MUDAMOS O MUNDO COM UMA
ATITUDE
REAL DE
CARINHO E
AMOR

Acreditamos no Pai, Filho e Espírito Santo. Acreditamos na Palavra de Deus como regra de fé.
Acreditamos na salvação unicamente pela fé. Acreditamos que devemos guardar os mandamentos.
Acreditamos que devemos cuidar da saúde. Acreditamos que devemos cuidar da natureza.
Acreditamos que Jesus voltará.

Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Gênesis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gênesis. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Gênesis - capítulo 50


Moisés escreveu este livro para mostrar coisas importantes ao povo que saíra do Egito, taxado de escravo, tratado de forma inferior a animais. Sua importância era tão real como a nossa:

• Nossa nobre origem divina revela nossa importância (Gênesis 1-2);
• Após o pecado, o Criador revelou um plano: Haveria um Salvador para libertar todo pecador (Gênesis 3);
• Com a multiplicação do pecado, foi necessário limitá-lo por meio de um dilúvio mundial e a confusão das línguas na Torre de Babel (Gênesis 4-11).
• Deus investiu em Abraão no processo do plano de salvação, o qual seria o pai da nação donde viria o Messias.

Até o 11º capítulo Moisés sintetiza cerca de 2000 anos de História mundial, os 39 restantes contam em detalhes a origem do povo judeu (nossa também) e expõe a razão de Israel estar no Egito.
Chegamos ao último capítulo do livro das origens/gênese. Estamos contidos nele devido a que o plano de salvar o mundo envolve a todos nós. Além das muitas lições que aprendemos esta é a mais importante delas.
Com tal lição em foco, observe com atenção o legado de José para nós que chegamos na conclusão de sua história:

1. Poder, política e status podem perverter muitas pessoas (quase todas), mas José ensina-nos que nenhum sucesso precisa corromper quem humildemente teme a Deus;

2. Autoridade, fama e riquezas podem corromper muitas pessoas, mas José demonstra que nenhum lance pode tornar vingativo um servo de Deus;

3. Sabedoria, habilidades e vitórias não devem deixar nenhum filho de Deus ignorante, insensível ou estúpido; pelo contrário, como José, deve reconhecer, humildemente, a poderosa mão divina em tudo e, ajudar àqueles que precisam.

Antes de morrer, José deixou-nos o segredo teológico que norteou sua vida, ao dizer a seus irmãos: “Não é preciso ter medo. Por acaso estou no lugar de Deus? Será que vocês não percebem que planejaram o mal contra mim, mas Deus transformou o mal em bem […] salvando a vida de muita gente? […] Vou cuidar de você e de seus filhos” (vs. 19-21).


  • Se esta filosofia reger tua vida experimentarás grandes sucessos e colaborarás com a salvação de muita gente! Você aceita? Você tem absorvido aos princípios bíblicos de vida? Em que Gênesis te influenciou? 


Heber Toth Armí

Gênesis - capítulo 49


Enquanto muitos pais jogam pragas e amaldiçoam seus filhos, o cristão atento abre a Bíblia e aprende com Jacó a abençoá-los para deixar-lhes o maior dos legados: Bênçãos espirituais (o que não exclui bênçãos materiais).
A boca fala do que o coração está cheio; tão-somente o coração de um pai cheio das bênçãos de Deus abençoará profusamente seus filhos! Somente poderá deixar um sólido legado espiritual aquele que é realmente espiritual. O legado espiritual é a maior e melhor herança que um pai pode deixar a seus filhos!
A única forma de descansar em paz é abençoando os filhos e deixando a família em paz antes de morrer. Pais egoístas, que não pensam em seu fim nem se preocupam com seus filhos e netos não repartem a herança nem preparam sua família para sua morte. Então, grandes problemas surgirão começando com brigas por herança entre irmãos.

O testamento de Jacó a cada um de seus filhos se vê nos seguintes versículos:

1. Ruben (vs. 1-4);
2. Simeão e Levi (vs. 5-7);
3. Judá (vs. 8-12);
4. Zebulom (v. 13);
5. Issacar (vs. 14-15);
6. Dã (vs. 16-18);
7. Gade (v. 19);
8. Aser (v. 20);
9. Naftali (v. 21);
10. José (vs. 22-26);
11. Benjamim (v. 27).

Depois de especificar bênçãos conforme as características de cada filho, Jacó encolheu-se na cama e expirou/morreu (vs. 28-33). Que atitude nobilíssima! Que morte magnífica! Que funeral pacífico foi esse! Apenas quem vive com qualidade morre com dignidade!
A vida de Jacó e de seus filhos demonstram que o mais importante não é quem bem começa a vida cristã, mas quem bem termina. Não importa o quanto você errou, mas o que você aprendeu dos erros. Não importa quantas vezes tenhas caído em pecado, mas quantas vezes você deixou de regredir e passou a progredir na fé.
Jacó demora-se mais ao abençoar Judá. Ele recebe a bênção da primogenitura em lugar de Ruben, o mais velho. Judá/leãozinho – que casou-se com uma pagã; teve três filhos perversos; teve mais dois filhos com sua nora –, foi abençoado como rei pelo patriarca. Algum equívoco? Não! Vimos como ele converteu-se/transformou-se!


  • De Judá virá Siló, uma referência ao Messias! Por conseguinte, Jesus foi chamado de Leão da tribo de Judá! 
Heber Toth Armí

Gênesis - capítulo 48


Jacó chegou ao final de sua jornada e  reúne seus filhos em torno de seu leito de morte. Este é o momento para a bênção da aliança ser transmitida para a próxima geração. Primeiro, José chega a receber uma bênção de seu pai, mas ele também trouxe com ele seus dois filhos, Manassés e Efraim. Jacó faz duas coisas importantes aqui: primeiro ele adota ambos os netos, colocando-os na linha direta de promessa, alocando, portanto, a José a porção dupla que tinha sonhado profeticamente há muito tempo atrás.
Em seguida, inverte a ordem e abençoa Efraim, o segundo a nascer, em detrimento de Manassés, o primogênito, refazendo o círculo completo com a sua própria história de vida. 
Deus é soberano e se lermos Hebreus 11 podemos ver as reviravoltas interessantes que a linha de aliança de promessa sofreu. Pessoas não necessariamente listadas como heróis da fé são aqueles que Deus escolheu para serem os vasos de sua graça. 
Isso me dá coragem, porque as bênçãos de Deus não são dependentes de meus méritos, mas em Sua graça incomparável. 
Nós também obter um vislumbre do relacionamento íntimo de Jacó com Deus quando ele introduz a bênção referindo-se a Deus como o seu Pastor que o levou através de toda a sua vida e que tinha sido seu Redentor. Estes são importantes conceitos teológicos pessoais que o patriarca tenta conceder a seus descendentes desejando para eles uma caminhada semelhante com Deus, como ele experimentou ao longo de sua vida.

