MUDAMOS O MUNDO COM UMA
ATITUDE
REAL DE
CARINHO E
AMOR

Acreditamos no Pai, Filho e Espírito Santo. Acreditamos na Palavra de Deus como regra de fé.
Acreditamos na salvação unicamente pela fé. Acreditamos que devemos guardar os mandamentos.
Acreditamos que devemos cuidar da saúde. Acreditamos que devemos cuidar da natureza.
Acreditamos que Jesus voltará.

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Levítico - capítulo 27


Foram vinte e sete dias estudando o livro bíblico de Levítico, um capítulo por dia. Escrito cerca do ano 1.400 a.C. Levítico continua sendo útil para os dias modernos. Sua ênfase é a santificação integral do ser humano. Se quisermos chegar ao Céu devemos galgar o caminho estreito da santificação.
Moisés não é o autor de sua mensagem, é o Senhor; Moisés é apenas o transmissor do que Deus espera de cada pecador (v. 34). Analisando o livro, Leslie Hardinge e Frank Holbrook diz que, em média, “o nome e a autoridade de Deus são mencionados uma em cada oito versículos, para salientar a origem divina” de suas instruções. Por isso, “o livro de Levítico provê um modelo teológico para compreendermos o plano de salvação”.
Além disso, Hardingen e Holbrook declaram que “o estudo da estrutura literária de Levítico revela que a primeira metade (capítulos 1 a 15) trata do assunto geral da ‘justificação’ (‘o sacerdote por ele fará expiação do seu pecado’, Lev. 5:10). A segunda metade (capítulos 17 a 27) concentra-se no assunto da ‘santificação’ (‘Santos sereis, porque Eu, o Senhor vosso Deus, sou santo’, Lev. 19:2). No centro está a ponte teológica entre as duas partes: O Dia da Expiação [capítulo 16]”.
Cristianismo não é a aceitação de uma filosofia de vida, é um compromisso sério com um Deus santíssimo. O último capítulo pode ser esboçado da seguinte forma:

• Votos relacionados a pessoas – consagração de pessoas (vs. 1-8);
• Votos referentes a animais – dedicação de animais (vs. 9-13);
• Votos sobre imóveis – doação/consagração de casas (vs. 14-14);
• Votos sobre terras – doação/consagração de terras (vs. 16-25).

O desfecho do capítulo apresenta duas coisas que não se devem consagrar porque inerentemente já são sagrados/santos:

1. O primogênito dos animais pertence a Deus, sejam limpos ou imundos (vs. 26-28);
2. O dízimo de tudo o que é lucro, 10% de todo o lucro é santo a Deus (vs. 30-33).

As coisas de Deus devem ser levadas bem a sério (v. 29). Não se deve brincar ou banalizar as coisas sagradas (v. 10, 28, 33).
Não merecemos nada de Deus, mas Deus merece o melhor de nós por nos abençoar sem que o mereçamos. Consagremos tudo o que temos e somos ao Senhor!


  • “Senhor, santifica-nos!” 


Heber Toth Armí

Levítico - capítulo 26


Os pais anseiam obediência dos seus filhos, Deus também. Filhos têm facilidade para desobedecer, inclusive os filhos de Deus. Em ambos os casos, obediência tem recompensas e desobediência tem consequências.
Este capítulo trata da…

• Recompensa pela obediência aos santos princípios de Deus (vs. 1-13); e,
• Consequência da desobediência aos santos princípios de Deus (vs. 14-46).

O Deus que nos fez com competência intelectual e moral pedirá contas de nossas negligências e responsabilidades. Somos criaturas pensantes, atuantes e conscientes; consequentemente, seremos julgados.
Desobediência é um mal que todo inconsequente precisa saber que resultará em condenação e morte no final.
Obediência não é legalismo. Deus pede e reclama nossa obediência, não desobediência. Assim como um pai não quer nenhum filho rebelde, revoltado e indiferente, Deus também não quer. Obediência e santidade se equiparam na vida religiosa orientada por Deus na Bíblia. Analfabetos biblicamente são ignorantes desta verdade.

Deus revela que…

1. A obediência resulta em maravilhosas bênçãos:
• Chuvas e colheitas fartas (vs. 1-5);
• Paz (vs. 6-10);
• Presença de Deus (vs. 11-13).

2. A desobediência resulta em desastrosas maldições:
• Doenças, escassez e fracassos (vs. 14-17);
• Seca e colheitas magras (vs. 18-20);
• Presença de predadores (vs. 21-22);
• Sufoco pela pilhagem de pessoas cruéis (vs. 23-26);
• Despejo ou deportação (vs. 27-39).

Deus permite que o mal causado pelo pecado aflija às pessoas a fim de que se lembrem dos benefícios de Sua presença e se arrependam das atitudes que resultam em morte e separação eterna dEle (vs. 40-46).
Assim como um pai amoroso educa para corrigir, Deus corrige para salvar permitindo o castigo da dor do pecado.
Reconhecendo nossa situação desesperadora, Deus deu Jesus para executar uma obra redentora. Jesus não morreu na cruz para deixar-nos na lama da desobediência. Sua morte foi necessária para libertar-nos das correntes da desobediência. O resultado é a obediência.
Livrar-se da idolatria, guardar o sábado e conhecer o santuário é de suma importância espiritual!

“A observância do sábado e a frequência escrupulosa da adoração no santuário serão as melhores maneiras de prevenir as corrupções da religião canaanita”, analisa Roland Kenneth Harrison.

Milian Lauritz Andreasen observou que, “o conhecimento da verdade quanto ao santuário, é o único antídoto aos falsos reclamos da hierarquia romana”.


  • Entreguem-se ao Senhor que anseia nossa obediência! Reavivemo-nos! 


Heber Toth Armí

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Levítico - capítulo 25


O nosso egoísmo deve ser substituído pelo altruísmo. Nosso amor próprio deve ser alterado para amor ao próximo. Nossa pecaminosidade precisa ser mudada para santidade. Negativismo, egocentrismo, materialismo e individualismo prejudicam a saúde física, mental, e, principalmente, espiritual.
O Ano Sabático e o Ano Jubileu revelam a preocupação de Deus mais pelos seres humanos do que pela terra, embora restaurando a terra auxiliará o pecador em sua restauração do ideal divino.
O capítulo oferece orientações do Criador do Universo quanto ao:

1. Ano Sabático, o qual ocorria a cada sétimo ano (vs. 1-7);
2. Ano Jubileu, o qual ocorria a cada quinquagésimo ano (vs. 8-55);

Sobre o Ano Jubileu, Moisés, inspirado pelo Espírito Santo, postou os seguintes ensinamentos nas páginas das Sagradas Escrituras:

1. Instruções referentes à aplicação do Ano Jubileu (vs. 8-22);
2. Vínculo entre restauração econômica e o Ano Jubileu (vs. 23-38);
3. Vínculo entre a libertação de escravos e o Ano Jubileu (vs. 39-55).

