“O reavivamento da verdadeira piedade entre nós”, escreveu Ellen White em 1887, “é a maior e mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo deve ser nossa primeira ocupação”. Contudo, observou ela, muitos adventistas não estavam preparados para receber a bênção de Deus, e muitos ainda precisavam se converter. “Não há nada que Satanás tema mais, do que a limpeza do caminho do povo de Deus, por meio da remoção de todos os obstáculos, para que o Senhor derrame Seu Espírito sobre uma igreja abatida e uma congregação impenitente” (RH, 22 de março de 1887).
No fim dos anos 1880, Ellen White estava profundamente preocupada com a condição do adventismo. Tantos líderes e membros tinham uma teoria para a verdade, mas não viviam de acordo com ela.
Tal preocupação não era algo novo em seus escritos. Em 1879, ela escreveu: “Bom seria passar cada dia uma hora de reflexão, recapitulando a vida de Jesus da manjedoura ao Calvário. […] Contemplando assim Seus ensinos e sofrimentos, e o infinito sacrifício por Ele feito para redenção da raça humana, podemos revigorar fé, vivificar nosso amor e imbuir-nos mais profundamente do espírito que sustinha nosso Salvador. Caso queiramos afinal ser salvos, todos nós devemos aprender, junto à cruz, a lição de penitência e fé.” Ela prosseguiu dizendo que ansiava “ver nossos pastores se demorarem mais na cruz de Cristo” (T4, p. 374, 375).
A mesma ênfase foi dada durante a Assembleia da Associação Geral de 1883, na qual a Ellen White disse aos ministros reunidos: “Temos de aprender na escola de Cristo. Coisa alguma senão a Sua justiça pode dar-nos direito a uma única das bênçãos do concerto da graça. Por muito tempo desejamos e procuramos obter essas bênçãos, mas não as recebemos porque temos acariciado a ideia de que poderíamos fazer alguma coisa para nos tornar dignos delas. Não temos olhado para fora de nós mesmos, crendo que Jesus é um Salvador vivo” (ME1, p. 351).
Mais uma vez, às vésperas do encontro em Mineápolis, ela escreveu: “a ênfase de nossa mensagem deve ser a missão e a vida de Jesus” (RH, 11 de setembro de 1888).
A maior carência do adventismo nos anos 1880 era de Jesus e Seu amor. Essa ainda é nossa principal deficiência.

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