Martin Klingbeil

domingo, 15 de janeiro de 2017

Gênesis - capítulo 47


Não use teu pecado como justificativa para não buscar Deus. Nem teu passado para evitar fazer o que é certo.

Imagina se…

1. …Os irmãos de José não quisessem ir até o Egito por inveja, ciúmes ou mesmo orgulho ferido por ver seu irmãozinho como governador da maior potência do mundo?
2. …Jacó não abrisse mão de seu passado e não quisesse abrir mão de sua terra para então ir para o Egito?
3. …nenhum dos familiares de José quisessem lidar com fantasmas do passado e não tivessem contado a Jacó que José estava vivo?

Os sonhos de José em sua infância se cumpriram fielmente assim como os sonhos desvendados do padeiro-chefe, do copeiro-chefe e os dois de Faraó.
Gênesis deixa claro que Deus entende de sonhos, interpretações de sonhos e, principalmente conhece perfeitamente o futuro.
Observe: A profecia predita a Abraão que sua descendência peregrinaria em terra estrangeira se cumpre de forma inusitadamente quando seus 70 familiares se alojam no Egito. Local onde a mesma profecia prediz que enfrentariam a escravidão. Contudo, enquanto José está vivo governando o Egito, eles estarão bem na região de Gozen.
Gozen era uma região propícia para pastoreios de animais, era uma região fértil. José levou cinco de seus irmãos para apresentá-los a Faraó; depois trouxe também seu pai; então, o maior líder político do mundo cedeu o melhor da terra à família daquele que havia feito o melhor pelo Egito (vs. 1-12).
Faraó tornou-se dono de todas as terras dos egípcios e inclusive os egípcios se tornaram servos de Faraó. Por mais negativo que pareça, pior seria morrerem de fome. Sendo José sábio, além de estocar alimento suficiente para muita gente, ninguém morreu de fome quando faltaram os recursos (vs. 13-26).
Jacó chegou com 130 anos de idade ao Egito e viveu 17 anos ali. Seus descendentes adquiriram propriedades e tiveram muitos filhos, aumentado, assim, significativamente, a família com prosperidade (vs. 27-31).
Provavelmente, todos eles morreriam se não fossem ao Egito; e, como se mudariam se José não fosse governador ali?

Concluímos, assim, que Deus é…

• Sábio/onisciente;
• Soberano/onipotente;
• Visionário;
• Atencioso;
• Cuidadoso;
• Protetor;
• Sustentador;
• Precavido;
• Ativo;
• Envolvido;
• Estrategista.


  • Lição: Antes dos problemas surgirem, Deus já tem soluções! Só precisamos tê-lO como Deus de nossa vida! Reavivemo-nos! 


Heber Toth Armí

Gênesis - capítulo 46



A Palavra de Deus, em sua totalidade, é impressionante; merece nossa atenção. Este capítulo é importante; o qual pode ser divido assim:

1. Jacó abandona Canaã e viaja ao Egito com toda sua família (vs. 1-27);
2. Jacó e José se reencontram após mais de duas décadas (vs. 28-34).

Antes, porém, de considerar alguns pontos teológicos, reflita: José conseguiu, pela graça divina, reunir e restaurar toda sua família. Mas, o que aconteceria se…

• …Ele se vingasse de Potifar e sua esposa assim que tornou-se governador?
• …Ele se vingasse de seus irmãos depois de toda injustiça que fizeram contra ele?
• …Ele usasse o poder que agora tinha nas mãos para oprimir àqueles que lhe oprimiram outrora?

É facilíssimo estragar tudo; por tal facilidade que a atitude de Jacó em relação a José provocou ciúmes, inveja e ódio em seus outros filhos; os quais ganharam dinheiro vendendo José – estragando ainda mais.
Contudo, a parte positiva é que, embora a maioria esteja empenhada em fazer estragos, se apenas um membro da família colocar-se nas mãos de Deus, tornar-se-á instrumento que restaurará tudo que está arruinado.
Este capítulo confirma a realidade dos dois sonhos de infância de José. O primeiro: 11 feixes de trigo se inclinavam diante do dele (representava seus irmãos); o segundo: O sol, a lua e as estrelas inclinavam-se diante dele (incluía seus pais – embora sua mãe já estivesse falecida, 37:6-11).
José é governador do Egito, que, além de ser a maior potência política da época, era a única nação que tinha sua economia estável quando todas as outras enfrentavam uma crise de alimento. Graças a José, o sonhador e intérprete de sonhos, o Egito estava “nadando no dinheiro” enquanto a economia do mundo despencava abruptamente.
Aliás, o foco é Deus! Não podemos ignorar esta verdade. Se não fosse Ele, José seria um mimado, ou um frustrado escravo amargurado.
Deus já havia profetizado a Abraão tempos atrás que sua descendência peregrinaria em terra estrangeira, e seria reduzida à escravidão; entretanto, após 400 anos e o julgamento divino, sairia com muitas riquezas. Esta profecia está registrada em Gênesis 15:13-14.
Deus conhece não só detalhes sobre o futuro, Ele cumpre tudo que promete! Este capítulo fortalece nossa certeza/confiança/fé em Sua Palavra!


