcar aqueles que encabeçaram o pecado.


  • O pecado seduz, cega, entorpece e mata. Pecado atrai a ira de Deus, pois afasta dEle aos que Ele ama. Por outro lado, Deus abençoa, promove e cuida de quem O ama, se compromete com a moralidade, e ousa combater ao pecado. Cuidado para que o pecado não torne as bênçãos de Deus em maldições. Viva a plenitude das bênçãos sem corrupções… e serás bem-aventurado! 


Heber Toth Armí

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Números - capítulo 24


Este é o terceiro capítulo em que Moisés descreve o fracasso do profeta Balaão. A mensagem clara é que por mais que se invista de várias formas possíveis é impossível atingir ao povo que tem a Deus como Senhor, guia e protetor.

É loucura pensar que lutar contra Deus obterá alguma vitória. Cegado pelo pecado com coração ambicioso, Balaão seguia seu destino tortuoso. O destino do caminho da ambição é a destruição! Ambição/ganância leva à independência de Deus – isto é, demência!

Percebendo a invalidez dos encantamentos (sete altares) Balaão desistiu deles; então passa a falar diante de todo o povo de Deus (vs. 1-2). “Desta vez Balaão abençoa todo o Israel (24.3-5), prediz que um dia terão um grande rei e um grande reino (24.6,7) e vincula o poderio deles à obra de Yahweh a seu favor (24.8,9). O oráculo final de Balaão prediz que Israel derrotará todos os seus adversários (vs. 15-24)” (Paul R. House).

• As promessas de Deus de enviar um Messias para erradicar o pecado do mundo poderiam sofrer oposição, mas certamente seriam cumpridas.

Intentando amaldiçoar, Balaão abençoou. Intentando enfraquecer o povo de Deus, Balaão profetizou sua total vitória com base na obra do Deus verdadeiro. “Balaão pronunciou, portanto, a palavra de Deus, e Deus disse que verdadeiramente se cumprirão as promessas de herança, aliança e terra. Essas são palavras de Deus, e elas são infalíveis mesmo apresentadas por um adivinho estrangeiro, mercenário e incapaz de enxergar como Balaão” (House).

De profeta, Balaão decaiu para adivinho (Josué 13:22).

• Para abençoar Seu povo Deus pode falar através de quem Ele quiser; Suas palavras a você podem vir de qualquer pessoa, até de alguém apostatado.

Balaão e Balaque representam a união religiosa com a política. Esta relação sempre foi perigosa. No tempo do fim o Armagedom significará união da política mudial com a religião mundial contra o remanescente de Deus. Entretanto, não tenha medo…

“Na verdade, os crentes sofrem certa oposição à medida que se dirigem à Terra Prometida por Deus. Essa oposição pode criar uma verdadeira e séria dificuldade. Mas, ‘nos últimos dias’, os nossos inimigos é que serão derrotados pelas mãos de Deus” (Lawrence O. Richards).


  • Para quem está com Deus, até maldição torna-se bênçãos. Portanto, agarremo-nos a Ele! 


Heber Toth Armí

Números - capítulo 23


Uma grande história possui grandes lições. Nos próximos capítulos as aplicações das tristes experiências de Balaão deverão desviar-nos do caminho da ruína.

Para abrir nossa mente à mensagem divina deste capítulo considere: “O mundo tem-se tornado um leprosário de pecado, um monturo de corrupção. É um mundo que não conhece os filhos de Deus, porque não conhecem a Deus” (Ellen G. White).

Balaão não era um profeta pagão, nem judeu. No entanto, Deus o chamara para proclamar Sua misericórdia e o plano da salvação aos politeístas da mesopotâmia. Ou, no mínimo, para acalmar os ânimos das nações, explicando que Israel nada faria com aqueles que tinham certo parentesco com Abraão (ver Deuteronômio 2).

Todavia, o medo evidencia que moabitas e midianitas nada sabiam destas recomendações. Balaão deve ter negligenciado sua missão como muitos de nós negligenciamos a nossa função como cristãos.

• Quando não testemunhamos, desprezamos oportunidades que Deus nos deu para ajudar pecadores em seus temores.

