Que confusão! Essa é a palavra que caracteriza a mente do presidente George Butler, às vésperas da Assembleia da Associação Geral, em 1888. Influenciado pelos pensamentos da “conspiração da Califórnia”, disparou uma carta datilografada de 42 páginas para Ellen White em 1º de outubro, poucos dias antes do início das reuniões, a qual, na melhor das hipóteses, revela um estado de grande confusão mental.
Butler culpou Ellen White pela “exaustão nervosa” que ele estava sofrendo e pelo fato de sua “força cerebral haver esmorecido”. Ele afirmou que deveria “abdicar de todas as posições de responsabilidade na causa”, dizendo que White era o motivo de sua “condição atual mais do que qualquer outra coisa”.
O presidente estava especialmente inflamado em relação à mudança de opinião da Sra. White quanto à natureza da lei de Gálatas. Ele estava, para dizer o mínimo, obcecado com o assunto.
Escreveu: “A abertura dessa questão, como tem acontecido na costa do Pacífico ao longo dos últimos quatro anos, se encontra repleta de mal e somente de mal. Creio firmemente que será motivo de inquietação da mente de muitos dentre nosso povo, despedaçando sua fé na obra como uma unidade. Almas se perderão e desistirão da verdade por causa disso, e haverá uma grande porta aberta para outras inovações entrarem e minarem nossas antigas posições de fé.
“O modo como o assunto tem sido tratado tende a destruir a confiança de nosso povo nos testemunhos. E creio que toda essa questão ajudará ainda mais a minar a confiança em sua obra do que qualquer coisa que já aconteceu até aqui, desde o início desta causa. […] Abalará a fé de muitos dos nossos líderes obreiros nos testemunhos.”
Ele prosseguiu culpando William C. White por boa parte do problema e afirmou que Jones e Waggoner precisavam ser “repreendidos em público”.
Butler acreditava que ele havia sido “ferido na casa de amigos seus”. Com a mente e o coração quebrantados, não compareceu à Assembleia de 1888. E tudo isso, por uma questão que Ellen White lhe dissera não ter importância.
Esses são os fatos. Podemos ficar chocados com Butler, mas quantos de nós nos agitamos por causa de dificuldades teológicas, até nos encontrarmos em um estado semelhante de enfermidade mental e espiritual! Que Deus nos dê a graça de não nos prendermos a minúcias, mas, em vez disso, nos concentrarmos nos grandes temas centrais das Escrituras.

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