  • “Senhor, reaviva-nos profusamente. Amém” 
Heber Toth Armí

sábado, 14 de janeiro de 2017

Gênesis - capítulo 45


O que é “perdão”? Deus deixou-nos “dons” difíceis de explicar; entretanto, com resultados visivelmente satisfatórios. Creio que as muitas definições são insuficientes para descrever o significado real de perdão, o qual extrapola nossa compreensão.
Destarte, o efeito do perdão é eficaz para que haja reconciliação eficiente. O perdão é dom celestial, produz efeito divinal; seu conceito é complexo à limitada mente humana.
Para nós, pecadores que falhamos abusivamente – nem mesmo pessoas que amamos estão livres de nossas ofensas e ataques cruéis – carecemos, em demasia, de algo que resolva nossas atitudes doentias de agredir, ofender e destruir.
Em meio a este emaranhado mundo de pecado, problemas de relacionamento, acusações, medos, invejas, orgulhos, ciúmes, ameaças, vaidades, etc. quem nunca foi ofendido? Quem nunca ofendeu alguém? Quem está livre da culpa? Quem não precisa pedir ou receber perdão? Quem não precisa de reconciliação?
Observe a história sagrada, por Deus inspirada a fim de revelar-nos preciosas lições de vida através de uma família que foi satisfatoriamente restaurada:

1. O pecado, a culpa e o erro podem escancarar-se/revelar-se diante de nós por mais tempo que passe; José, o problema do passado, dormente na memória, veio à tona diante dos olhos de seus irmãos (vs. 1-8);
2. O coração perdoador expressa palavras misericordiosas e atitudes bondosas aos que o prejudicaram; isso, porque Deus reverteu a história dando-lhe outro rumo e moldando o coração e a visão de José (vs. 9-15);
3. A reconciliação verdadeira promove intimidade e restauração completa à família que, apesar das diferenças e crises de relacionamento do passado, experimenta graça divina no presente (vs. 16-28).

Perdão: atitude sobrenatural! Não há nada igual para pagar mal com bem do que perdoar quem merece desprezo total! Quem sente o prazer e paz indescritíveis oriundos do perdão divino não será egoísta para negar perdão a seu irmão!
Hernandes Dias Lopes expressa: “Perdoar é restaurar, é cancelar a dívida, é não cobrar mais. É deixar o outro livre e ficar livre. O perdão oferece cura para os ofensores e ofendidos”.
É melhor perdoar do que não querer se reconciliar! Por mais doloroso, é melhor aprender duramente as lições da vida do que perder a vida inteira por negar-se aprender.


  • Perdoar não justifica injustiças – liberta ofensores e ofendidos! Entendeu? Reavivemo-nos! 


Heber Toth Armí

Gênesis - capítulo 44


Quando Deus age, coisas incríveis acontecem. Quando Ele atua na família situações complexas se resolvem de forma inimaginável.
Assim como Deus usou José para executar Seus planos, agora quer usar você, caso te disponibilizes assim como José. Os irmãos de José revelaram terem sido transformados. Já não eram mais aos mesmos. Eles estavam mudados.
Judá, cerca de 20 anos atrás havia sugerido a venda de José por 20 moedas de pratas. Agora, estava Judá diante de José a suplicar em favor de Benjamim, a ponto de ficar preso em lugar do irmão caçula (vs. 16-34). Judá havia enterrado dois de seus três filhos. Ele sentiu na pele o que fizera a seu pai vendendo José. Ele certamente aprendeu a lição de forma triste, mas aprendeu!
Judá já estava viúvo, tinha tido um caso com a nora viúva, a qual gerou gêmeos dele. Os sofrimentos do pecado fizeram Judá mudar de vida. “O cruel e impiedoso Judá de tempos atrás agora entregaria sua própria liberdade e ficaria como escravo ‘em lugar do jovem’ [Benjamim]” (Arthur J. Ferch).
Isso “era suficiente para José, [agora ele] tinha suficiente evidência de uma transformação radical nos corações de seus irmãos”, observa Ferch. A humildade era uma grande evidência de transformação de caráter. Confessar erros e culpas sem questionar, sem jactância e sem orgulho é o auge de uma conversão:
“Nossa culpa está diante do senhor e estamos dispostos a ser seus escravos. Estamos todos na mesma situação e somos tão culpados quanto àquele que foi encontrado com o cálice” (v. 16, AM).

Reflexão:

1. Toda pessoa deste mundo é pecadora e Deus quer salvar cada uma: Ele lidou com José no Egito e com sua família em Canaã e, agora aproximou José e seus irmãos para se reconciliarem após 20 anos de separação.

2. Deus tem um método especial próprio para cada família: Ele usou José com suas estratégias e testes a fim de despertar a consciência e conduzir seus irmãos ao reconhecimento da culpa e do erro; e, permitiu que Judá perdesse dois filhos para sentir na pele o que seu pai tinha sentido ao perder José.


  • É melhor sofrer o castigo de nossos pecados e convertermos do que perder a salvação. Deixe Deus te corrigir! 


Heber Toth Armí.

Gênesis - capítulo 43


As Escrituras Sagradas devem afetar a cultura, não a cultura afetar as Escrituras. Nossa bagagem cultural não deve moldar nossa interpretação da Palavra de Deus, a revelação de Deus deve determinar nossa cosmovisão de tudo.
O foco de Deus não era somente José, mas também a família de José que, aparentemente, acomodara-se numa superficialidade espiritual. Aliás, o foco de Deus era e continua sendo operar no mundo inteiro a fim de resgatar a humanidade do pecado e suas consequências, independente da cultura.
As atitudes de José frente às crueldades de seus irmãos são sobrenaturais, estão além de serem naturais. O processo demorou, mas Deus prosperou – Louvado e exaltado seja Seu precioso nome!
Agora José estava pronto para colaborar com Deus na restauração de seus irmãos. Por meio de José, suas estratégias e testes, a consciência cauterizada de seus irmãos irá se despertar. Charles R. Swindoll, destaca deste relato os seguintes passos em relação à consciência:

• O primeiro passo para evitar uma consciência cauterizada é assumir a responsabilidade pela nossa culpa pessoal;
• Quando Deus ativa uma consciência cauterizada começamos a ganhar uma perspectiva diferente;
• Deus também ativa a consciência cauterizada quando recebemos expressões imerecidas de graça.

Após isso, no capítulo em questão, encontramos as seguintes divisões, conforme destaca Victor P. Hamilton: Os irmãos regressam ao Egito com Benjamim:

1. Desavenças entre pai e filhos (vs. 1-10);
2. Israel dá permissão para que Benjamim fosse com eles ao Egito (vs. 11-14)
3. Os irmãos regressam ao Egito (vs. 15-25);
4. José e Benjamim se encontram (vs. 26-34).

Deus usa meios inimagináveis para tratar nossos medos, traumas e passados negros. A transição para a restauração é um processo, por vezes, doloroso, difícil. Quanto mais difícil nos fazemos, pior será para nós, pois nosso passado errado e tenebroso irá ditar nossos comportamentos e pensamentos, os quais serão medonhos.
Medo, insegurança, angustia e incertezas tomam conta do coração dos pecadores e Deus quer eliminar tudo isso aplicando a paz que vem da reconciliação. A restauração da família indubitavelmente passa pelo reconhecimento da culpa, o que só acontece se Deus despertar a consciência.