Sete vezes sete anos completa quarenta e nove anos; então, o próximo era o Ano Jubileu. Em vida, uma pessoa normalmente observava uma só vez a lei deste ano instituído por Deus. Na sequência do sétimo ano sabático vinha o quinquagésimo ano; assim, haveria dois anos de inatividade agrícola, descanso prolongado para o solo e para o agricultor. Que férias!

No quinquagésimo ano…

• A terra não deveria ser cultivada para plantio; ela repousaria, teria descanso, que resultaria em bênçãos nos anos futuros, produzindo muitos frutos.
• A terra voltaria a seu antigo proprietário; visava igualar a economia, destruir a ambição/ganância e impedir a propagação do materialismo no povo de Deus.
• Os escravos hebreus seriam colocados em liberdade; a finalidade era impedir que seres humanos tornassem objetos, ou meros instrumentos de trabalho, outros seres humanos.


  • Deus tem interesse nas pessoas carentes. Deus preocupa-Se com pessoas desprovidas de oportunidades. Deus cria estratégias para beneficiar a todos, especialmente aos mais fracos. Deus Se interessa pelos pobres, preza por eles e atenta para ajudar-lhes. Mas, também quer salvar os abastados/ricos de egoísmo, materialismo, e todos os outros “ismos” que destroem física, psicológica e espiritualmente à raça humana. Deus quer que os seres humanos sejam mais humanos aplicando constantemente os princípios divinos. Cada princípio revelado implica na restauração da humanidade. Reavivemo-nos! 


Heber Toth Armí

Levítico - capítulo 24


Infelizmente pecadores têm dificuldades de aprender com Deus. Por outro lado, Deus aprecia ensinar, é paciente e perseverante para insistir conosco no ensino da moralidade.
Desde o início do livro Deus é o próprio Quem está transmitindo orientações diretamente a Moisés para comunicar ao povo (v. 1). As orientações a seguir são cerimoniais:

• No ministério diário do Santuário era necessário ter cuidado diário com o candelabro; significava que a luz da verdade e da presença divinas jamais deveriam se apagar (vs. 1-4);
• No ministério do Santuário deveria ter cuidado semanal relacionado com pães da preposição; no sábado, estes 12 pães eram substituídos por novos, os quais simbolizavam a dependência constante que se deveria ter em Deus como mantenedor da vida através dos alimentos dados por Ele. Cabe também aplicação espiritual: Carecemos de Cristo, o Pão da vida, para suprir nossas necessidades físicas e espirituais (vs. 5-9).

As orientações cerimoniais estão relacionadas às atividades dos ministros do santuário. As orientações morais aplicam-se a todo povo de Deus. A seguir, há uma narrativa real objetivando mostrar-nos a necessidade de aplicarmos os princípios de vida em nossa realidade diária.

• Um filho de uma israelita com um egípcio. O jovem era meio-israelita, meio estrangeiro. Ele agiu contra as revelações de Deus e arranjou briga/confusão/contenda; contudo, “ao invés de se arrepender, ele demonstrou ser perseverantemente impenitente”, observa Francis D. Nichol. Ele blasfemou contra o nome de Deus (vs. 10-12).
• Deus revela o que fazer com alguém que desrespeita Seu nome: Ser executado (vs. 12-24). A sentença parece demasiado grave para quem está bem acostumado com o pecado. Pecado sempre é grave e a sentença sempre é a morte. Deus não é mau e autoritário, o pecador que é negligente, displicente e irreverente. Deus corta o mal pela raiz antes que produza frutos.

“Há os que porão em dúvida o amor de Deus e Sua justiça […]. A praga que recaiu sobre o primeiro transgressor seria um aviso para os outros, de que o nome de Deus deve ser tido em reverência. Mas caso se houvesse permitido que o pecado deste homem passasse sem punição, outros se teriam desmoralizado; e, como resultado, muitas vidas finalmente deveriam ser sacrificadas” (Ellen G. White).


  • Respeito é bom a Deus também! Reavivemo-nos! 


Heber Toth Armí

Levítico - capítulo 23


Deus gosta de festas; mas não de festas que o diabo e os perdidos gostam. Deus gosta de festas nobres, santas e espirituais, muito melhores que as festas carnais. Neste capítulo são mencionadas sete festas instituídas por Deus:

1. Páscoa;
2. Pentecostes:
3. Dos Tabernáculos;
4. Do dia da Expiação;
5. Das trombetas;
6. Dos pães asmos;
7. Das primícias.

O dia indicado no calendário para cada festas era feriado. Deus quer celebrar conosco. Aparece no texto nove vezes a palavra “festa” e dez vezes “santa convocação”. Nossa satisfação, prazer e motivos de celebração neste mundo de pecado estão em nortear nossa vida nos princípios divinos.

• A festa da Páscoa comemorava a libertação de Israel da escravidão egípcia. Na Bíblia, Jesus instituiu a Santa Ceia em lugar desta festa – cerimônia espiritual que celebra a libertação da escravidão do pecado através da morte de Cristo.

• A festa de Pentecostes, diferente da festa das primícias que eram a celebração com os primeiros frutos da terra; era celebrada no final da colheita com manjares, pães e farinhas; relembra que nossa alimentação vem do Senhor.

• A festa dos Tabernáculos/cabanas relembra o tempo de peregrinação no deserto até chegar à Terra Prometida, deveríamos relembrar que neste mundo somos peregrinos caminhando no deserto desta vida para a Pátria Celestial.
• O dia da Expiação que era a festa das festas, um dia solene de celebração do perdão como fonte em Deus.
• A festa das Trombetas vinha antes do dia da expiação, a qual visava convocar os religiosos para um encontro especial com o Senhor.
• A festa dos Pães Asmos celebra a vida e ao Autor da vida; Deus não apenas livra da morte, Ele mantém a vida.
• A festa das Primícias adverte-nos que Deus merece o primeiro lugar sempre em nossa vida; pois, tudo o que somos e temos vem Dele e devemos tudo a Ele.

Todas as festas eram instrutivas/educativas. Deus colocou no calendário anual para ensinar salvação ao Seu povo.