Ao invés de profetizar sobre Deus para abençoar o mundo corrompido, Balaão intentava amaldiçoar o povo de Deus, tornando-se uma pedra de tropeço tanto para o povo de Deus quanto para os pagãos. Mesmo assim, Deus colocou palavras na boca desse profeta como colocou na boca da jumenta; e, então, ele falou somente o que Deus queria:

1. O primeiro discurso (vs. 7-10);
2. O segundo discurso (vs. 18-24).

Pergunto: Por que Balaão orientou Balaque a fazer sete altares para sete sacrifícios, sendo que nenhum servo de Deus agiu assim na Bíblia?

Estudos demonstram que a cultura religiosa das nações pagãs cultuava cinco planetas mais o sol e a lua, ao todo sete astros. Sendo assim, Balaão tentou afastar-se de Deus visando amaldiçoar Israel; contudo, fracassou (vs. 1-6, 11-17, 25-30).

• Mesmo em um mundo que é leprosário de pecado, um monturo de corrupção, um povo abençoado por Deus não pode ser amaldiçoado por ninguém.

A adoração aos astros sempre foi forte no paganismo, a ponto de ser absolvido pelo cristianismo, levando a igreja cristã à apostasia. O profeta Balaão é mencionado pelo apóstolo João como progenitor de doutrinas falsas entre o povo de Deus (Apocalipse 2:14).


  • Cuidado com ministros que seguem doutrinas de Balaão: Cegos espiritualmente, ávidos materialmente. Fique alerta: Busque sempre a verdade! Reavivemo-nos! 


Heber Toth Armí

Números - capítulo 22


Creio ser excelente este pensamento para iniciar uma das mais deprimentes histórias bíblicas:

“Nenhum de nós pode permitir-se pecar. É um negócio demasiado caro. O pecado cega os olhos de tal modo que o mal não é discernido, e mediante procedimento irrefletido, os que assim ficam cegados tornam-se instrumentos para difundir a injustiça em favor de Satanás” (Ellen G. White).

Balaão era verdadeiro PROFETA de Deus no mais pleno sentido da palavra. Ele foi convidado pelos moabitas a uma missão que não poderia falhar. Ele era a pessoa certa, na visão do rei Balaque (vs. 1-17). Sua convicção ficou evidente sua rejeição peremptória:

“Mesmo que Balaque me desse sua casa repleta de prata e ouro, eu não seria capaz de desafiar as ordens do Eterno e fazer qualquer coisa, grande ou pequena” (v. 18).

Antes disso, ele falara face a face com Deus. Balaão tinha intimidade com Deus e o texto revela familiaridade entre os dois. Balaão não agia sem consultar Sua perfeita vontade. Entretanto, perante a segunda comitiva de importantes líderes moabitas, oferecendo-lhe nova proposta tentadora, Balaão insistiu com Deus. Obteve permissão, porém com restrição; logo saiu sem titubear rumo à missão de amaldiçoar Israel.

Conhecendo a motivação de Balaão, percebendo sua ambição e onde seu coração intentava pousar… Deus preparou-lhe uma poderosa lição fazendo uma jumenta falar/conversar/dialogar igual gente.

• Convicção sem submissão a Deus requer exortação e orientação espiritual.

Balaão conversa com a jumenta sem surpreender-se, de tão ávido que estava por avançar. A jumenta desviou-se do CAMINHO e o profeta disse-lhe que se tivesse uma ESPADA na mão, a MATARIA. Quando o anjo abriu-lhe os olhos, Balaão viu que, na verdade, ele havia se desviado do CAMINHO; e, se não fosse pela jumenta, o anjo o teria MATADO com a espada que trazia à mão (vs. 22-33).

• Independência de Deus nos faz agir pior que jumenta!

Deus permitiu que Balaão prosseguisse; entretanto, falaria somente o que Deus colocasse em sua boca como fez com a boca do animal (vs. 34-41).

• Se Deus usou até a jumenta, Ele pode usar-nos como quiser!

Devemos abençoar, não amaldiçoar! Indiferença para com a missão de Deus leva-nos à acomodação. Nesta situação, nem mesmo convicção é suficiente para resistir à tentação!


  • Sejamos ativos: Reavivemo-nos! 


Heber Toth Armí

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Números - capítulo 21


Falta de fé e compromisso com Deus geram atrasos na vida. Andar em círculos, patinar, remar sem sair do lugar… torna-se rotina. Alguns acostumam-se com isso, acomodando-se.
Como cristãos, devemos arregaçar as mangas e avançar; para tanto, precisamos repudiar o pecado! Pois pecado é um enorme obstáculo à fé.

