Embora os judeus estivessem sob o domínio romano na época de Jesus, eles receberam autoridade sobre questões exclusivas de seus costumes e religião (At 18:15). O órgão legislativo responsável pela administração da lei judaica era chamado Sinédrio. Às vezes mencionado como conselho (Jo 11:47;At 5:27; ARC), o Sinédrio era composto por 71 homens escolhidos entre os sacerdotes, anciãos e rabinos e era presidido pelo sumo sacerdote. Servia como uma espécie de Supremo Tribunal Federal que lidava com costumes, tradições e leis dos judeus.
A lei civil judaica estava fundamentada nos códigos civis revelados nos cinco livros de Moisés. Porque Moisés foi o autor dos cinco primeiros bíblicos, as leis são mencionadas como ''a lei de Moisés''. Quando Deus originalmente deu as leis a Moisés, planejou um estado em que Ele seria o governante e o povo cumpriria Seus mandamentos (instruções). Na época de Jesus, os judeus estavam sujeitos ao direito romano. No entanto, o governo romano permitia que eles usassem a lei mosaica a fim de resolver questões relacionadas com seus costumes. Nesse aspeto, o trabalho do Sinédrio era especialmente importante.
O Novo Testamento apresenta vários exemplos de aplicação da lei mosaica, ou de referências a ela, em questões civis: homens judeus ainda deviam pagar o imposto de meio siclo para o templo (Mt 17:24-27; Ex 30:13); divórcios ainda eram regidos pelas disposições estabelecidas por Moisés (Mt 19:7; Dt 24:1-4); as pessoas ainda seguiam a lei do levirato, em que a viúva devia se casar com o irmão de seu marido (Mt 22:24; Dt 25:5); meninos ainda eram circuncidados no oitavo dia (Jo 7:23; Lv 12:3) e os adultérios deviam ser punidos por apedrejamento (Jo 8:5; Dt 22:23, 24).

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