Ao longo dos anos 1880, as leis relativas ao domingo e à perseguição a quem as descumprisse ganharam força e abrangência. O problema irrompeu de forma explosiva na Califórnia em 1882, quando a questão dominical se tornou um dos principais assuntos nas eleições estaduais. As consequências atingiram os adventistas quando autoridades locais prenderam William C. White por abrir a Pacific Press aos domingos.
Embora a Califórnia logo tenha revogado a lei dominical, a ameaça de legislações semelhantes por toda a nação levou os adventistas do sétimo dia a agir. Talvez o passo mais importante tenha sido a fundação, em 1884, da American Sentinel of Religious Liberty [Sentinela Norte-Americana da Liberdade Religiosa], hoje conhecida como Liberty, para liderar a luta contra as leis dominicais.
O cenário mudou para o estado de Arkansas, em 1885. Entre 1885 e 1887, o estado tinha 21 processos ligados à profanação do domingo. Todos, com exceção de dois, envolviam guardadores do sábado, e as autoridades dispensaram os réus nessas duas exceções sem fiança e suspenderam o caso. Já para os adventistas, a fiança variou entre 110 e 500 dólares, uma multa pesada numa época em que o trabalhador do sexo masculino ganhava cerca de 1 dólar por dia.
Alonzo Jones concluiu: “Não poderia haver demonstração mais clara de que a lei era usada somente como meio de destilar rancor religioso contra uma classe de cidadãos inocentes de qualquer crime, a não ser o de professar uma religião diferente da seguida pela maioria.”
No fim de 1885, a crise das leis dominicais deslocou-se fortemente para o Tennessee, onde as autoridades prenderam vários adventistas no fim dos anos 1880 e início da década de 1890. Alguns, inclusive pastores, ficaram acorrentados em grupo como se fossem criminosos comuns.
A empolgação escatológica dos adventistas se intensificou em 1888, quando o cardeal católico James Gibbons se uniu aos protestantes, endossando uma petição ao Congresso em prol de uma lei federal de observância ao domingo. Os protestantes aceitaram sem hesitar tal ajuda. A publicação Christian Statesman [Estadista Cristão] proclamou: “Sempre que eles [os católicos romanos] estiverem dispostos a cooperar na resistência ao progresso do ateísmo político, alegremente lhes daremos as mãos.”
A liberdade religiosa é um dom de valor incalculável. Devemos valorizá-lo e desfrutá-lo enquanto ainda o temos.

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