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domingo, 13 de agosto de 2017

Isaías - capítulo 22



Pessoas crentes ou descrentes tendem a agir contrário à vontade de Deus. O ideal divino é ignorado para viver padrões inferiores de vida. O povo de Deus tem muito a crescer, entretanto, é mais fácil retroceder, regredir.

John MacArthur, comentando este capítulo, declara: “Que tens agora…? O profeta censurou o povo por celebrar cultos entusiásticos, quando, ao contrário, eles deveriam estar em profundo arrependimento por causa de seus pecados”.

O capítulo em análise “diz respeito a Judá e Jerusalém. Ele contém dois discursos de julgamento, uma sentença contra o ‘Vale da Visão’ (22:1-14) e uma mensagem dirigida ao oficial real Sebna (22:15-25). O Senhor denunciou o povo pela reação inadequada à crise. Em vez de confiar naquele que fundou a Cidade de Davi, o povo se apoiou nos próprios esforços, o que incluía a fortificação dos muros da cidade e a construção de um novo sistema hídrico. Recusando o convite do Senhor ao arrependimento, as pessoas festejavam, abandonando, de maneira fatal, toda esperança de livramento, subentendendo assim que o Senhor não estava no controle do destino da cidade. Para tais pessoas, o julgamento era inevitável… A falta de dedicação do povo ao Senhor foi resumida por Sebna, um oficial real que manifestou orgulho incomum ao construir para si um túmulo grandioso” (Robert B. Chisholm).

Aplicações:

1. Confiar em tudo, exceto em Deus, significa não estar nenhum pouco seguro diante das incertezas da vida.
2. Se não fugir para Deus, qualquer tentativa de fuga se demonstrará um fracasso catastrófico.
3. Quem enxerga o futuro sob as revelações divinas não se envolve em festas, quando há necessidade de arrependimento.
4. Quando a situação espiritual é precária as festanças deveriam ser substituídas por tristeza e choro causados pelo arrependimento dos pecados.
5. Gracejos e indolências diante de crises que devem despertar a espiritualidade é um tipo de alegria falsa; pois, à parte da vontade de Deus não há felicidade verdadeira.
6. O orgulho, arrogância e prepotência roubam a consciência e a sabedoria até das pessoas importantes na sociedade, as decisões resultam em desgraça mortal.
7. Alegria, euforia e entusiasmo por um livramento do Senhor não substitui o arrependimento que Ele espera após Seu ato de graça.

Conscientizemo-nos, arrependamo-nos e consagremo-nos para que haja reavivamento espiritual! 

Heber Toth Armí

Isaías é um artista que com palavras cria belos quadros mentais. Neste capítulo, o primeiro quadro é o do Vale da Visão (v. 1), em que ele retrata o que acontecerá com Jerusalém. Ele descreve as pessoas no topo de suas casas, assustadas porque as ruas da cidade estavam cheias de barulho por conta  daqueles que haviam sido feridos na batalha (v. 2). Além disso, os governantes tinham fugido da cidade, mas foram capturados (v. 3).
Isaías se sente terrivelmente mal a respeito deste desastre a ponto de chorar amargamente e pedir para ficar só (v. 4). Segundo Isaías, este “dia de alvoroço, de atropelamento e confusão” vem “da parte do Senhor” (v. 5).
Joel profetizou um dia semelhante, aplicando-o à Segunda Vinda de Cristo, em um outro vale: “pois o dia do Senhor está próximo, no vale da decisão” (Joel 3:14 NVI). Em Joel, os santos estarão em segurança na Sião celestial e o Senhor mesmo será o refúgio para o Seu povo (Joel 3:16).
As pessoas mencionadas por Isaías não alcançaram esta segurança. Para eles este é um dia de choro e grande “clamor que vai até aos montes (v. 5d). Parece até que Isaías está pintando para nós o que acontecerá pouco antes da segunda vinda de Cristo.
O próximo quadro pintado em palavras por Isaías também descreve Jerusalém. Os vales próximos estavam cheios de cavalos e carros prontos para o ataque (v. 6, 7). Então, o Senhor remove a proteção de Judá (v. 8). O problema com os habitantes da cidade de Davi, era de que eles dependiam das armas guardadas no Palácio da Floresta (v. 8b. Ver 1 Rs 7:2-6; 10:17-21) em vez de no Senhor.
Eles repararam as paredes, fizeram túneis para canalizar água para dentro dos muros (2 Rs 20:20; 2 Cr 32:4,5, 30) e, em seguida, derrubaram algumas casas para fortalecer os muros (v. 9-10). Mas faltou a eles, neste momento, o foco adequado para seu choro e lamentações (semelhante ao que acontecerá no tempo do fim). Eles choravam por causa das ameaças humanas que estavam sobre eles, mas deveriam chorar pelo seu pecado e dureza de coração. Seu foco não estava em Deus, mas em outras coisas. Eles diziam: “comamos e bebamos, porque amanhã morreremos”(v.12-14). Não houve sacrifícios nem sinal de arrependimento, mesmo em face da morte (v. 14). 
Em outro quadro, Isaías retrata Sebna, o responsável pelo Tesouro do rei, que deseja ter um funeral real para si em Jerusalém (v. 15-16). A punição pela sua arrogância seria ser agarrado pelo Senhor, ser embrulhado como uma bola e atirado para um enorme país, morrendo ali, em vergonha (v. 17-18). Em seu lugar Deus convocaria o Seu servo, Eliaquim (v.20), que teria autoridade e poder. Ele será como uma “estaca em terreno firme” (v. 23 NVI) e quando ele abre ou fecha uma porta, ninguém pode fechá-la ou abri-la (v. 21-23), o que nos lembra a autoridade suprema de Jesus (Apoc. 3:7). Deus honra seus servos humildes e fiéis.
A seguir, Isaías parece voltar aos primeiros quadros que retratam o cerco e queda de Jerusalém e que também podem retratar a situação dos últimos dias:  “Naquele dia, anuncia o Senhor dos Exércitos, a estaca fincada em terra firme cederá” (v. 25 NVI). Na Segunda Vinda, honras, graduações, títulos, certificados, placas, medalhas, coroas, mantos humanos nada valerão e serão retirados, porque para a ressurreição e a mudança para o céu, eles não são mais necessários.

Querido Deus,
Isaías nos convida a refletirmos sobre o tempo do fim e nós Te agradecemos por isso. Impressiona-nos com a importância de colocá-lo em primeiro lugar em nossas vidas. Aceita e fortaleça a nossa decisão de Te escolher e de desprezar o mundo por amor a Jesus. Amém.

Koot van Wyk

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