“Por não haverem colocado plena fé em Deus, o que deveria ter sido uma aventura de dois meses acabou sendo uma provação de quarenta anos. Quantos de nós podemos pensar em pessoas que ignoram a oferta de salvação ano após ano, só para colher as terríveis consequências de sua recusa? Com que frequência, à semelhança do antigo Israel, essas mesmas pessoas culpam a Deus pelos problemas que trouxeram sobre si mesmas? […] Com que frequência usamos as desculpas mais estapafúrdias para justificar nossa procrastinação?” argui Frank Holbrook.

Após a geração de perversos morrer no deserto, a nova geração vai à luta. Antes de entrar em Canaã Deus concedeu vitórias miraculosas a Seu povo. Desta forma, somos informados da:

• …vitória sobre o rei Arade (vs. 1-4);
• …vitória sobre o rei Seom (vs. 21-32);
• …vitória sobre o rei Ogue (vs. 33-35).

No meio destas batalhas, houve outra guerra: Contra o pecado! Como serpentes abrasadoras, o pecado aplica seu veneno mortal nos filhos de Deus. A morte é evidência de sua eficácia. O pecado afasta-nos da proteção de Deus; então, a desgraça aparece. Contudo, Deus sempre tem o remédio certo. Não há nenhuma solução, senão a providência de Deus: Uma serpente de bronze numa haste (vs. 4-9).
A serpente é símbolo do mal. Jesus assumiu nossos pecados, nossa culpa, e morreu a nossa morte. Ao fazer-Se maldição, almejava abençoar-nos (João 3:14-15; Gálatas 3:13). Assim, serpente também tornou-se símbolo de Cristo!
Ir ao médico não cura nenhuma doença. Decorar receitas, obter remédios, entender composição química dos medicamentos, explicar bulas dos medicamentos, sem, porém, ingeri-los não cura nenhuma doença. Assim também é com a doença do pecado: Conhecer a Bíblia, saber que Deus tem uma igreja, estudar Jesus, sem entregar-se integralmente a Ele… não haverá chance de perdão, restauração nem salvação.


  • Somente após submeter-se plenamente a Deus como um paciente submete-se ao médico pacientemente, é que o crente avança, vence e canta alegremente durante sua jornada rumo ao Céu (vs. 10-35). Avancemos! 

Heber Toth Armí

Números - capítulo 20


A Bíblia responde nossas maiores inquietações; porém, pecadores têm medo da verdade. A verdade divina revelada expõe a ruindade humana; consequentemente, muitos desprezam a Bíblia, outros fogem da igreja.
Moisés e Arão tiveram que lidar com a verdade da parte de Deus: Eles não entrariam na Terra Prometida. Deus, graciosamente, deu satisfação, explicando-lhes a razão: “Já que vocês não confiaram em mim, não me trataram com reverência diante do povo de Israel, os dois estarão impedidos de conduzir a comunidade para a terra que estou dando a eles” (v. 12).
Que triste! Moisés que deixara o sossego do trabalho pastoril, família; que enfrentara o irredutível Faraó; guiara o povo; sofrera rebelião do povo; permanecera manso frente à acusação infundada sobre sua esposa…
Nesse contexto Moisés estava muito indignado pela atitude do povo pela falta de água (vs. 2-13), triste pela morte de sua irmã (v. 1). Em seguida recebeu resposta negativa à solicitação para passar nas terras de Edom (vs. 14-21). Logo depois lidou com a morte de seu irmão Arão (vs. 22-29). No mesmo capítulo, seus dois irmãos morrem. Parece injusto?

Parece justo chorar um mês por Arão e nenhum dia por Miriã (vs. 1, 29)?

Neste mundo…

1. A vida é injusta: sofremos pressões, reclamações, críticas, acusações…;
2. Somos pecadores: Estragamos tudo;
3. Liderar é complexo: Lidar com pessoas é difícil;
4. Grandes homens: Cometem erros.

O problema é que endeusamos nossas opiniões e desprezamos a Deus. Questionamos e reclamamos, mas Moisés não resmungou. Não ficou depressivo/fugindo. Ele submeteu-se a Deus humildemente.

