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quarta-feira, 9 de agosto de 2017
Isaías - capítulo 14
Cada nação tem sua versão da guerra em que se envolveu; assim como duas pessoas que brigam tem cada um a sua versão. Porém, ao abrir a cortina da história, Deus revela coisas impossíveis de enxergar com olhos naturais.
Observe atentamente cada frase deste capítulo com oração. Merril F. Unger assim o esboça:
• A profecia da restauração de Israel prevê a queda de Babilônia (vs. 1-3);
• O cântico de triunfo de Israel sobre o último rei de Babilônia (vs. 4-11);
• Satanás é tratado como inspirador do último rei de Babilônia (vs. 12-17);
• A futura destruição do satânico sistema mundial (vs. 18-27);
• Oráculo sobre a Filístia (vs. 28-32).
Por trás das guerras há um conflito maior. Desde a entrada do pecado no mundo há um grande conflito nos bastidores das decisões e ações humanas. Isso não inocenta o pecador, mas o responsabiliza mais ainda. Pois, das forças sobre-humanas, quem está nos moldando e regendo?
Satanás estava por trás da serpente no Jardim do Éden e de Herodes (Gênesis 3:1-5, 14-15; Apocalipse 12:1-10). Estava influenciando o príncipe de Tiro (Ezequiel 28:12-19). Como também estava no caso de Babilônia (Isaías 14). Por outro lado, Deus também está agindo na vida de alguns indivíduos e nações, como se vê claramente em Isaías 13.
As origens de Babilônia revelam uma motivação errada. A Torre de Babel tinha o propósito de alcançar o céu, assim como o rei da Babilônia ambicionava o poder mundial. Nos versos 13 e 14, o profeta revela cinco verbos no futuro, em destaque para o “EU”, mesclando as intenções do rei babilônico e as satânicas.
• A ambição, orgulho, arrogância e vaidade caracterizam o diabo.
Em Apocalipse 12 e 13 percebe-se Satanás usando nações, reis e poderes eclesiásticos como instrumentos em sua investida final contra o remanescente fiel. Porém, a revelação de Isaías 14 vai além de apresentar Satanás, ela mostra a ação e vitória de Deus e Seu povo.
Deus preza e protege o pequeno grupo de fieis neste mundo em decadência econômica, política e religiosa. “Por trás do quebra-cabeças de conspirações políticas e militares entre antigos e modernos países do mundo, Satanás está em ação para enganar, degradar e destruir. Mas o plano de Deus finalmente prevalecerá” (Roy Gane).
Vivamos esperançosos! Reavivemo-nos!
Heber Toth Armí
Isaías conhece bem a história de Israel e as nações que lhe oprimiram. Deus também lhe permitiu conhecer o que aconteceria no futuro. Em Isaías 14, o profeta descreve as más nações, que tinham sede de expansão e domínio, no contexto de Lúcifer e a triste rebelião no céu. Lúcifer foi derrubado para a terra e, de modo paralelo, Isaías descreve que houve várias nações que foram “derrubadas” ao longo da história, todas produto de rebeliões semelhantes à de Lúcifer.
Isaías, que escreveu o seu livro já em idade avançada sob forma de poema, diário, relatório, profecias e vários tipos de notas, continua lembrando seus leitores das diversas funções do Messias: salvação, expiação, juízo, guerra e recriação. Tudo isso no desejo de educar o público para que sejam pensadores que tenham uma visão sobre as coisas presentes sob uma perspectiva global. Isaías quer conectar os eventos do Dia do Senhor diretamente aos trágicos acontecimentos de seus próprios dias.
Nos versos 1-3 Isaías descreve o momento em que Deus ajuntará a Sua “Israel espiritual” e a reunirá na Nova Jerusalém, após a Segunda Vinda de Jesus. Estranhos se juntarão a eles para desfrutar da herança do Senhor, no céu. O conceito de Israel espiritual incluirá todos os povos. O Senhor lhes dará descanso da dor e do sofrimento (v. 3). Eles cantarão a canção “caiu Babilônia” e louvarão ao Senhor. Sabemos que isso acontecerá na eternidade e não na história, uma vez que a terra é retratada como estando em repouso, tranquila (v. 7a). Satanás está preso e na Sião celestial, ou Nova Jerusalém, há gritos de alegria (v. 7b).
Após o milênio os maus líderes da terra ressuscitarão (v. 9 ) e reconhecerão a verdadeira natureza de Satanás e o fútil e temporário poder dos impérios (v. 10-11). O espírito destes impérios provém de Lúcifer, que se tornou Satanás e foi expulso do céu (v. 12-14). Contudo, ele também conhecerá a morte [sheol] (v. 15) e todo o universo se admirará em ver os restos de quem fazia estremecer a terra” (v. 16). Satanás é o mestre dos desastres. Ele “fez do mundo um deserto” (v. 17) e assolou as suas cidades. Ele criou as várias Babilônias e depois as derrubou. Durante o milênio todos os maus reis terra jazerão em túmulos, mas Satanás estará preso pelas circunstâncias, retido em sua própria “cova” (v. 19d) e não se unirá aos maus mortos naquela ocasião (v. 20a).
No versículo 22 o Senhor diz que eliminará “de Babilônia o nome e os sobreviventes, os descendentes e a posteridade” (ARA), indicando que os babilônios dos impérios terrenos não tem esperança de viver eternamente.
Dos versos 24 a 27 o Senhor se refere à Assíria e diz que ela será quebrantada “na minha terra” (v. 25). A terra aqui mencionada não é a terra literal de Israel. Aqui a Assíria representa as nações do mundo, que serão pisadas no Juízo Executivo do Senhor “na minha terra”, ou seja, em todo o mundo, porque toda a terra pertence ao Senhor. Isso acontecerá quando Ele vier como o Messias Guerreiro a fim de exterminar o mal da terra.
“Este é o plano estabelecido para toda a terra” (v. 26 NVI). “Pois esse é o propósito do Senhor dos Exércitos; quem pode impedi-Lo?” (v. 27). Estes eventos de importância cósmica planejados por Deus são certos e não podem ser alterados.
Referindo-se ainda aos maus, agora simbolizados pelos filisteus (v. 39-32), Deus diz que destruirá sua “raiz” (v. 30), “a serpente voadora” (v.29 ARA) e sua “raiz” (v. 30). A cidade perversa do tempo do fim cairá: “Lamente, ó porta! Clame, ó cidade! Derretam-se todos vocês, filisteus!” (v. 31 NVI). O Senhor fundou a Sião, e na Segunda Vinda os aflitos do seu povo se refugiarão nela [a Nova Jerusalém] (v. 32).
Querido Deus,
Este mundo , a cidade terrestre da Babilônia, não nos oferece nada de seguro e duradouro. Nenhuma “Babilônia” durará para sempre. Queremos encontrar segurança em Ti. Queremos habitar na terra recriada, entrar na cidade celestial de Deus, passear pelas montanhas da Nova Terra. Conceda-nos esse privilégio, por Tua graça! Amém.
Koot van Wyk
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