MUDAMOS O MUNDO COM UMA
ATITUDE
REAL DE
CARINHO E
AMOR

Acreditamos no Pai, Filho e Espírito Santo. Acreditamos na Palavra de Deus como regra de fé.
Acreditamos na salvação unicamente pela fé. Acreditamos que devemos guardar os mandamentos.
Acreditamos que devemos cuidar da saúde. Acreditamos que devemos cuidar da natureza.
Acreditamos que Jesus voltará.

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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Êxodo - capítulo 40



Beleza, recursos, talentos, materiais não foram economizados na construção do Santuário, nem mesmo nas roupas dos sacerdotes. Para Deus tudo precisa ser feito com qualidade – mesmo enfrentando a dureza e a aridez do deserto, onde deveria economizar devido à incerteza quanto à pobreza.

Segue abaixo o esboço deste capítulo traçado por Douglas K. Stuart:

1. Moisés levanta o Tabernáculo, investe aos sacerdotes e coloca todos os materiais (vs. 1-33);

• Mandato de Deus para erguer o Tabernáculo (vs. 1-16);
• Moisés ergue o Tabernáculo (vs. 17-33).

2. A nuvem da glória do Senhor cobre o Tabernáculo (vs. 34-38).

O Tabernáculo estava erguido, o Santuário recebeu a presença do Santo Deus. O sistema de adoração estava completo. “E assim o livro de Êxodo narra a história do povo de Deus desde a libertação do Egito até o término da construção do tabernáculo ao pé do Monte Sinai” comentou William MacDonald.
Nota-se em todo tempo Moisés, líder de uma grande nação, com humildade e disposição de seguir detalhadamente as especificações dadas por Deus. É por isso que, no final do livro de Êxodo, Deus enche com Sua majestosa presença a tenda levantada e projetada para Ele.
Teologicamente, este livro apresenta Deus como o libertador, capacitador e abençoador. O Deus Criador, poderoso e santo organizou em nação a um povo escravizado/humilhado/desprezado no Egito, portanto, miserável. Ao fazer uma aliança de amor e compromisso com o povo através de uma Legislação ímpar, Deus revelava ao mundo Seu plano de salvação.
Com o santuário Deus orientava o sistema de adoração daquele que aceitava o plano de salvação. Assim, os ex-escravos seria prova do poder de Deus e o Santuário a revelação do caráter do verdadeiro Deus ao mundo. De escravos do Egito a servos do Senhor, o impacto deveria impressionar ao mundo inteiro.
Nas palavras de Eugene H. Merrill “o livramento do êxodo está para o Antigo Testamento assim como a morte e ressurreição de Cristo estão para o Novo Testamento […]. O livramento no êxodo, a aliança sinaítica, a experiência no deserto e a promessa de uma terra fornecem modelos da vida cristã àquele que crê […] empreendendo o próprio ‘êxodo’, deixando de ser escravo do pecado e do mal para servir sob a nova aliança”.


  • Reavivemo-nos urgentemente! 


Heber Toth Armí

Êxodo - capítulo 39


Na Bíblia Jabez ganha apenas dois versículos e na história, vários livros se escrevem sobre ele. Contudo, quase nada se escreveu sobre Bezelel e Aoliabe, os construtores principais do complexo Santuário de Deus na Terra, suas mobílias e as roupas sacerdotais.
Neste capítulo podemos constatar a confecção…

1. Do éfode sacerdotal, com quatro cores: Púrpura, carmesim, branco e azul; com ouro nas lâminas, e uma pedra de ônix em cada ombreira com os nomes das tribos israelitas (vs.1-7);

2. Do peitoral, com doze pedras preciosas, representando cada uma das doze tribos de Israel (vs. 8-21);

3. Da indumentária/vestes, que era uma sobrepeliz da estola/éfode sacerdotal azul, para ser usada embaixo da estola. Em sua orla tinha campainhas de ouro puro e romãs (vs. 22-26);

4. Da túnica de linho fino que deveria ser a primeira parte a ser vestida (vs. 27-29);

5. Do turbante, o qual consistia de uma lâmina de ouro ligada à mitra com a inscrição: “SANTIDADE AO SENHOR” (vs. 30-31).

Os últimos versículos do capítulo falam da inspeção feita por Moisés e sua aprovação que resultou em bênção (vs. 32-43). Palmas para Bezelel e Aoliabe! Eles merecem muitos aplausos. Eles devem ser reconhecidos pela dedicação, empenho e realização.
Para o Santuário utilizou-se o melhor material com objetivo de ter exuberante beleza. Para isso, dentre os construtores, foram escolhidos os mais hábeis, os quais foram capacitados pelo Espírito Santo.