Amplie tua visão:

• “Os filhos de Israel nunca foram afeiçoados ou fieis a seus líderes. Moisés não constituiu a prova disso? Seus contemporâneos lhe causaram tanto sofrimento que poderíamos nos perguntar se a decisão divina de barrar-lhe o acesso à terra prometida não foi um prêmio em vez de castigo. Só depois de sua morte sua gente entendeu sua singular grandeza” (Elie Wiezel).

• “Não houvesse a vida de Moisés sido mareada por aquele único pecado, deixando de dar a Deus a glória de tirar água da rocha, em Cades, e teria entrado na Terra Prometida, e seria transladado para o Céu sem ver a morte” (Ellen G. White).


  • Deus sabe o que faz! Nós, não sabemos! Daremos-Lhe glória? 


Heber Toth Armí

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Números - capítulo 19


Quanto vale teu tempo? A avaliação depende de como você vive. “Se você está tão ocupado que não tem tempo para estar em comunhão com Deus, saiba que estás mais ocupado do que Deus deseja” (D. L. Moody). Então, valorize-se; pare um pouquinho e reflita…

Este pequeno capítulo oferece-nos grandes verdades…

1. Revolta e rebelião contra Deus e Seus líderes alcança um resultado “terrível de miséria e morte” (Paul R. House). Durante os 40 anos que o povo passaria no deserto como consequência de seu pecado, 40 pessoas morreriam em média por dia.
2. Com objetivo de conscientizar pecadores com relação ao caminho da vida, Deus providenciou um meio de purificação do pecado. O pecado tem o antídoto da vida, e Deus tem o antídoto da morte; para viver, é preciso confiar nEle.
3. O ritual da morte da novilha vermelha, a utilização de suas cinzas com água e o aspergir sangue sete vezes quando morresse alguém, tornou-se obsoleto, foi necessário para o povo durante seu jornadear no deserto. Contudo, precisamos considerar suas aplicações espirituais: Purificar-nos do pecado que nos mata!

Celular sem bateria não tem utilidade, assim como o ser humano sem Deus está desligado da fonte da vida. Jesus é o condutor que religa-nos a Deus quando estamos separados/desligados pelo pecado. Ele é o Salvador – nossa única esperança diante da lambança que causamos com nossos atos.

O simbolismo da novilha:

• Sua cor avermelhada: Reconhecimento de nossa condição pecaminosa que leva-nos à morte (vs. 1-2; Isaías 1:18).
• Suas características: Perfeita, sem ter sido coagida ao trabalho pesado; apontava para Jesus que nunca pecou, mas submeteu-se voluntariamente à morte por nossos pecados (v. 2);
• Seu sacrifício: Fora do acampamento, como Cristo morreu fora da cidade de Jerusalém (v. 3; Hebreus 13:12);
• Seu sangue: Aspergido sete vezes em direção ao tabernáculo pelo sacerdote vestido de vestes brancas e puras; apontava para a ministração de Cristo no Céu pelos pecadores após Sua morte no Calvário (v. 4);
• Suas cinzas: Utilizadas com água para purificar os impuros por lidaram com a morte de entes queridos. Jesus nos purifica do pecado dando-nos acesso à vida (vs. 5-22).


  • Conecte-se a Cristo, purifica-te do pecado; assim terás tua bateria da vida recarregada! Jesus morreu para dar-nos vida! Reavivemo-nos! 


Heber Toth Armí

Números - capítulo 18


Deus escolhe, chama, capacita e defende àqueles que servem em funções espirituais especificadas por Ele. Deus também orienta, explica e delimita o que cada um deve fazer na função indicada por Ele.

Se cada um executasse bem a sua parte, com responsabilidade e maturidade, dependendo dAquele que chama e capacita, o resultado seria esplêndido! Caso contrário, a igreja torna-se uma calamidade! O povo de Deus experimenta o fracasso e, a espiritualidade despenca num retrocesso!