Todas as festas apontam para Jesus:

Jesus á a nossa Páscoa, o Pão sem fermento, as Primícias, o Doador do Espírito Santo no dia de Pentecostes, Quem tocará a última Trombeta, Quem morreu para fazer Expiação por nossos pecados quando tabernaculizou/habitou entre nós.


  • Celebremos o Messias! Reavivemo-nos! 


Heber Toth Armí

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Levítico - capítulo 22


Quem medita na Palavra de Deus diariamente terá, certamente, atitudes diferentes daqueles que não o fazem. Tal exercício incentiva alcançar elevado padrão moral.
Deus é o padrão de santidade. Portanto, qualquer coisa fora de Sua vontade despenca para a imoralidade, promiscuidade e perversidade.
Sendo tão pecadores, com nossas forças e habilidades jamais atingiremos a santidade estipulada por Deus em Sua Palavra; em contrapartida, Ele é tão santo que pode comunicar santidade a nós sem que perca a Sua santidade.

1. A santificação não está no comportamento humano, está na absoluta dependência do sacrifício apontando para Cristo. Qualquer desvio das orientações divinas implica desviar-se da rota da salvação para o desfiladeiro da perdição. Deus preza pela reverência, pelo zelo e pela total dedicação dos que O servem, por isso insiste na santificação deles (vs. 1-16).

2. A libertação realizada por Deus exige santificação. Deus não liberta o pecador para ser livre para pecar; liberta do pecado para não mais ser escravo do diabo. O pecador reconhece que merece a morte, e a oferta significa aceitação do perdão. Contudo, oferta oferecida de qualquer jeito implica na rejeição divina do ofertante, pois profana o nome de Deus (vs. 17-33).

O teólogo Paul R. House observa: “Talvez o pior castigo possível esteja implícito em Levítico 22:17-23. Aqui Yahweh explica que trazer animais defeituosos ao altar não conduz a nada proveitoso. Tais oferendas não agradam a Deus. Elas fazem a pessoa perder o direito à comunhão com Deus”.

Reflita nestas aplicações:

• Ao ofertar, o imperfeito pecador transmitia seus defeitos ao animal perfeito, o qual morria no lugar do imperfeito. Jesus morre pelo pecador.
• Ofertar, cultuar e adorar relaxada, incorreta e displicentemente é perca de tempo.
• Adulterar o plano de salvação significa perverter o único meio de obter solução ao problema da morte.
• Oferecer ofertas defeituosas implica tornar Cristo defeituoso, imperfeito para libertar ao pecador.
• Jesus é a perfeita oferta de Deus com excelsas qualidades morais que morreu para salvar-nos. Nossas ofertas devem revelar essa verdade.

Há nítido contraste entre bem e mal: Santidade não tolera pecaminosidade, nem pecaminosidade faz parceria com santidade. Pecadores que aceitam perdão do Salvador são intolerantes ao pecado, ainda que não estejam livres de cometê-lo.

  • Jesus é o único caminho, ande nEle! Reavivemo-nos! 

Heber Toth Armí

Levítico - capítulo 21


Quem não lê e medita nas Sagradas Escrituras todos os dias nunca saiu da superficialidade/mediocridade da fé. Quem nunca saiu da superficialidade/mediocridade da fé apenas raspa na periferia da santidade; todavia, vive no subúrbio da perversidade, imoralidade e promiscuidade.
Santidade não brota do coração corrompido pelo pecado. Nosso coração é corrupto demais para produzir qualquer santidade. Santificação é impossível por mais que apliquemos inúmeras práticas religiosas. Santidade é um atributo que Deus nos outorga.
Torna-se santo somente quem permite que Deus santifique.
Os sacerdotes deveriam ser santos antes de servir no Santuário. Hoje, os cristãos deveriam ser santos para servir a Deus na comunidade. Este capítulo apresenta-nos os seguintes pontos revelados pelo Deus santo:

1. A santidade restringe questões em relação a defuntos: Com exceção de alguns parentes bem próximos, os sacerdotes não deveriam tocar cadáveres humanos para não contaminar-se (vs. 1-4);

2. A santidade restringe questões relacionadas à aparência: Nenhuma atitude deveria dar margens a que pessoas pensem sacerdotes praticam algo pagão (vs. 5-6);

3. A santidade restringe questões relacionadas a matrimônio: O casamento é santo, mas práticas pecaminosas podem pervertê-lo. Casar com prostitutas, ainda que cultuais, é afrontar ao Autor do matrimônio. Se a filha de um sacerdote prostituísse deveria ser queimada (vs. 7-9).

Nestes versículos o autor inspirado tratou das restrições dos sacerdotes. A partir do versículo 10 o texto será específico ao Sumo Sacerdote:

4. O Sumo Sacerdote não deveria ter cabelos despenteados, mostrando-se descuidado; nem usar roupas rasgadas, revelando desprezo às coisas sagradas; e, nem entrar onde houvesse cadáveres. Ele deveria consagrar-se sem nunca contaminar-se (vs. 10-12);

5. O Sumo Sacerdote poderia casar-se, mas nunca com viúva, divorciada, prostituta, jugo desigual… para não contaminar-se (vs. 13-15);

6. O Sumo Sacerdote não deveria ter nenhum defeito físico, deveria ser perfeito para oferecer ofertas perfeitas a Deus (vs. 16-24).

Tudo que Deus pedia visava santificação. Ele abomina determinantemente a corrupção. Com toda eloquência, Deus almejava bloquear a cultura pagã no território de Seu povo… O texto revela Deus exigindo mais dos líderes pela influência que estes exercem sobre outros.
Imundícia é natural; pureza, é sobrenatural! Santidade não se conquista, se aceita. É Deus Quem santifica. Por outro lado, a santidade se perde com práticas imorais.


  • “Santíssimo Deus, santifica-nos… Amém!” 


Heber Toth Armí

Levítico - capítulo 20


Práticas religiosas pagãs, por mais comoventes que sejam a ponto de entregar um filho para ser queimado em sacrifício, não gera um mínimo de santidade.
Moloque era um deus pagão representando qualquer idolatria – fazia parte da cultura religiosa que causava repulsa em Deus (vs. 1-5).
Nem todo caminho leva a Deus, nem toda forma de religião é aprovada por Ele. Pelo contrário, por mais sincero que alguém seja no erro, o erro nunca deixará de ser opção errada. Deus não apenas condena o espiritualismo/espiritismo/ocultismo, mas Ele abomina quem envereda-se para estas práticas. Tudo isso não passa de corrupção da verdadeira religião (v. 6).
Deus tem um alvo muito elevado, pois nos quer distante do pecado! O pecado mata. Quem peca assina sua sentença de morte!

