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domingo, 13 de agosto de 2017

Isaías capítulo 21



A revelação é progressiva. Assim que Deus revela, a mensagem vai ampliando. Quanto mais estudarmos a totalidade da Bíblia, mais amplo será nosso conhecimento.
O capítulo em análise é um complemento dos capítulos 13 e 14. O profeta Daniel e o historiador Heródoto registram o cumprimento dessas profecias que tratam da queda do megalomaníaco Império babilônico.
Babilônia (vs. 1-10) e seus aliados: Duma e Arábia (vs. 11-17) estão contemplados na mensagem de juízo de Deus. Daí aprendemos:

• Após revelar Deus revelar Seus planos, Sua ação é imediata, rápida e impossível interceptá-la. Como os tufões do Sul e as tempestades varrem repentinamente, assim seria varrida Babilônia resultando em sua queda fatal. O poder babilônico descrito no Apocalipse também não impedirá a varredura de Deus no mundo (ver Apocalipse 17 e 18).
• Os poderes do mundo atuam porque os poderes do Céu lhes dão permissão. Elão e a Média foram instrumentos de Deus na destruição do Império Babilônico; deste modo também os reis da terra se unirão para provocar a derrota da Babilônia mundial no tempo do fim.
• Da festa, bebedeiras e diversões, o pecado leva ao terror numa só noite (Daniel 5). Somente será preservado por Deus aquele que for fiel como Daniel.
• Vários textos de Apocalipse são baseados nos textos apocalípticos de Isaías. O mesmo anúncio da queda de Babilônia literal é ouvido na queda da Babilônia escatológica (Apocalipse 14:8; 18:2-4).
• O juízo contra os inimigos de Deus e opressores de Seu povo é a esperança de libertação dos fieis que confiam na promessa divina. O desespero e destruição de uns é a esperança e salvação de outros.
• A idolatria aponta para a proliferação da religião falsa, além de revelar a quantidade de deuses inválidos diante da ação do verdadeiro Deus Todo-poderoso.
• Os árabes (vs. 13-17) estão sob atento olhar de Deus; os mulçumanos deveriam humilhar-se e reconhecer a soberania do Deus da Bíblia se quiserem verdadeira salvação.

Deus quer salvar os perdidos, mas não poderá fazê-lo por aqueles que não querem salvar-se. Deus instou os babilônicos a vigiarem: Em vez de festejarem deveriam aprontar-se para a batalha. Dumá e Arábia também receberam graça (tempo e aviso), mas preferiram a desgraça.

E quanto a nós, que faremos das solenes mensagens de Deus? 

Heber Toth Armí

No capítulo anterior, Isaías mencionou que as pessoas fugiram do rei da Assíria quando ele invadiu o Egito, na época governado pelos etíopes. Assim, houve deportações em massa tanto de egípcios quanto de etíopes. Quando os assírios tomaram Samaria também deportaram israelitas. Esta é a razão porque Isaías questionava no capítulo anterior a busca das pessoas por segurança e por um lugar seguro.
Neste capítulo três visões são apresentadas: uma contra a Media e Elão [Pérsia], a outra contra Edom e a última contra a Arábia. Isaías recebeu essas visões quando Acaz morreu e Ezequias se tornou rei de Judá.
Em seu tempo, Isaías era um especialista em assuntos mundiais, mas a sua capacidade vinha de cima. Os termos que utilizava eram: “Deus sabe”, “Deus diz:”; isto é, “a segurança está somente em Deus”. Nós sabemos que Satanás está em um “Grande Conflito” contra Deus. É por isso que Isaías diz: “Eu tive uma visão terrível”. O “traidor fora traído, o saqueador, saqueado” (v. 2), refere-se às ações de Satanás, quando um destruidor era saqueado por outro destruidor. É Satanás que leva as nações a atacarem e destruírem umas às outras. 
A reação de Isaías a esta visão foi de choque (v. 3). O horror tomou conta dele e ele ficou tremendo (v. 4). Ele viu os medos e os persas  a colocar a mesa, comer e beber e, em seguida, os capitães e os seus homens lustrarem seus escudos (v. 5). Isaías viu a guerra. A visão assume proporções comparáveis ao “tempo do fim”: o Senhor pede ao guarda para que fique alerta nas torres e relate o que vê (v. 6-7). O vigia enfatiza que está fazendo o seu trabalho fielmente (v. 8). A vigilância aqui descrita é uma tarefa dada por Deus e não apenas mais uma tarefa militar de seres humanos.
O vigia vê cavaleiros montados e diz: “Caiu! A Babilônia caiu!” (v. 9 NVI). Isaías está vendo os medos e persas vindo tomar Babilônia, no tempo de Ciro. Há um tema relacionado com a “queda das cidades” em Isaías que é ligado à queda de Satanás, mencionada em 14:12-14, e também à futura queda da Babilônia mística que terá lugar no “tempo do fim”, que é mencionada em Apocalipse 18.
Nos dias de Isaías havia pessoas aflitas. Muitos israelitas foram deportados de Samaria pelos assírios alguns anos antes, sob permissão do Deus de Israel (v. 10). Em outra visão, o foco de Isaías voltou-se para Edom. A visão é de curta duração e Isaías ouve alguém gritando: “Guarda, quanto ainda falta para acabar a noite?” A questão real aqui é: Quanto tempo temos ainda que esperar antes da Vinda de Jesus? O vigia responde que a manhã está chegando e também a noite, o que significa que o fato esperado ainda não está no horizonte imediato, mas certamente acontecerá (v. 11-12) .
Neste capítulo Isaías teve mais uma visão, sobre a Arábia (v. 13-16). Os assaltos causados por tribos árabes na “Estrada Real” levaram a invasões assírias contra as terras árabes do sul. Além disso, o último rei do império babilônico se mudou para Temá para melhor controlar as tribos árabes. Então muitos fugitivos fiéis correram para Temá (v. 14) fugindo das espadas e arcos e do estresse da batalha (v. 15). Isaías exorta os habitantes de Temá para cuidar dos refugiados que fugiram da guerra (vv. 13-15). O Senhor disse que, em um ano, “o restante do número dos… valentes dos filhos de Quedar (as tribos árabes) será diminuto” (v. 16), o que de fato aconteceu.

Querido Deus,
Ajude-nos a fazer tudo que estiver ao nosso alcance para ajudar os refugiados e migrantes de guerra onde estiverem, em especial onde vivemos. Pedimos em nome de Jesus. Amém.

Koot Van Wick

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