Portanto, ninguém deve submeter-se a desejos, sentimentos, anseios e imaginação pervertidos pelos pecados. Devemos elevar nossa visão de tudo mediante o meditar nos sublimes princípios revelados pelo Deus soberano:

1. No serviço espiritual é fundamental respeitar limites e funções estipuladas por Deus a cada pessoa (vs. 1-4);
2. Na obra de Deus cada um tem sua própria responsabilidade, na qual não cabe nenhuma irresponsabilidade. É irresponsabilidade ignorar a própria responsabilidade ou intrometer-se na responsabilidade alheia (vs. 5-7);
3. Na obra ministerial existem regras: Tudo deve ser realizado conforme orientado por Deus, com reverência e santidade (vs. 8-12);
4. Na liderança espiritual Deus cuida, sustenta e provê recursos para Seus servos; conquanto, estes devem prezar pela pureza familiar (vs. 11-13);
5. Na administração dos recursos divinos, dinheiro tem seu lugar; consequentemente, deve ser utilizado conforme a designação divina (vs. 14-19);
6. No cargo de liderança espiritual, nada deve ocupar tempo do ministro a não ser Deus, Sua vontade e Sua obra. Levitas não possuiriam terras, pois exigiriam tempo deles no cultivo e na colheita; eles, porém, teriam o que comer (vs. 20-24);
7. No ofício eclesiástico há salário, é o dízimo estipulado diretamente por Deus aos que trabalham pela salvação dos pecadores. Dízimo é 10% dos recursos. Quem recebe do dízimo também precisa ser dizimista, demonstrando fidelidade plena ao Senhor (vs. 25-32).


  • Imaginação enferma gera espiritualidade doentia. Imaginação doentia obstrui a compreensão destas preciosas lições. Purifique tua mente para entendê-las corretamente. Destrua a espiritualidade inválida! Jesus quer cada membro da igreja sendo luz e sal neste mundo depravado. Portanto, cada um deve entender que no cristianismo participamos do sacerdócio de todos os santos (I Pedro 2:9-10). Cada um deve fazer sua parte no corpo de Cristo, assim como cada órgão de nosso corpo executa sua função! Reflita… Aplique… Compartilhe! 


Heber Toth Armí

Números - capítulo 17


O conhecido pastor Roberto Rabelo disse: “O coração do problema humano é o problema do coração humano”. Sem Deus o ser humano é um ser problemático causador de sérios problemas; contudo, Deus sabe como lidar com tais complexidades.

Líderes espirituais escolhidos por Deus são alvos de ataques incessantes. Os críticos anseiam seus lugares; o que seria se Deus colocasse os críticos em funções importantes? Sendo eles causadores de sérios problemas, imagina o caos que seria! Felizmente Deus não cede à pressão dos revoltosos e arrogantes!

Leia Números 17 com atenção! R. Dennis Cole oferece-nos os seguintes tópicos para este capítulo, cujo tema principal é: Vara de autoridade de Arão: A primazia do sacerdócio de Arão confirmada:

1. Requisitos: Instruções e mandamentos (vs. 1-5);
2. Rápido cumprimento por parte do povo e de Moisés (vs. 6-7);
3. Resultados da prova (vs. 8-9);
4. Instruções renovadas (vs. 10-11);
5. Resposta retórica aos israelitas (vs. 12-13).

Sobre o episódio ocorrido no capítulo em apreço, Edgardo D. Iuorno, faz a seguinte aplicação:

“Quando o ministério é claramente escolhido por Deus floresce e dá frutos. Diante dos frutos as queixas já não têm sentido… Um ministério cheio de vida é o resultado de uma vida na presença de Deus. Longe dEle não há verdor, nem broto, nem fruto algum”.

Sua aplicação conclusiva é: “Pode existir mil problemas que atender, e mil queixas que calar. Se existe solução, esta começa na presença de Deus”.

Os servos de Deus sofrem com inveja, ciúme e cobiça dos que receberam outras funções. Há funções que são desejadas, porém, certas pessoas nunca foram divinamente chamadas para elas. Portanto, cabe a cada um exercer o ministério pelo qual foi chamado com humildade e dedicação sem desejar o que Deus delegou a outros.
A visão limitada da religião e das funções e liderança espirituais conduz algumas pessoas à acusação e reclamação dos sinceros servos do Senhor. Precisa-se ter cautela com aqueles que promovem uma autopromoção.


  • O que fazer com os críticos dos servos de Deus? É preciso orar por eles. Moisés e Arão intercederam a Deus por eles, para que não fossem consumidos; pois, criticando os servos de Deus, eles revelam que estão cegamente perdidos (16:41-50; 17:12-13). Eles precisam de salvação! Oremos! Intercedamos! Reavivemo-nos! 


Heber Toth Armí