1. Pecar contra os primeiros mandamentos resulta em pena de morte (vs. 1-6);

2. Deus apela ao Seu povo a viver em santidade: Não amaldiçoar pais, não adulterar nem perverter/deturpar/corromper o sexo para não assinar a sentença de morte (vs. 7-21);

3. Deus quer pureza de Seu povo liberto por Ele, Sua graça opera para transformar o que o pecado deformou. Deus relembra que quem é santificado não come porcarias (vs. 22-26);

4. Deus condena o espiritismo novamente ao concluir o capítulo (v. 27).

Parece que este capítulo reitera assuntos do capítulo 18, mas não. Este enfatiza a pena de morte para pecados daquele.
Refletindo sobre pena capital, José Flores Junior diz que o mandamento “Não matarás” proíbe o assassinato, que difere da pena de morte, a qual resulta de crimes hediondos. “Desde o princípio, Deus permitiu que o povo de Israel” diz ele, “aplicasse a pena capital para tipos específicos de transgressão. [ver Gênesis 9:6]. Aqui se encontra a primeira referência bíblica acerca da pena de morte como sentença judicial aplicada pelo ser humano”.
O método para aplicar a pena de morte era o apedrejamento e a fogueira (vs. 2, 14, 27). Deus é radical porque prefere eliminar o pecado antes que o pecado nos elimine radicalmente.
As advertências divinas aqui são preventivas. Deus quer frear a maré da corrupção, barrar a perversão. Deus nos quer distantes do pecado e uma sociedade menos corrompida.


  • ATENÇÃO! A ênfase divina não é matar, é santificar (vs. 7-8). Reavivemo-nos! 


Heber Toth Armí.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Levítico - capítulo 19



Para pecadores, santidade não depende de comportamento. Santidade depende do sacrifício de Cristo e Seu sangue derramado por, e, em nós, para remissão/eliminação dos nossos pecados. Aceitando de fato tal sacrifício, a vida será pautada pela santidade (vs. 1-2).
Salvação sempre foi, e continua sendo, unicamente pela graça divina; o livro de Levítico deixa tal verdade absolutamente clara aos que estão atentos às sequencias da Palavra de Deus nele.
Após apresentar pedagógica, simbólica e didaticamente o plano de purificação que resulta em libertação do pecado e em salvação (Levítico 16), Deus apresentou-nos (nos capítulos seguintes) a forma de vida daqueles que, sinceramente, entregam-se completamente ao Seu serviço.

Síntese do capítulo 19:

1. A santidade requer respeito aos pais e idosos, guarda do sábado, rejeição total à idolatria, mas dependência radical no sacrifício de Cristo apontado pela morte de inocentes animais (vs. 3-8, 30, 32).

2. A santidade requer preocupação com pessoas desprovidas de recursos para viver: pobres, mendigos, órfãos, etc. (vs. 9-10).

3. A santidade requer conduta correta: Não roubar, mentir, enganar, jurar em vão, explorar, extorquir, amaldiçoar, trapacear, zombar, perverter, fofocar, injuriar, negligenciar socorro, guardar rancor ou vingar-se, prostituir-se (vs. 11-18, 29, 33-37). O amor será a regra áurea de todo relacionamento!

4. A santidade requer respeito aos imperativos divinos: Não cruzar espécies diferentes de gado, não plantar espécies diferentes na lavoura, nem vestir roupas com dois tipos de materiais (v. 19).

5. A santidade requer reparo quando se pratica imoralidade. Deus promete perdão a quem O buscar (vs. 20-22).

6. A santidade requer respeito à flora. Nos três primeiros anos, árvores frutíferas não seriam comestíveis; frutos do quarto ano seriam ofertadas a Deus; e, do quinto ano resultariam grandes bênçãos, somente neste ano seus frutos seriam comestíveis na terra prometida (vs. 23-25).

7. A santidade preza por vida descente em cada aspecto: Não comer carne com sangue; nem praticar mágicas/adivinhações/horóscopo, ocultismo/espiritismo/necromancia/médiuns; não cortar o cabelo dos lados da cabeça nem as pontas da barba, nem fazer corte no corpo pelos mortos, nem tatuagem – estes são costumes pagãos/idólatras (vs. 26-28, 31).

Conversão a Cristo que não resulta em santidade não passa de mera fantasia; esta religiosidade pauta-se pela falsidade, clara hipocrisia!


  • Precisamos desprezar o pecado para prezar pela pureza! Deus quer transformar-nos! 


Heber Toth Armí

Levítico - capítulo 18



Cuidados com corpo não se relacionam apenas com o que ingerimos (gordura de animais, sangue ou carnes imundas); envolver-se com certas práticas sexuais contamina a alma, tornando-a imprópria para morada de um Deus santo; própria, porém, para esconderijo de demônios.
A imoralidade proibida no sétimo mandamento (Não adulterarás) é especificada neste capítulo. Deus fez órgãos sexuais para eliminação daquilo que o corpo não necessita e também para satisfação/prazer e procriação.
Contudo, Satanás almeja tornar maldição o que Deus fez para ser benção. Por isso, rigorosamente…

1. Deus proíbe relações sexuais com parentes próximos: Mãe, avó, irmãos, netos, enteados, madrasta/padrasto, sobrinhos, tios, nora, cunhado (vs. 6-16). Tais práticas desonram a Deus, a si mesmo, e aos familiares.

2. Deus proíbe relações sexuais com mulher e filha desta mulher (relacionar-se com ambas), nem neta (pedofilia). Proíbe casar-se com a cunhada, sem ser viúvo. Proíbe relações com a esposa na menstruação e com a esposa do vizinho (vs. 17-20). Tais práticas são perversão de caráter.

3. Deus proíbe relações sexuais do mesmo gênero sexual tanto quanto proíbe queimar filhos em sacrifícios a deuses falsos (vs. 21-22).

4. Deus proíbe relações sexuais com animais como gorila, jegue, tatú, vaca, cavalo, etc. (v. 23). Tal bestialidade é repugnante e contaminante.