  • Deixe Deus restaurar tua consciência a fim de restaurar tua família. Deus quer restaurar tua vida e a vida de tua família. Você permiti?


Heber Toth Armí.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Gênesis - capítulo 42


A fé não se opõe à cultura, mas ela se põe acima de qualquer cultura. Não é a cultura que determina a fé; entretanto, a fé conduz o indivíduo dentro de qualquer cultura. O servo de Deus é moldado pela cultura do Céu a fim de influenciar a cultura da Terra, seja no Egito, Brasil, Portugal, Angola, Estados Unidos, China, etc.
De sua humilhação aos 17 anos até sua inimaginável promoção aos 30 passaram-se 13 anos. Neste período Deus preparou o caráter de José para salvar não apenas o mundo da fome, mas sua família dos pecados cometidos contra ele.
Com mais 7 anos de fartura, passaram-se 20 anos que José não vira sua família. Aquele que fora fiel a Deus em época de vacas gordas será fiel diante das vacas magras quando poderia vingar-se de todos os que lhe causaram injustiças.
O maior milagre que Deus faz é transformação de caráter que ninguém pode fazer por si mesmo de forma tão eficaz.
Observe:

1. Jacó toma a iniciativa de enviar dez filhos ao Egito comprar comida (vs. 1-5);
2. Os filhos enfrentam o desafio de serem entrevistados pelo governador do Egito (vs. 6-17);
3. Nove irmãos retornam; Simeão fica preso (vs. 18-26);
4. Os nove chegam em casa e relatam tudo a Jacó (vs. 27-38).
Deus usa José para despertar a consciência dos irmãos, amortecida pelo pecado. Ele pode usar-te para fazer o mesmo. Mas, lembre-se:

• Só Deus pode tirar alguém do fundo do poço ou de uma escura prisão para colocá-lo na administração de um governo mundial para fazer o que ninguém mais é capaz.
• Às vezes será preciso que Deus destrua nossa arrogância, orgulho, maus traços de caráter para, então, reconstruir nossa história. Nestas circunstâncias, quanto mais cedo cedermos totalmente a Ele, mais rápido será o processo restaurador!
• Ainda que o quebra-cabeça de nossa vida esteja todo bagunçado ou até faltando peças, Deus irá montá-lo e o deixará completo!
• Se você se render inteiramente a Deus, certamente Ele te usará para salvar tanto a tua família como muitas outras famílias que carecem de salvação.


  • O quebra-cabeça de Deus é o mundo, até o fim do milênio Ele o deixará impecável! Ele quer nos usar nesse processo!! “Usa-me, Senhor. Amém!” 


Heber Toth Armí.

Gênesis - capítulo 41


Nas mãos de Deus até fracassos mais complexos se tornam em esplêndida vitória!

• Que expectativa para o futuro tem um filho mimado pelo pai e odiado pelos irmãos?
• Que expectativa tem um jovem de 17 anos vendido como escravo pelos irmãos?
• Que expectativa profissional tem um fiel servo de Deus que foi preso como réu?
• Que expectativa tem um presidiário eficiente que foi esquecido no fundo da prisão?

Parece ser mais fácil desenvolver verdadeira fé em ambiente pagão que num ambiente onde se vive um sincretismo religioso. É possível que José não desenvolvesse sua fé junto a seus irmãos na proporção que a desenvolveu entre pagãos. Estrategicamente Deus providenciou meios (até estranhos) de conduzi-lo ao Egito.
Pode-se dizer que não é na igreja onde mais nossa fé se desenvolve, mas na rotina diária, em que desafia à prática da fé. A igreja é lugar de adoração coletiva daqueles que têm fé, distante dela é onde a fé realmente se desenvolve – a quem investir em relacionamento diário com Deus!
Deus quer nossa fé livre da influência da fé sincretista, hipócrita e vazia de conteúdo. Quando Deus permite algo acontecer a Seus servos, quer purificá-los ou libertá-los daquilo que não Lhe agrada. É mais fácil apegar-se genuinamente a Deus num ambiente pagão que num ambiente meio-cristão.
Somente após o preparo divino José estava pronto para um posto nunca imaginado: Governador do Egito. Sua atitude? Exaltar a Deus! (vs. 16, 25). Após ser fiel mordomo e fiel carcereiro, agora seria fiel governador!
Guarde estes pensamentos no coração:

1. Nossa fidelidade pode custar-nos muitas coisas, entretanto Deus ocupa-se dos resultados!
2. “O relacionamento com Deus só pode verdadeiramente acontecer no contexto do engajamento com o mundo, enquanto o engajamento com o mundo só pode verdadeiramente ocorrer no contexto do relacionamento com Deus” (Marcelo Dias).
3. “Sofrimento, aflição, tribulação e testes – estes são dons que Deus nos dá para nosso crescimento, as pedras de pavimentação necessárias no caminho que conduz a plenitude de caráter e alegria” (Bruce Ware).
4. O que Deus faz para levar-nos à vitória é de Sua total responsabilidade! Quem quiser vencer, deve permiti-lO proceder como Ele quiser!


  • Deus vai além de realizar sonhos, Ele surpreende-nos com o que faz em nossa vida!
Heber Toth Armí

Gênesis - capítulo 40


Com Deus, grandes desafios da vida tornam-se grandes oportunidades de crescer na vida.
Diferentemente da teologia popular, José não sofria por ter plantado seu próprio destino criando confusão, nem lidava com consequências de uma péssima conduta; mas, porque decidira pelo certo, valorizou virtudes, decidiu não manchar seu caráter, nem violar sua consciência e, muito menos pecar contra Deus.
Considerando o jovem escravo no Egito, Charles R. Swindoll pontua: “Os tratamentos injustos, os maus-tratos, surgem de muitas formas, mas a maioria se enquadra em quatro categorias”:

1. Tratamento não merecido da família;
2. Restrição inesperada das circunstâncias;
3. Acusação injusta; e,
4. Abandono injusto.