Aplicações: A obra do Senhor…

• …deve ser realizada em harmonia com as orientações do Senhor e dividir tarefas com outros filhos de Deus conforme o talento de cada um (v. 42);
• …deve ser realizada com dedicação e nunca fazer pela metade, relaxadamente ou independentemente (v. 42);
• …deve ser tão bem feita, com o melhor de nosso melhor, mas nunca se esquecer de seguir sempre as especificações dadas por Deus (v. 43);
• …quando feita com sabedoria, dependendo do Espírito Santo, com os melhores recursos e os melhores talentos não ignora a inspeção dos melhores líderes espirituais (v. 43).
• …quando feita com capricho, resulta em bênçãos para todos (v. 43).


  • Com Bezelel e Aoliabe aprendamos preciosas lições, principalmente a fazer o melhor para Deus, tudo conforme Suas orientações! Com Bezelel e Aoliabe aprendamos a ser responsáveis na obra de Deus independente de reconhecimento! 
Heber Toth Armí

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Êxodo - capítulo 38



Já vi filme e livros de vários personagens bíblicos, como Moisés, Josué, Sansão, Noé, Abraão, Hagar, Rute, mas nunca vi nenhum livro ou filme de Bezalel.
Como alguém que fez tanto pode ser tão ignorado? O que ele fez foi muito mais importante do que Oscar Niemeyer fez. “Bezalel, filho de Uri, neto de Hur, da tribo de Judá, fez tudo o que o Senhor tinha ordenado a Moisés” (v. 22).
Por fazer tudo o que o Senhor ordenou a Moisés Bezalel deveria ser reconhecido, você não acha? Desde o capítulo 31 o texto descreve Bezalel e sua dedicação na realização da obra de Deus, a construção do Santuário no deserto. Oito vezes o verbo fazer está vinculado a ele neste capítulo.
Seu nome significa “à sombra de Deus”. Ele foi cheio do Espírito Santo para preparar o lugar mais santo da Terra, a casa de Deus. Ele “foi o principal artesão e artista do tabernáculo e sua mobília” (Siegfried H. Horn).
“Com ele estava Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, artesão e projetista, e também bordador em linho fino e de fios de tecido azul, roxo e vermelho” (v. 23). Bezalel e Aoliabe, essa dupla desconhecida, ficou especialmente responsável pela construção do sistema de adoração que apresentaria a mensagem de salvação a Israel e ao mundo por muitos anos.
Que responsabilidade! Com dedicação e esmero realizaram conforme Deus pediu, mas são desconhecidos. Assim, quando você fizer algo grande para Deus e não for reconhecido, saiba que Deus prepara a cada nascer do sol uma bela obra e a maioria de sua plateia ainda dorme. Lembre-se também destes dois homens que dedicaram a vida para fazer o único imóvel sob a orientação de Deus, e mesmo tendo caprichado, foram esquecidos.

Aqui neste capítulo temos a…

1. Construção do altar principal (vs. 1-7);
2. Construção da pia de bronze e sua base (v. 8);
3. Construção do Átrio (vs. 9-20);
4. Materiais usados na construção e na mobília do tabernáculo (vs. 21-31).

Era tão bem feita cada parte do tabernáculo que, “qualquer contato com a habitação de Deus causaria uma profunda impressão positiva, devido a sua beleza”, destaca Lawrence O. Richards.


  • Por mais que não sejamos reconhecidos, caprichemos naquilo que fazemos para Deus


Heber Toth Armí

Êxodo - capítulo 37



Ao Deus que faz até o impossível para nosso bem devemos, no mínimo, fazer nosso máximo possível para Ele. Deus tirou Seu povo do Egito e o levou ao deserto a fim de revelar-lhe verdades gloriosas; Deus usou Moisés para escrever estas verdades e transmiti-las a nós cerca de 3.500 depois.
Muitos são escravos de trabalho, pecado, tempo, dinheiro, vícios, etc. pensam que assim vivem uma vida de liberdade e prazeres – até perceberem que passam a vida vegetando: Existem, mas não usufruem da existência; estão vivos, mas não vivem a vida…

Deus intervém para libertar estas pessoas!