Para resolver tais perversões Deus prepara juízo que condena os nefários à destruição. Tal castigo faz a terra vomitar àqueles que contaminam o mundo com sua conduta depravada.
Os verdadeiro servos de Deus não se conformam com tais coisas abomináveis. O capítulo não descreve ordens de Moisés. Deus dá ênfases para demonstrar que tais imperativos são divinos, não humanos (vs. 1-5). Estas práticas provocam ira no Deus que é santo.
Ame a Deus, afaste-se delas! Combata a pecaminosidade! Promova a santidade!
A fúria visível de Deus contra os canaanitas perversos é evidência clara aos israelitas e a nós o quanto Ele é intolerante a tais práticas detestáveis. Deus usa a destruição dos povos antigos como advertência para Seu amado povo, o qual deve ser santo (vs. 24-30).
Deus não fez ninguém para viver atolado no chiqueiro do diabo chafurdando na lama do pecado; Deus nos criou para a pureza e a beleza da santidade. Anuncie isso aos teus amigos!


  • Deus quer nossa companhia. Santifiquemo-nos!


Heber Toth Armí

Levítico - capítulo 17


Você come morcilha ou alguma receita preparada com sangue? Sabia que o sangue é o filtro do corpo, o qual absorve todas as impurezas, por isso frente a doenças pede-se exames de sangue? Além disso, você sabia que Deus proíbe comer sangue?
O servo de Deus fiel às Suas orientações não come aquele churrasco que vem pingando sangue. Ele cuida para não contaminar seu corpo que é o templo do Espírito Santo. Cuidar da saúde implica deixar o corpo limpo e apropriado para a santa presença do Espírito Santo.
Este capítulo apresenta os seguintes pontos que merecem nossa atenção porque não é invenção de Moisés, mas Deus Lhe falou e ele escreveu (vs. 1-2).

1. Deus pede que os sacrifícios não sejam fora do Santuário, caso acontecesse, a pessoa seria culpada de derramar sangue de forma imprópria; portanto, pagaria com sua vida por esse ato (vs. 3-4). O ritual de sacrifício só teria sentido se as orientações de Deus fossem seguidas. No processo da salvação não é como a pessoa quer, mas como o Salvador orienta.

2. O animal deveria ser morto como oferta de paz perante Deus e, o sacerdote deveria aspergir/borrifar sangue no altar de Deus (vs. 5-6). O sangue é sujo e vida, representa nosso pecado e nossa vida. Nossa contribuição para a salvação é a entrega de nossa vida pecaminosa a Deus.

3. Satanás desvirtua o propósito de Deus; ele adultera o culto e a adoração além de manipular o sistema divino de salvação. Quem não segue toda a Palavra que sai da boca de Deus torna-se presa fácil dele e desvia-se da salvação disponível a todo pecador (vs. 7-9).

4. A razão de Deus proibir comer sangue é pelo fato de sangue ser vida. Deve-se respeitar a vida. Sangue representa a morte. Ao comer carne que não seja imunda (Levítico 11), deve-se antes retirar todo o sangue e enterrá-lo (vs. 10-14). Isso vale para judeu e estrangeiro – nós!

5. Deus não é a favor de comer carne de animal encontrado morto ou despedaçado (vs. 15-16), nosso corpo é Sua morada.

  • Que tipo de carne se come hoje? Quem está mantendo limpo o lugar de habitação de Deus? Jesus deu Seu sangue por nós para que vivamos. Reavivemo-nos! 

Heber Toth Armí

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Levítico - capítulo 16


Feriados em Israel foram determinados por Deus. O calendário judeu era regido por Deus. Do início ao fim do ano, este calendário tem maravilhosas revelações instrutivas de Deus para Seu povo. Vale à pena prestar atenção.
O dia da expiação era a cereja do bolo da revelação do calendário instituído por Deus. Portanto, desde o início, a mensagem deste capítulo implica em solenidade, santidade e religiosidade.

• Deus fala, a ordem é dEle; O qual inicia Seu discurso relembrando a morte instantânea de Nadabe e Abiú (v. 1);
• Deus adverte Moisés que oriente Arão a não entrar em qualquer momento dentro do véu, diante do propiciatório, para que não morresse; a entrada deveria ser mediante uma oferta pelo pecado e um holocausto no dia da expiação (vs. 2-3);
• A indumentária para adentrar o lugar santíssimo deveria ser túnica, calças, cinto e mitra de linho (v. 4);
• Nesse dia se ofereciam ofertas pela congregação: Dois bodes para a expiação e um carneiro para holocausto (v. 5);
• Em seguida a estas orientações, Deus pede a expiação de Arão e sua casa (v. 6);
• Na sequência os bodes seriam apresentados perante o Senhor: Um morria como símbolo de Cristo, outro era levado ao deserto como símbolo do autor do pecado, Azazel (vs. 7-10); vislumbres do milênio (Apocalipse 20);
• Apenas neste dia Arão ministrava no Lugar Santíssimo do Santuário: O perfume cobria o propiciatório, sozinho o Sumo sacerdote fazia a expiação do altar. Com sangue do bezerro e do bode mortos faria expiação/purificação das impurezas/transgressões do santuário e da congregação (vs. 12-19);
• Após essa purificação geral, o bode Azazel/emissário era apresentado vivo perante Deus e, então, levado vivo para morrer sozinho no deserto após colocar-se as mãos sobre sua cabeça para levar a culpa por todos os pecados (vs. 20-22);
• Depois disso, Arão trocaria de roupa e lavaria seu corpo (o mesmo faria quem levasse o bode ao deserto). Em seguida, Arão ofereceria holocausto por si e pelo povo e limparia o santuário queimando fora tudo o que sobrou dos sacrifícios (vs. 23-28);
• A data estipulada por Deus para tudo isso era o décimo dia do sétimo mês para judeus e estrangeiros (22 de outubro) (vs. 22-34).

  • Aqui está esboçado o plano da salvação do mundo! Reavivemo-nos! 