Todos esses maus-tratos encurralaram José, enclausurando-o numa sela; onde ficou esquecido sem ter feito nada de errado. O que você faria se estivesse nesta situação?
Se estivermos com Deus, não devemos viver lamentando-nos como vítimas da situação complicada em que nos encontramos. Pelo contrário, devemos confiar piamente nEle, erguer a cabeça e esperar que Seus planos nos surpreendam.
Todo jovem que assim proceder, poderá enfrentar injustiças; entretanto, ainda que for lançado na lama da indiferença, ali ele fará a diferença. Como José, tal jovem se tornará uma bênção, ainda que seja na prisão…

• Auxiliará pessoas perturbadas, angustiadas e aflitas, como fez José aos desesperados servidores de Faraó que estavam presos (vs. 1-8);
• Tornar-se-á porta-voz de Deus em situações delicadas onde as pessoas se encontram como José na prisão que ouviu e desvendou os sonhos do copeiro-chefe e do padeiro-chefe (vs. 9-23).
Concluindo esta reflexão, considere com oração estes três pontos:

1. A pior desgraça para um jovem é viver distante de Deus, ou não perceber Deus conduzindo quando jogado injustamente numa escura e fedorenta prisão por agir corretamente.
2. Comparado à planta, o justo cresce não apenas onde for plantado, mas onde quer for jogado; ele não será espinho para ninguém, mas florescerá até mesmo distante da luz do sol para embelezar os corações áridos das pessoas.
3. É importante saber que Deus sabe o que é melhor para nós; como não era hora de José sair da prisão, pode ser que não estejamos prontos para aquilo pelo qual Deus quer nos usar; ou, ainda não chegou o momento certo!


  • Portanto, deixemos Deus conduzir nossa história para a vitória!
Heber Toth Armí

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Gênesis - capítulo 39


Deus nunca falha! Quem se consagra a Ele vencerá ainda que tudo conspire contra… Haja o que houver, quem se posiciona ao lado de Deus certamente vencerá qualquer injustiça, provação, tentação ou pecado!
José evitava o pecado, mesmo enfrentando fortes provações; diferentemente, seus irmãos nem enfrentavam tentações, entretanto, debandavam para absurdas perversões (como exemplificado por Judá, no capítulo anterior).
José inspira-nos superando tudo o que conspira contra ele. Sua fé em Deus é um alicerce que o sustenta quando os vendavais da vida mostram sua carranca agressiva querendo nossa morte.
Observe estes importantíssimos pontos:

• Quando um jovem permite que Deus atue em sua história, aquilo que parecia o fim pode ser o começo para um propósito muito maior: a transformação do caráter (vs. 1-2);
• Quando um jovem perde seu lar e a companhia de sua família, mas dispõe-se a ser guiado e moldado por Deus, experimentará sucesso e prosperidade no que fizer, será elogiado e reconhecido e, provavelmente, promovido (vs. 3-6);
• Quando um jovem coloca-se à disposição de Deus tornando-se um instrumento Seu aqui na Terra, hostes satânicas se levantam para colocar obstáculos tentando desviá-lo do caminho certo; a vida poderá não ser nada fácil, mas haverá forças divinas à disposição para resistir até a mais forte tentação (vs. 7-12);
• Quando a isca satânica se vê desmascarada e derrotada frente à força de um jovem que se consagra a Deus, ela “arma o barraco”, esperneia, chora, faz-se de vítima, mente criativamente e acusa injustamente (vs. 13-19); Satanás não quer perder!
• Quando um jovem consagra-se a Deus não ficará intocável diante das injustas acusações nem superpoderoso para evitar atos injustos dos incrédulos. Perseguição, prisão e martírio serão tão reais quanto a perseverança na fé (v. 20);
• Quando um jovem é fiel a Deus, até nos piores lugares ele será uma bênção aos outros, os quais serão beneficiados com sua presença (vs. 21-23).

Nossa sociedade carece de jovens de fibra espiritual. Precisa-se de jovens como José, que resolutamente…

1. …sejam dedicados a Deus custe o que custar;
2. …sejam ousados para repudiar e desprezar o pecado, mas respeitar as pessoas;
3. …digam NÃO ao sexo pervertido, sujo e degradante;
4. …não reclamem, esmoreçam ou se vinguem diante das injustiças.


  • Quem se dispõe? Reavivemo-nos!  


Heber Toth Armí.

Gênesis - capítulo 38


Primeiramente, decepcionante é observar que a intrigante história de José não consta aqui como esperávamos, não há nenhuma menção a ele (somente no capítulo seguinte).
Este capítulo é um interlúdio proposital, merece nossa atenção para entender o todo – lembre-se, o foco não é José, é Deus agindo intencionalmente na história mundana.
Judá destaca-se por sua imoralidade, justificando por que o foco bíblico está em José. Abaixo estão os nomes dos 13 filhos de Jacó/Israel:

1. Rúben/filho de Lia;
2. Simeão/filho de Lia;
3. Levi/filho de Lia;
4. Judá/filho de Lia;
5. Dã/filho de Bila, escrava de Raquel;
6. Neftali/filho de Bila, escrava de Raquel;
7. Gad/filho de Zilpa, escrava de Lia;
8. Aser/filho de Zilpa, escrava de Lia;
9. Issacar/filho de Lia;
10. Zabulon/filho de Lia;
11. Diná/filha de Lia;
12. José/filho de Raquel;
13. Benjamim/filho de Raquel.

Judá, o quarto filho de Lia, viveu num emaranhado de pecado. Casou-se com uma cananeia. Dois de seus três filhos sofreram a justiça divina por praticarem extremas maldades/malandragens/iniquidades.
Viúva, sua nora esperou a lei do levirato, quando o caçula de Judá pudesse ser seu marido; contudo, o levirato fora ignorado. Judá, ao ver uma suposta prostituta, fez sexo com ela, engravidando-a; e, era sua nora.
Judá, após passar os dias de luto da morte da esposa, deturpou-se sexualmente. Além disso, engravidou sua nora por engano (fornicação); depois, pretendeu executar justiça queimando-a viva – até descobrir no “teste de DNA” que o filho era dele!

Tamar teve gêmeos de seu sogro. Chamou-os de: 

Farés/Perez=Brecha/rompimento, e, Zara/Zerá=Brilhante/ascensão.

Deus procurava alguém disponível para desenvolver Seu plano de salvação; dentre tantos pecadores, Ele viu potencial em José, o menino de 17 anos no Egito, vendido por seus irmãos aos comerciantes de escravos…
Em casa José corria mais perigo que entre desconhecidos estrangeiros. Longe dos invejosos irmãos podia aproximar-se mais de Deus.
Às vezes Deus nos tira de nossa aparente zona de conforto para nosso próprio bem!