No deserto os israelitas tiveram coração disposto a entregar recursos à obra de Deus. Ali eles se envolveram com a construção do projeto de Deus para alcançar o mundo ao construírem o tabernáculo e suas mobílias. O deserto pode ser a perca do emprego, o falir de uma empresa, o fracasso de um relacionamento ou o roubo de algo importante.
O Santuário fala de redenção. Deus liberta-nos da escravidão do pecado e leva-nos à Sua Palavra onde encontramos a revelação da nossa redenção.

Os construtores fizeram…

1. A arca (vs. 1-5), conforme Deus apresentou em Êxodo 25:10-15.
2. O propiciatório (vs. 6-9), conforme Deus apresentou Êxodo 25:17-22.
3. A mesa (vs. 10-16), conforme Deus apresentou Êxodo 25:23-30.
4. O candelabro (vs. 17-24), conforme Deus apresentou Êxodo 25:31-39.
5. O altar de incenso (vs. 25-28), conforme Deus apresentou Êxodo 30:1-10.
6. O óleo da unção (v. 29), conforme Deus apresentou Êxodo 30:22-38.

Este texto deve ser lido (entendido) com cuidado. Não podemos alegorizar e fazê-lo dizer o que Deus não quer que ele diga. Uma interpretação alegórica por ser interessante, mas não verdadeira. Enxergar significados ocultos “em cada mobiliário, tecido, corrediças e cores, em vez de exegético, não passa de especulação” – declara Victor P. Hamilton.
Aparece neste capítulo o verbo FAZER no pretérito perfeito do indicativo (“FEZ”) quase 25 vezes referindo-se a Bezalel/Beseleel. Ele foi para Deus Seu mestre de obras; o artista escultor, artesão e construtor do Santuário. Além de tantas coisas, ele fez a arca da aliança – o móvel mais sagrado do Santuário.


  • Deus contou com as habilidades de Bezalel/Beseleel no passado para obras importantes neste mundo de pecado. Ele pode contar com você agora? 
Heber Toth Armí

domingo, 29 de janeiro de 2017

Êxodo - capítulo 36



Tem quem dá o melhor para o mundo e o pior para Deus esperando algo bom do mundo e o melhor de Deus. Para muitos, a filosofia é investir no mundo e esperar muito de Deus!
Que hipocrisia, você não acha? Ser relaxado nas coisas de Deus e empenhado nas coisas do mundo não é o verdadeiro segredo do sucesso, mas da ignorância e hipocrisia que levam ao fracasso e à perdição total da salvação.
Fracasso total resulta de uma entrega parcial a Deus. Portanto, precisamos ser coerentes conosco mesmos se quisermos ser servos autênticos do verdadeiro Deus.
Bezalel e Aolibe são exemplos de pessoas que Deus quer usar em Sua obra neste mundo carcomido pelo pecado. O santuário foi realizado conforme a planta arquitetada por Deus:

• As cortinas de linho (vs. 8-13) foram feitas conforme o tamanho e modelo apresentado por Deus em Êxodo 26:1-6.
• As cortinas de pelos de cabras (vs. 14-18) foram feitas conforme o tamanho e modelo apresentado por Deus em Êxodo 26:7.
• As coberturas de peles de carneiro (v. 19) foram feitas conforme o tamanho e modelo apresentado por Deus em Êxodo 26:14.
• As placas (vs. 20-23) foram feitas conforme o tamanho e modelo apresentado por Deus em Êxodo 26:15.
• As bases de prata (vs. 24-30) foram feitas conforme o tamanho e modelo apresentado por Deus em Êxodo 26:19.
• As barras (vs. 31-33) foram feitas conforme o tamanho e modelo apresentado por Deus em Êxodo 26:26.
• A cobertura de ouro (v. 34) foi feita conforme o tamanho e modelo apresentado por Deus em Êxodo 26:29.
• O véu interno e o externo (vs. 35-38) foram feitos conforme o tamanho e modelo apresentado por Deus em Êxodo 26:31, 36.

Pelo fato da iniciativa ser na medida exata e no modelo apresentado por Deus, o coração do povo foi tão generoso que foi necessário limitar sua generosidade, pois sobravam materiais necessários para a obra de Deus, de tanto que o povo trazia (vs. 1-7).
Quando as pessoas entendem e aceitam os propósitos e os planos de Deus, a liberalidade se torna prioridade. Pessoas focadas nos planos divinos são dedicadas, empenhadas e generosas!


  • Fazer o melhor para Deus é a melhor coisa que podemos fazer na vida. Hoje, foque em Deus! 