Heber Toth Armí

Levítico - capítulo 15



O que precisamos para viver mais e melhor? Quando Deus nos diz não, deveríamos agradecê-Lo. Um “não” de Deus é muito melhor que muito “sim” nosso. Nosso melhor pode não ser bom, mas o melhor de Deus é melhor que o nosso mais nobre melhor.
Este capítulo inspirado revela o quanto Deus está preocupado com a felicidade, bem-estar e saúde de Seu povo. Deus pensa em tudo, até em coisas que jamais pensamos que Ele pensa: Isso sim que é cuidado não exagerado, mas sob medida.
Deus se preocupa com aquilo que contamina o homem e a mulher. São procedimentos higiênicos que lá no deserto, o povo de Israel sob a liderança de Moisés, evitaria doenças e epidemias.
O corpo do filho de Deus é o templo do Espírito Santo, portanto, ele deve ser mantido puro e santo. Portanto,

1. Cuidado com as impurezas masculinas (vs. 1-18)
2. Cuidado com as impurezas femininas (vs. 19-33).

“A natureza humana é desesperadoramente contaminada e contaminadora. Este livro sustenta um espelho fiel contra a humanidade orgulhosa e não deixa à ‘carne’ nada de que se gloriar diante de um Deus santo”, declara Merril F. Unger.
Após dizer isso, Unger comenta: “As secreções corporais mencionadas, tanto voluntárias como involuntárias, tanto normais quanto patológicas, evidenciam o pecado profundamente arraigado na natureza humana e a maldição sobre ele, revelando a necessidade de uma purificação contínua com água (a Palavra) tendo por base o sangue derramado”.
Além da Palavra, a água purificadora pode ser o Cristo (Messias) apontado pelas profecias que veio a este mundo imundo para purificar quem O aceitar. Note o caso da mulher hemorrágica e a mulher samaritana (Marcos 5:24-34; João 4:1-26).
Estamos contaminados pelo pecado, tudo o que fazemos está maculado. Contudo, qualquer pessoa que Deus identifica como imundo neste mundo deve tratar-se da forma em que foi revelada neste capítulo. Seguir as regulamentações divinas evita ou limpa aqueles que vivem neste planeta.
O sangue aponta para o sacrifício de Cristo. Sem ele não haveria meio de purificar-se. Nossa vida para ser santa precisa estar ligada a Cristo até que nossos atos reflitam o Seu caráter. Ele tomou o nosso lugar na cruz para nos purificar, pois até as coisas naturais podem nos contaminar.

  • Reflita! 

Heber Toth Armi

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Levítico - capítulo 14



A sensação de limpeza é agradável seja após um banho ou uma casa após ser lavada. Lembro-me de quando era criança, ajudando na limpeza da casa para o final de semana, quando no pôr-do-sol de sexta-feira já estava tudo limpinho, cheiroso, tomado banho… que satisfação!
A sensação de estar purificado da lepra devia ser bem mais prazerosa que a de uma casa limpa ou a leveza após um banho tomado. Mas, muito além destas sensações é a alegria e paz que inundam o coração de quem foi perdoado e purificado do pecado e restaurado/transformado por Deus.
Este capítulo trata da purificação da lepra, um símbolo do pecado. Nele encontramos os seguintes pontos:

1. O ritual para a limpeza da lepra era complexo. Requeria duas aves: Uma para ser sacrificada como símbolo da purificação e, outra era solta como símbolo da libertação (vs. 1-7);

2. O indivíduo que, ora isolado, vivendo relaxadamente, agora se barbeia e se lava para, então, apresentar uma oferta de expiação e outra pelo pecado (vs. 8-32);

3. Até uma casa poderia ser contaminada e poluída por algum tipo de fungo; objetivando purificá-la, a cerimônia seguia o mesmo padrão exigido para uma pessoa infectada (vs. 33-57).

4. O ritual pela purificação dependia de um sacerdote, estava vinculado a sangue, representava uma forma de transferência, substituição e intercessão. Após todo o procedimento pelo ex-leproso, “o sacerdote fará expiação pela pessoa que está sendo purificada diante do Eterno” (v. 31, AM).

Deus quer pessoas purificadas, não contaminadas pelo pecado. “As leis levíticas tinham o claro objetivo de ensinar aos israelitas como e onde encontrar purificação e como podiam manter-se puros perante o Senhor” diz Leslie Hardinge e Frank Holbrook. Com um olhar neotestamentário, eles ainda afirmaram:
“O caso de todo ser humano será analisado no santuário celestial. O Sumo Sacerdote examinará nossa vida e declarará que somos puros ou impuros […]. Enquanto nossa fé estiver, porém, no poder de Cristo para purificar e preservar, poderemos estar certos de que o nosso Sumo Sacerdote nos declarará limpos”.

• Todo pecador carece de um poder restaurador;
• Todo pecador tem acesso a Cristo, o único Salvador;
• Todo pecador pode ser purificado da lepra do pecado.
• Todo pecador tem possibilidade de experimentar purificação/restauração.


  • Busque-O imediatamente! Reavivemo-nos! 


Heber Toth Armí

Levítico - capítulo 13



Deus é poderoso para curar qualquer doença; porém, Ele também é totalmente sábio para orientar-nos como e quando lidar com certas doenças. “Lepra” é a palavra mais próxima para traduzir ao português o que poderia ser hanseníase, morfeia e/ou qualquer outra infecção da pele.
Essas doenças revelam a deterioração que o pecado faz na raça humana. Elas apresentam efeitos terribilíssimos que o mal tem causado no mundo. O pecado está em intensas atividades em todas as áreas, corroendo física, mental e espiritualmente ao ser humano.

Em síntese, o capítulo apresenta os seguintes pontos:

1. Diagnóstico de um caso de “lepra” (vs. 1-8);
2. Diagnóstico de um caso antigo de “lepra” (vs. 9-17);
3. Diagnóstico de “lepra” por úlcera/tumor ou queimadura (vs. 18-28);
4. Diagnóstico da “lepra” situada na cabeça ou na barba (vs. 29-44);
5. As vestes dos leprosos (vs. 45-59).

A lepra tornava imunda a uma pessoa descente; portanto, deveria isolar-se, afastada de sua casa e familiares. “As leis relativas à lepra nos ensinam que o pecador está enfermo e condenado a morte solitária” (Lislie Hardinge e Frank Holbrook).

O pecado é uma praga, e a lepra apenas ilustra essa desgraçada doença.

• Assim como a “lepra” manchava o corpo, o pecado manha a alma.
• Assim como a “lepra” contaminava a pele, o pecado contamina o coração.
• Assim como a “lepra” consumia as extremidades, o pecado consome nossa consciência.
• Assim como a “lepra” apodrecia membros do corpo, o pecado apodrece a moral humana.
• Assim como a “lepra” levava suas vítimas à morte, o pecado também mata suas vítimas.

O capítulo apresenta rituais de purificação da contaminação da lepra. Os sacerdotes tinham papel fundamental nisso. Tal purificação resultava em restauração.
O princípio é válido para nós: Ao estarmos contaminados com a praga do pecado, carcomidos pela intensa capacidade de depravação moral, carecemos de um sacerdote que nos atenda, purifique e restaure. Somente em Cristo encontramos tal Sacerdote.

Cristo cura qualquer doença!