Curiosidade: Jesus=descendente de Judá; Tamar, a cananeia, está em Sua genealogia (Mateus 1:5; Lucas 3:33). Graça divina ultrapassa qualquer desgraça! Apreciemo-la sem questioná-la!


  • O Deus da graça opera até mesmo nas piores desgraças humanas. Mesmo quando o pecado parece prevalecer, Deus está vencendo! Aleluia! Reavivemo-nos! Não perca amanhã! 


Heber Toth Armí

Gênesis - capítulo 37


Para quem gosta de histórias…

Ainda que forças do mal estejam agindo na família do servo de Deus e injustiças pareçam aflorar, Deus transformará até maldições em bênçãos, desgraças em graça… Acompanhe diariamente a história de José, a maior de todas do AT.
Aliás, acabei de cometer um erro. Veja bem, a Bíblia não diz ser a história de JOSÉ que começa no capítulo em questão; diz assim: “Esta é a história de Jacó. Sendo José…” – Isso mostra-nos que a história do filho é a extensão da história do pai.
Contudo, uma análise mais atenta, percebe-se que o texto apresenta a história da soberania de Deus frente a todas as investidas contra Seus planos. José é apenas instrumento que se dispôs fazer a vontade de Deus acima de sua própria vontade.
Jacó cometeu os mesmos erros de seus pais. Entre seus filhos, José era preferido. Talvez, pelos seguintes motivos: José…

1. …É filho de Raquel, sua esposa predileta;
2. …Nasceu quando Jacó já tinha idade avançada;
3. …Adquiriu características diferentes de seus irmãos.

Com tal preferência, Jacó presenteou José com uma túnica colorida. Isso suscitou ódio em seus irmãos contra ele. Além disso, os sonhos de José, anunciados a eles, causou-lhes grande inveja e raiva dele (vs. 1-11).
Quando sentimentos negativos regem o coração dos irmãos, eles usam palavras ásperas, ferinas, rudes e grosseiras.
Ódio e inveja é o berço do assassinato. Só é preciso oportunidade. Longe da vista do pai, os irmãos de José planejaram fratricídio (matar o irmão)!

Aplicações:

1. O pecado torna as pessoas frias, mentirosas, cruéis, destrutivas;
2. Sonhos dados por Deus podem ser banalizados até por parentes invejosos;
3. Inveja e ódio juntos tramam projetos maligníssimos. Cuidado!

O grande conflito sobressai por toda Bíblia, o mal sempre age para sufocar o bem. Contudo, não importam de onde venham as conspirações, aqueles que se colocam nas mãos de Deus experimentam vitória.
Jogado em um poço, o tempo impediu do pior acontecer. Uma sugestão mudou todo o plano A, José não foi assassinado, foi vendido como escravo e revendido até chegar à casa de Potifar, no Egito, distante de tudo e de todos. E agora José? (vs. 12-36).


  • Reavivemo-nos! Convide outras pessoas a unirem-se conosco nesta história impactante! Aceitas? 

Heber Toth Armí

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Gênesis - capítulo 36


A Palavra de Deus revela-nos grandes verdades, dão-nos elevadíssimas orientações e preciosíssimos conselhos práticos, tanto seculares como espirituais. Utilizando-a corretamente, amplia a percepção das coisas e alimenta nossa mente.
Observe com atenção o esboço do capítulo em questão:

1. Genealogia de Esaú em Canaã e seu afastamento desta terra (vs. 1-8);
2. Filhos e príncipes de Esaú até a terceira geração (vs. 9-19);
3. Filhos e príncipes de Esaú: Os Hereus de Seir (vs. 20-30);
4. Reis e príncipes de Edom (vs. 31-43).

Embora nota-se a família e descendência de Esaú prosperando, não se nota nenhum deles buscando a Deus; isso prova que prosperidade nem sempre está vinculada com fidelidade a Deus, apenas na cabeça dos ambiciosos e escrúpulos religiosos.
Percebe-se consagração, reavivamento e reforma em Jacó e sua família no capítulo anterior, mas no caso de Esaú e sua família não há nada de espiritualidade, mesmo obtendo grande prosperidade.
A conquista do Monte Seir revela grandeza de Esaú e sua realeza. Assim como Jacó teve seu nome mudando, Esaú também teve o seu, para Edom, que quer dizer avermelhado, devido à troca de sua primogenitura com um prato de lentilhas vermelhas – indiferença a algo tão nobre!
Negligência em buscar a Deus leva à indiferença aos princípios do Céu. O caminho trilhado por Esaú é uma advertência a quem não quer ir para o inferno.
Esaú foi pai dos edomitas, grande nação!
Esaú ficou sem a bênção da qual seu pai dera a Jacó, por engano. Contudo, Deus não o deixou na miséria. Ao dar-lhe vida, família e prosperidade, oferecia-lhe uma oportunidade de arrependimento; contudo, isso nunca aconteceu. O autor de Hebreus nos adverte:
“Cuidado com a síndrome de Esaú: desprezar o dom permanente de Deus para satisfazer um apetite passageiro. Vocês sabem que Esaú, mais tarde, se arrependeu daquele ato impulsivo e tentou, ora com lágrimas, ora sem lágrimas, recuperar a bênção de Deus – mas já era tarde demais” (Hebreus 12:16-17, AM).

Aplicações:

1. Insignificantes atitudes podem afetar a vida/família inteira;
2. Prosperidade não está sempre vinculada à fidelidade, pode ser oportunidade do pecador reconhecer Quem é o Abençoador;
3. Ninguém se perderá por falta de oportunidade ou de bênçãos, mas por falta de amor a Deus.


  • Precisamos relacionar-nos com Deus! 


Heber Toth Armí.

Gênesis - capítulo 35


Existem coisas que são obvias que desagradam a Deus; contudo, pelo fato de agradar pretensões pervertidas do pecador, tais coisas, geralmente, acompanham aos servos do Senhor. Consequentemente, carecemos de reavivamento e reforma.

