Além das leis civis de Israel, havia também o que é geralmente chamado de ''lei cerimonial''. Essa lei estava centralizada no santuário e em seus rituais, os quais foram projetados para ensinar aos filhos de Israel o plano da salvação e apontar para eles o Messias que viria. Nas passagens bíblicas por duas vezes é mencionado que a ''expiação'' seria feita por intermédio dessas cerimônias. Essas leis foram consideradas ''miniprofecias'' de Cristo e Sua obra expiatória pelos pecados do povo.
''A lei cerimonial foi dada por Cristo. Mesmo depois que ela não mais devia ser observada, Paulo apresentou-a aos judeus em sua verdadeira posição e valor, mostrando o seu lugar no plano da redenção e sua relação para com a obra de Cristo; e o grande apóstolo declara gloriosa esta lei, digna de seu divino Originador. O serviço solene do santuário tipificava as grandiosas verdades que seriam reveladas durante gerações sucessivas. A nuvem de incenso que ascendia com as orações de Israel, representa a Sua justiça que unicamente pode tornar aceitável a Deus a oração do pecador; a vítima sangrenta sobre o altar do sacrifício, dava testemunho de um Redentor vindouro; e do santo dos santos resplandecia o sinal visível da presença divina. Assim, através de séculos e séculos de trevas e apostasia, a fé se conservou viva no coração dos homens até chegar o tempo para o advento do Messias prometido.''EGW
Embora instituído por Jesus, o sistema cerimonial foi concebido para funcionar apenas como um tipo, um símbolo de realidade futura: a vinda de Jesus, Sua morte e ministério sacerdotal. Uma vez que Ele completasse Sua obra na Terra, esse antigo sistema, com seus sacrifícios, rituais e festas já não seria necessário (Hb 9:9-12). Embora já não observemos a lei cerimonial [diferente da moral e de saúde], ao estudá-la podemos reunir ideias sobre o plano da salvação.

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