A purificação da contaminação da lepra do pecado, oriunda do plano de salvação concretizado em Cristo, promove nossa santificação. Por conseguinte, “a busca da santidade sob a orientação do Espírito Santo de Deus é obrigatória para o cristão crescer verdadeiramente na plenitude de Cristo”, afirma Roland K. Harrison.


  • “Senhor… purifica-nos… santifica-nos. Amém!” 


Heber Toth Armí

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Levítico - capítulo 12



A vida humana deriva da vida divina. Não haveria vida se não houvesse Deus. A morte é resultado do pecado. O pecado desconecta o ser humano da fonte da vida, e, isso resulta em interrupção/cessação da vida.
O salário do pecado é a morte. Para qualquer pecado, a morte é a sentença. Santidade não combina com pecaminosidade. Deus é intolerante ao pecado. O pecado opõe-se a Deus e Deus opõe-Se ao pecado.
Assim, este capítulo revela a graça divina frente à desgraça humana caída na lama do pecado. A mulher foi a primeira a pecar, deveria ter morrido antes de induzir o homem a fazer o mesmo; contudo, é a mulher que tornou-se Eva, mãe de todos os viventes. Ambos deveriam morrer, mas recebem de Deus a graça de gerar filhos/vida.
Assim, quando a mulher gerava vidas/filhos, seja menino ou menina, ela deveria levar um cordeiro de um ano ao santuário para ser sacrificado/morto e um pombinho ou rolinha para expiação do pecado (v. 6). Se a mulher fosse pobre e não tivesse condições de levar um cordeiro, deveria oferecer dois pombinhos ou duas rolinhas (v. 8).
Sem exceção, deveria haver morte após o nascimento de toda criança.
Além disso, havia um ritual de purificação da mulher, não da criança quando nascesse.

1. Se fosse menino, a mulher deveria se resguardar por sete dias, e depois mais 33 dias deveria ficar em casa e não tocar nada sagrado.
2. Se fosse menina, a mulher deveria se resguardar por 15 dias, e depois mais 66 dias deveria ficar em casa e não tocar nada sagrado.

Nisso consiste o cuidado gracioso de Deus à mulher. Com essa lei ela estava livre para descansar das exaustivas atividades diárias quando recuperava suas forças. Também, Deus limitava as visitas que pudessem contaminá-la quando estava num período de maior risco de contrair infecções. Além de ser um momento de reflexão sobre como alguém que merece morte, gerava vida.

• “A declaração de impureza desempenha, portanto, uma função religiosa, simbólica e higiênica” (Merril F. Unger).

• “As normas do parto neste capítulo mostram o terno cuidado de Deus pelas mães. As mulheres, com certeza, ocupam um lugar de honra nos planos de Deus” (Francis D. Nichol).


  • Por tudo isso, reavivemo-nos! 


Heber Toth Armí

Levítico - capítulo 11



Fumar e beber são pecados? No processo de consagração/santificação muitos desconsideram o item alimentação. Para Deus é relevante.
Muitos que afirmam serem servos de Deus absorvem culturas mundanas quando Deus espera que vivam a cultura celestial neste mundo contaminado pelo pecado.
Cristãos aceitam que o apóstolo Pedro tenha citado Levítico 11:44-45 referente ao imperativo divino sobre ser santo como Deus (I Pedro 1:15-16); mas esquecem de aderir ao regime alimentar prescrito pelo Deus que exige santidade (Levítico 11:2-43).
As leis sobre animais puros e impuros/imundos, referente ao que pode e ao que não pode comer (vs. 46-47) não são mosaicas. Moisés não é o autor destas leis, mas apenas o transmissor. Quem, então, as inventou?
O versículo 1 declara que Deus comunicou estas leis a Moisés e a Arão. Assim, declaradamente a Bíblia revela que é o próprio Deus Criador dos seres humanos e dos animais que liberou comer algumas carnes e proibiu muitas outras.
Comer carne de porco e seus derivados como bacon, toicinho, calabresa, mortadela, etc. tanto quanto comer camarão, lagostas, frutos do mar, etc. ou garça, coruja, gavião, etc., ou repteis, contamina o templo do Espírito Santo, pois tais carnes são abomináveis/repugnáveis a Deus.
Princípio espiritual: O que é abominável a Deus deve ser também para seus seguidores (vs. 12-13, 20, 23, 41-43). Toda carne imunda ingerida torna qualquer indivíduo imundo perante Deus.

Considere atentamente:

1. O texto sagrado não deixa implícito que a restrição alimentar imunda esteja ligado à saúde ou higiene, mas deixa explícito que tem a ver com santidade.

2. Como a Palavra de Deus não caduca e nem é exclusiva a um povo especial, a graça destas orientações alimentares destina-se a todos os que atentam para a revelação divina.

3. Estudada com atenção esta porção das Sagradas Escrituras percebe-se que a preocupação de Deus vai além da contaminação física; alcança a contaminação interior, a alma humana. Consequentemente, afeta/deteriora a espiritualidade.

4. Especialistas no estudo da Bíblia declaram que “é historicamente inimaginável que Jesus tenha ensinado coisas contrárias às leis alimentares da Torah” (David J. Rudolph).

Não considere insignificante o que Deus considera importante.


  • O gosto pessoal/paladar nunca deve estar acima da vontade divina. Jamais devemos desprezar/ignorar/rejeitar qualquer palavra que sai da boca de Deus. Reavivemo-nos! 


Heber Toth Armí

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Levítico - capítulo 10



Deus quer ensinar-nos grandes e preciosas lições; para isso requer nossa atenção devotada a Sua divina Palavra, a Bíblia Sagrada.
Russel Norman Camplin destaca dois pontos deste capítulo:

1. Nadabe e Abiú morrem diante do Senhor (vs. 1-11);
2. Direções sobre as coisas santas (vs. 12-20).

Eleazar e Itamar não cumpriram uma determinada regra, deixando Moisés furioso; mas, Arão o acalma explicando o ocorrido (vs. 12-20). Por outro lado, o desrespeito e negligência espiritual de Nadabe a Abiú atraíram instantaneamente o julgamento divino (vs. 1-11).
Cuidado com fogo estranho, pois, perante Deus ele provoca mortes. Fogo estranho é fervor demoníaco na ministração das coisas sagradas; é atitude errada perante Deus. É religiosidade que atrai pessoas, mas ofende a Deus. É o culto que parece verdadeiro, mas é falso.
No primeiro dia de trabalho no santuário, dois sacerdotes filhos de Arão cometeram um sacrilégio, oferecendo a Deus fogo não ordenado, por estarem embriagados. Não se deve considerar comum aquilo que é sagrado.
Não estar sóbrio e compenetrado na ministração do serviço a Deus atrai terríveis maldiçoes.