1. Quando determina-se radicalmente encontrar-se com Deus de todo coração, cada pecador sabe no íntimo como realmente age o adorador diante do Senhor. Jacó prontamente pediu à família que se livrasse e se purificasse dos ídolos para entrar na presença de Deus: Trocaram roupas, tiraram ornamentos e enterraram ídolos/deuses (vs. 1-9);
2. Quando o pecador reconhece Deus como Senhor e aceita servir-Lhe, Deus faz (ou renova) uma aliança com ele. Para Jacó, Deus…
• Reiterou o novo nome, Israel, apresentado em Gênesis 32:28 para lembrar-lhe sua transformação e seu compromisso (vs. 9-10);
• Revigorou sua promessa de torná-lo pai de uma multidão de nações (v. 11);
• Renovou a promessa de dar a seus descendentes a terra que fora prometida a Abraão e Isaque (v. 12).
3. Mesmo após ter experiência real, concreta e sobrenatural com Deus, coisas ruins acontecem, pois o mundo é mau (vs. 13-20). Raquel, a amada de Jacó, veio a óbito em sua segunda gestação. Contudo, teve tempo dar ao bebê o nome de Benoni, mas Jacó alterou para Benjamim (vs. 13-20);
4. Mesmo quem amadurece seu relacionamento com Deus e passa por reavivamento e reforma familiar, enfrentará agruras neste mundo vil. O pecado estava bem vivo nesta família. Rúben teve um caso com a concubina de seu pai. Isaque faleceu com 180 anos de idade; Jacó esteve em seu funeral, mas nunca mais viu sua mãe (vs. 21-29).

Aplicação:

Há muitos que preferem criar deuses transportáveis, que podem até ser roubados e mesmo enterrados, do que abrir mão de suas tralhas espirituais para adorar e servir ao Deus verdadeiro.
Santificar-se exige renúncia daquilo que nos separa de Deus. A vaidade é o maior ídolo da atualidade, ou sempre foi. Além dos ídolos/deuses, a família de Jacó abriu mão de roupas impróprias e ornamentos do corpo para encontrar-se com Deus. Reavivamento está ligado intimamente com reforma.

  • Distante de Deus, achamos que artigos de vaidade (pulseiras/pingentes/correntes/brincos/argolas/piercing/etc.; unhas pintadas/adesivadas/coloridas/etc.; maquiagens/batons/cabelos tingidos/luzes/tatuagens/etc.; roupas caras/indecentes/extravagantes/etc.) não têm nada a ver com fidelidade. Não é? (embora sejam um tipo de idolatria)…


Heber Toth Armí

Gênesis - capítulo 34


Muitos romanceiam as histórias bíblicas omitindo verdades que Deus revelou. Quantos sermões já foram pregados sobre este capítulo?
As famílias bíblicas estavam muito longe de serem perfeitas, devido a que as pessoas eram cheias de defeitos como nós:

• Abraão era pagão, idólatra e politeísta (Josué 24:2);
• Isaque, seu filho, foi um pai e marido mentiroso e indiferente;
• Jacó e Esaú, netos de Abraão, eram briguentos, trapaceiros, enganadores e problemáticos;
• Os filhos de Jacó, bisnetos de Abraão, vingativos e assassinos. Diná, a única filha de Jacó, foi estuprada (Gênesis 34).

Que família! Observe o esboço deste capítulo realizado por Victor P. Hamilton:

1. Diná é estuprada (vs. 1-7);
2. Hamor e Siquém representam o problema (vs. 8-12);
3. Os filhos de Jacó fazem uma proposta (vs. 13-17);
4. Os homens de Siquém são circuncidados (vs. 18-24);
5. Os filhos de Jacó vingam-se (vs. 25-31).

Há muitos religiosos que omitem os terríveis erros dos personagens bíblicos quando Deus quis que fossem registrados (não cometidos) os horrendos defeito de caráter deles.
Quando omitimos o que Deus revela ignoramos partes da Palavra que sai de Sua boca; e, meias-verdades são formas sutis de engano – fazendo isso, somos religiosos tão falhos quanto os familiares de Abraão.
Que tragédia: Diná estuprada. Seus irmãos traíram o povo de Siquém e vingaram-se brutalmente de seus habitantes massacrando-os completamente. Que desgraça!
“Os eventos de Siquém resultaram da demora de Jacó em obedecer a ordem de Deus de ir a Betel […]. Os filhos de Jacó haviam considerado a ação de Siquém como algo ‘que não se devia ter feito’ (v. 7), contudo, o massacre que eles cometeram violava tanto a consciência moral como a lei de retribuição de um crime”, destaca Arthur J. Ferch.
Por que aconteceu essa tragédia? Para ensinar-nos algo: “Os ardis [dos filhos de Jacó] foram enganos vis” – comenta Ferch – “traição a sangue frio, e matança sem piedade. [Eles] Degradaram o sinal do pacto da circuncisão, e fizeram a cruel violência como uma suposta administração de justiça. Quão diferente poderia ter sido se Jacó tivesse sido fiel a Deus e a Sua promessa e tivesse assentado em Betel”.

  • Atender as orientações de Deus evita tragédias, dores e sofrimentos. É para ensinar isso que a Bíblia registrou essa história!
Heber Toth Armí

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Gênesis - capítulo 33


Não é malignidade do pecado que leva-nos ao arrependimento; é bondade, tolerância e paciência de Deus que nos atraem ao arrependimento (Romanos 2:4). Contudo, tal bondade pode ser rejeitada e, o arrependimento, ignorado (Mateus 19:16-22).
A graça divina é bênção imerecida que resulta de bondade imensurável. Jacó respondeu positivamente à bondade de Deus, e você?
Com atenção, observe com espírito de oração ao capítulo de hoje. Destaca-se quatro bênçãos oriundas da bondade de Deus:

1. A bênção da reconciliação: Apenas pela graça de Deus houve reconciliação entre Jacó e Esaú. A reconciliação entre irmãos é uma bênção oriunda da ação direta de Deus. O que seria se Deus não inventasse o perdão? Nunca haveria reconciliação! (vs. 1-4).
2. A bênção da proliferação: Antes de serem frutos da intimidade amorosa entre marido e mulher, filhos são frutos “que Deus bondosamente” concede aos humanos. Num mundo de pecado e desgraça gerar vidas/filhos é resultado da graça/bondade de Deus! (vs. 5-7).
3. A bênção da prosperidade: Jacó demonstrou que sua comitiva não vinha reclamar herança, nem arrancar o que Esaú possuía; ao contrário, ofereceu-lhe muitos presentes e agiu como servo humilde. Explicou-lhe sobre aqueles presentes: Era “para achar graça aos olhos de meu senhor” (vs. 8-15).
4. A bênção do livre-arbítrio: Após Deus dar prosperidade, família e reconciliação, Jacó decidiu fazer um altar de adoração a Deus. Não houve coerção divina, houve decisão positiva humana em resposta às bênçãos/bondade de Deus. Isto chama-se livre-arbítrio (vs. 16-20).

