Pensar pode ser bom; mas nem sempre. Sobretudo, quando o pensamento é alimentado por teorias conspiratórias.
Foi esse tipo de pensamento que tomou conta de George Butler e de seus amigos às vésperas da Assembleia da Associação Geral de 1888. O fósforo que pôs fogo na conspiração foi uma carta enviada no fim de setembro por William Healey, um pastor da Califórnia, para Butler, sugerindo que os líderes da igreja no Oeste (Jones, Waggoner, William e Ellen White) haviam elaborado um esquema para modificar a teologia da denominação.
Ao que tudo indica, antes da chegada da carta de Healey, Butler estava emocionalmente estável. Ele não gostava do fato de pontos controversos em Daniel e Gálatas virem à tona, mas as cartas de William e Ellen White enviadas em agosto o haviam convencido da necessidade de permitir que isso acontecesse.
No entanto, o presidente da Associação Geral, já tenso, sentiu-se arrasado ao receber a notícia do que parecia ser uma conspiração organizada poucos dias antes do início das reuniões em Mineápolis. De repente, os acontecimentos dos dois anos anteriores começaram a fazer sentido para ele. O motivo para os White terem pressionado tanto para que a nova teologia de Jones e Waggoner fosse ouvida é que eles estavam todos juntos nessa empreitada. Com certeza, concluiu Butler, tratava-se de uma conspiração das mais perigosas e de uma ameaça às crenças adventistas, as quais já haviam passado pelo teste do tempo.
Tal raciocínio levou Butler a uma correria frenética de última hora para organizar suas forças a fim de resistir àquilo que ele considerava uma coalizão do Oeste, enviando uma série de telegramas e cartas para os delegados, advertindo-os da conspiração e apelando para que “defendessem os marcos antigos”.
Enquanto isso, os White, Waggoner e Jones, bem como os outros delegados da Califórnia, permaneciam na ignorância quanto ao fato de serem vistos como conspiradores, pelo grupo de Battle Creek. Conforme expressou William C. White, ele era “inocente como um cordeiro” acerca daquele desentendimento e isso logo levou a delegação da Califórnia a cair nas mãos dos defensores da teoria da conspiração.
Pensar com sensatez já é difícil, mas quando o raciocínio está manchado com teorias conspiratórias, a tarefa se torna emocionalmente impossível. Precisamos tomar cuidado com esse tipo de pensamento e pedir, em oração, a graça de Deus para nos livrar dele.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente! Sua opinião é muito importante para nós!