Atenção!

• O sexo é sagrado.
• O sábado é sagrado.
• A Bíblia é sagrada.
• O dízimo é sagrado.

Mesmo sabendo disso, muitos agem como Nadabe e Abiú. A pergunta que não quer calar é por que muitos estão profanando coisas sagradas e não estão caindo mortos na atualidade.
A resposta é: A morte instantânea de Nadabe e Abiú revela o fim daqueles que arrogantemente brincam com as coisas sagradas como se fossem banais. Quem brinca com fogo estranho se queimará diante do fulgurante fogo do Senhor.
O Santuário era a explanação do plano da salvação antes da encarnação de Cristo. Adulterá-lo ou manipulá-lo indisciplinadamente implicava em profanação do único método de salvação existente no Universo. Por isso, Leslie Hardinge e Frank Holbrook afirmam que,
Nadabe e Abiú “usaram esse fogo estranho para ter acesso a Deus. Isto não constituiu um erro insignificante. Era na realidade a rejeição do meio de expiação provido por Deus e o estabelecimento de seu próprio sistema de salvação […]. Os filhos de Arão não tinham o direito de introduzir seu próprio sistema de acesso a Deus”.


  • Este capítulo é um alerta! Deturpar o santuário equivalia a adulterar Jesus! Deus não deixou por menos! 


Heber Toth Armí

Levítico - capítulo 9



Deus santifica para a ação, não para a preguiça. Deus purifica para que o ex-impuro ministre contra o pecado, auxiliando outras pessoas a livrarem-se do mal.
Após uma semana de consagração, Arão e seus filhos tomaram seus postos com os anciãos na ministração dos rituais do santuário (v. 1). Quem foi perdoado por Deus será agente de perdão àqueles que preocupam-se com a consequência de seus atos impuros e sofrem pelo peso da culpa.

1. A submissão plena à vontade de Deus objetivando eliminar o pecado, cria condições para que Deus responda com Sua presença (vs. 2-7);

2. A submissão plena às orientações de Deus quanto à purificação visando executar intercessão em prol de perdão, salvação e consagração do próximo, atrai a manifestação da glória divina (vs. 7-22);

3. A submissão total perante Deus leva o consagrado a abençoar o povo de Deus; por conseguinte, Deus manifesta-Se mostrando satisfação, e o povo cheio de alegria prostra-se em adoração (vs. 23-24).

C. S. Lewis disse: “Se você está à procura de uma religião que o deixe confortável, definitivamente eu não lhe aconselharia o cristianismo”. O sangue faz parte da religião instituída por Deus. A consagração dos sacerdotes e do povo estava ligada ao sangue, muito sangue.

• Sangue foi trazido pelos filhos de Arão após imolar o bezerro da oferta pelo pecado (vs. 8-9);

• Sangue foi derramado na base do altar, resultando numa poça de sangue (v. 9);

• Sangue foi aspergido/borrifado ao redor do altar após o holocausto (v. 9).

• Sangue foi aspergido/borrifado ao redor do altar novamente após ter degolado o boi e o carneiro em sacrifício pelo pecado do povo (v. 18).

Como você imagina que o povo assistia o ambiente sagrado ficando todo ensanguentado? Não há nada de romantismo e belo nestas cenas, apenas que isso produzia relacionamento do povo com Deus e a glória de Deus Se manifestava em aprovação.

1. Deus não mudou, Ele quer manifestar Sua glória e presença a Seu povo no presente como fizera no passado.
2. Deus quer compromisso radical (submissão total) com Ele, por isso deu Jesus para ser o Cordeiro real para derramar Seu sangue a fim de livrar-nos do mal.


  • Sangue produz nojo; mas, o perdão de Deus resulta em alegria! Reavivemo-nos! 


Heber Toth Armí

Levítico - capítulo 8


Talvez teu pecado seja tudo o que você tem, portanto, pedir para abandoná-lo seja pedir tudo de você. Contudo, ter “tudo” sem Deus é o mesmo que não ter nada; e ao ter “nada” com Deus vive-se a sensação de que se tem tudo; pois, Deus é tudo que desesperadamente precisamos.
Neste capítulo Deus apresenta-nos a consagração de Arão e seus filhos.
Arão foi quem auxiliou o povo na adoração ao bezerro de ouro, o qual deveria ter impedido tamanha idolatria. Contudo, Deus não descartou Arão! Entretanto, não ignorou seu pecado; pelo contrário, cada detalhe de sua consagração visava arrancar o pecado de seu coração. Deus quer fazer o mesmo conosco.
Após convocar toda a congregação para assistir o cerimonial de santificação (vs. 1-4), destaca-se quatro pontos fundamentais para que acontecesse a consagração:

1. Lavar-se, primeiro ato de purificação (vs. 5-6);
2. Vestir-se com roupas especiais (vs. 7-9);
3. Ungir o santuário onde aconteceriam os rituais (vs. 10-11);
4. Ungir os sacerdotes antes de realizarem ritos sagrados (12-13).

Porém, isso não é tudo. A consagração vai além destes ritos, estes apenas introduziram a santificação. Aquele que, no passado, fizera um bezerro de ouro para o povo, deveria, agora, colocar as mãos sobre a cabeça de um touro de verdade, e então ver a sua morte e seu sangue derramado na base do altar com um pouco colocado com o dedo nas suas pontas (vs. 14-17).
Ainda não é tudo. Dois cordeiros foram apresentados, um como oferta queimada (vs. 18-21), outro para oferta de ordenação ao sacerdócio com pães sem fermento (vs. 22-29). Sangue foi colocado na orelha, polegar do pé e da mão direitas.
Isso ainda não era suficiente. Óleo da unção foi aspergido com sangue do altar sobre as vestes dos que ministrariam o santuário, os quais comeram parte da carne e dos pães para ordenação; tudo conforme Deus ordenou (vs. 30-36).
Eliminar o pecado não é coisa simples; entretanto, quem ama a Deus entrega-se a Ele para ser purificado/santificado totalmente!
Consagrar-se a Deus é a renúncia absoluta do pecado. Talvez por isso muitos prefiram dizer “NÃO” à consagração. Abrir mão do pecado parece arriscado para quem não sabe o que realmente significa ser consagrado; porém, quem se arrisca, será perdoado!


  • “Senhor, consagra-nos!” 


Heber Toth Armí.