Ontem vimos o presidente Butler em sua tentativa de manobrar Ellen White a “criar” um testemunho para resolver a controvérsia de Gálatas. Ele não conseguiu ir muito longe até 23 de agosto de 1886. Por volta de 16 de dezembro, sua paciência com a profetisa silenciosa havia se deteriorado rapidamente. O plano de votar uma resolução em forma de credo na Assembleia da Associação Geral havia falhado, e ele começou a sentir-se desesperado pela falta de cooperação de Ellen White. Butler, então, disparou: “Estamos esperando há anos ouvir de você sobre o assunto [de Gálatas], ciente de que a agitação só terminaria em debate.” Doze dias depois, ele disse claramente que “nada, a não ser um testemunho do Céu” o faria mudar de ideia.
Em março de 1887, Butler estava em um melhor estado de espírito, depois de haver tomado conhecimento da repreensão de Ellen White a Waggoner e Jones por terem tornado públicas suas opiniões controversas. Interpretando que alguns de seus comentários indicavam de que lado ela estava no embate sobre Gálatas e, na expectativa de que ela diria as coisas que ele considerava certas, lembrou-a de que havia escrito diversas vezes para ela sobre o assunto, mas não recebera resposta.
Certo de que agora Ellen White se posicionaria publicamente do lado dele, Butler ficou ao mesmo tempo magoado e chocado quando ela escreveu, em abril de 1887, que a carta de repreensão aos dois homens mais jovens não significava que a posição dos líderes era a correta.
Após essa “traição”, ele não desperdiçou mais tinta pedindo a opinião de Ellen White sobre o assunto. Em vez disso, fantasmas de desastre teológico, traição profética e conspiração começaram a crescer em sua mente, levando-o, por fim, ao colapso nervoso e à volumosa carta de 1º de outubro de 1888, na qual a atacou por não ter a resposta certa.
E tudo isso diante dos repetidos conselhos de Ellen White de que o assunto não tinha importância e deveria ser deixado de lado.
Eis uma pergunta para cada um de nós: Quanto de nossas preferências pessoais dominam nosso pensamento ao estudarmos a Bíblia e os conselhos de Ellen White? Pense sobre isso. Seja honesto!

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