A bondade de Deus opera para salvar o pecador. Deus espera o arrependimento, mas nunca o conquista a ferro e fogo, à força. Deus não coage ninguém, Ele age com amor esperando nossa decisão sincera.
Deus age no indiferente, no incrédulo, no polígamo, no imoral, no forte, no fraco, no rico, no pobre, no homem, na mulher, no fraudulento, no covarde, no vingador, enfim, em todo pecador. Jesus é nosso único Salvador, Ele oferece Seu amor e espera ansiosamente pela nossa devoção a Ele; a qual resulta em adoração total, de todo o coração…


  • Por meio de Jacó Deus estava preparando uma nação para revelar Sua bênção ao mundo inteiro. Jesus é fruto desta ação de Deus para alcançar você com a maior manifestação de Sua bondade!

Heber Toth Armí.

Gênesis - capítulo 32


Um inimigo terrível é um passado tenebroso, o que resulta num presente assombroso. Problemas não resolvidos, fuga da realidade, culpas, etc. esmagam a paz, solapam a alma e crucificam a felicidade.
Libertação é possível mediante orientações psicológicas e espirituais do Deus que conhece a complexidade humana. Ele é Médico dos médicos. Ele sabe…
• …curar até os maiores complexos humanos,
• …restaurar destruídos pelas aflições oriundas do pecado,
• …libertar dos traumas causados por nossas escolhas infelizes.
Somos tão problemáticos que, quando Deus vem em nossa direção trazendo solução, atacamo-lO. Observe:

1. Deus havia pedido que Jacó retornasse ao local onde seus problemas começaram: Seu lar – principalmente com seu irmão gêmeo. Traumas constrangeram-no a fugir de seu sogro. Porém, Deus ajudou-lhe a resolver os problemas com o sogro (capítulo 31).
2. O assombroso passado incomodou tanto Jacó que ele esperou a morte, ao ir ter com seu irmão, embora Deus Se mostrasse no controle (32:1-21).
3. O pior estava por vir. Medo, angústia, remorso, aflição, traumas, insegurança, dúvidas, etc., fizeram de Jacó uma pessoa cheia de complexos; por conseguinte, seu passado tenebroso levou-o a atacar ao único que poderia resolver seus problemas. Ele lutou a noite toda com Deus (vs. 22-55).

“Como a maioria de nós, Jacó era uma pessoa complexa. Tinha algo da fé profunda de seu avô e algo da lealdade de seu pai. Ao mesmo tempo possuía algo do ciúme de sua avó e a sagacidade e falta de escrúpulos de sua mãe”, observou Arthur J. Ferch. E, então, analisou:
“Contudo, não podemos responsabilizar os genes, os cromossomos e o ambiente pelo que somos. Mais importante é o reconhecimento de que somos produto de nossas escolhas”. Escolhas erradas não produzem resultados positivos!
Em meio a tantos complexos e aspectos negativos, algumas atitudes podem ser nosso ponto da virada. Como Jacó, devemos…

• Realizar tudo o que está ao nosso alcance, e então recorrer a Deus em oração, colocar tudo em Suas poderosas mãos (vs. 9-12);
• Reconhecer nossa fragilidade, então suplicar bênçãos, misericórdia e graça de Deus (vs. 25-26);
• Render-se ao encontrar-se com Deus a ponto de permitir que mude em nós o que Ele quiser (vs. 27-32).


  • Mudança de nome significa mudança de caráter! Estar na presença de Deus faz toda a diferença! 


Heber Toth Armí.

Gênesis - capítulo 31


Ambição, inveja, egoísmo, interesse próprio, tirar vantagem fazem parte do coração natural que ilude, manipula e engana. Ganância, rivalidade e maldade caracterizam o coração daqueles que estão chafurdando no pecado, ignorando o perdão divino e desprezando o plano de salvação.

1. Labão explora seu genro Jacó, o qual é motivado a fugir da casa do sogro com tudo o que tem (vs. 1-21);
2. Labão persegue a Jacó até encontrá-lo, mas nada impede os propósitos de Deus de se cumprirem (vs. 22-55).

Jacó vê a si mesmo em seu sogro. Olhar para o sogro era o mesmo que olhar-se no espelho. Quando olhava ao sogro, ele via “alguém tão desejoso de enganar, tão desejoso de atingir os próprios objetivos, tão desejoso de fazer negócios quanto ele próprio” observa o teólogo Paul R. House.
As pessoas enfrentam dificuldades quando convivem com alguém que tem os mesmos defeitos. Há intolerância quando percebe-se nos outros os próprios defeitos. Contudo, Deus usa isso como espelho para levar-nos a reconhecer e abominar nossos erros, embora custe entender isso.
Contudo, Deus estava no controle, mexendo os pauzinhos a fim de revelar seu plano de salvação à família de Jacó e ao mundo. Deus cumpre o que prometeu a Abraão, mas Jacó deveria voltar à terra de seus pais (vs. 2-5). Deus está com Seus filhos ainda que estes não O buscam.
Após 20 anos com Labão, após ser enganado no casamento e ter trabalhado o dobro pela esposa Raquel, após ter o salário alterado 10 vezes para pior, Jacó fugiu cheio de mágoa. Deus providenciou forma de resolver as diferenças com o sogro. Jacó partiu com os problemas resolvidos (vs. 33-49) – Deus é perito em resolver problemas, confie nEle!
Graça é bênção imerecida. Deus opera em pessoas que merecem punição, mas oferece bênçãos. Aquele que precisa de salvação precisa experimentar, primeiramente, as bênçãos de Deus, a fim de aceitar o plano da salvação que visa libertar da condenação.

• Assim como Deus agiu na família de Jacó, está atuando em nossa família – a demora é devido a nossa teimosia.
• Deus usa vários métodos a fim de mostrar-nos quão mal somos; um deles é colocar-nos diante de pessoas com nossos defeitos.
• Deus nos cuida, independentemente de nossas falhas.

Heber Toth Armí.