Heber Toth Armí

Êxodo - capítulo 35



Planos elaborados precisam ser executados. O segredo do sucesso é sair do mundo das ideias à ação. Nada seria feito se não fosse a prontidão para agir.
Nos capítulos anteriores Deus apresenta Seu plano. A partir de agora o executará. O Santuário projetado será executado. O plano se tornará realidade. Como Deus, o maior estrategista, projetista e arquiteto executará Seus planos na Terra?

1. Primeiro, reuniu Seu povo através de Moisés dizendo que o trabalho deveria ser feito em seis dias e interrompido no sétimo. Deveria haver descanso programado para o sábado (vs. 1-3);

2. Segundo, Deus solicitou por meio de Moisés que o povo trouxesse materiais para a construção (vs. 4-9); duas particularidades saltam do texto. O povo…

• deveria trazer do que tivesse consigo – Deus não pede o que Seu povo não têm;
• não deveria ser pressionado, nem se sentir obrigado a doar – Deus espera doação de pessoas voluntárias, com coração disposto a entregar o que têm.

3. Terceiro, Moisés convocou para a obra homens hábeis para fazer tudo o que Deus ordenou – A obra para Deus não deve ser realizada relaxadamente (vs. 10-19);

4. Quarto, Moisés esperou resultado após solicitação ao povo. O espírito de generosidade inflamou no coração do povo, o qual trouxe tudo o que precisava, inclusive vieram pessoas com as habilidades solicitadas (vs. 20-29);

5. Quinto, Deus habilitou alguns com dons especiais para fazer o que exige mais atenção a fim de que Sua obra ficasse como Ele havia planejado. Deus chama individualmente alguns pelo nome e dá a capacidade que eles não têm para realizar algo extraordinário (vs. 30-35).

Para Deus, tudo deve ser o melhor. As bandas de músicas diabólicas ensaiam tanto antes de se apresentar para pessoas, mas, infelizmente muitos que atualmente fazem alguma coisa para Deus não se empenham tanto quanto elas.
Para alguns, trabalho e estudo exigem o máximo de seu tempo e habilidade; mas, consideram que, para Deus, qualquer coisa serve; dando a Ele o seu mínimo quando deveriam dar-Lhe o máximo.


  • Hoje, Deus quer pessoas de coração generoso a fim de fazer progredir Seus planos no mundo. Deus precisa de voluntários que deem o seu máximo para usar com habilidade os dons recebidos do Espírito Santo… Quem se dispõe?
Heber Toth Armí

Êxodo - capítulo 34


Há neste capítulo muitas verdades espirituais. Há muita teologia em cada parágrafo. Há muitas lições práticas, das quais devemos atentar.

Observe os seguintes tópicos:

1. Embora Moisés soubesse tudo o que estava escrito nas duas tábuas dos Dez Mandamentos que ele havia despedaçado, Deus não pediu que ele reescrevesse. Só foi pedido que Moisés preparasse novas tábuas de pedras e levasse para Deus escrevê-las novamente – Estas são as especiais e morais Leis de Deus (vs. 1-4);

2. Uma visão correta do caráter amoroso de Deus orienta a oração dos seres humanos desprovidos da glória divina. Quanto mais Moisés avançava em seu relacionamento com Deus, mais percebia que Deus é misericordioso, gracioso, paciente, amoroso, fiel, leal, perdoador… embora intolerante ao pecado (vs. 5-17);

3. Há temas tão relevantes que Deus reitera sempre que vê necessidade. Nos versos 18-27, Deus relembra Moisés da importância da…

• festa dos pães asmos;
• redenção dos primogênitos;
• santidade do sábado;
• festa das semanas;
• festa da colheita.

4. Aquele que passa tempo na presença de Deus reflete Sua glória. Quem vive na presença divina certamente não será mais o mesmo. Moisés esteve por 40 dias ininterruptos na presença de Deus; não parou nem para comer nem para beber nada, então, sua face resplandeceu diante dos israelitas (vs. 28-35).

Por três vezes Deus quis que fosse inserida a orientação de que é proibido cozinhar o cabrito no leite de sua própria mãe (Êxodo 23:19; 34:26; Deuteronômio 14:21).
Hans Joechen Boecker apresenta várias opções interpretativas deste mandamento, alegando que elas são questionáveis. Após analisar as principais interpretações, oferece sua compreensão, que segue:

“No leite materno, o animal recém-nascido encontra o elixir de vida propriamente dito; o leite materno transmite a energia do início da vida. Utilizar o leite materno para cozinhar o filhote destruiria a ordem da criação, pois mesclaria de forma negativa a esfera da vida com a esfera da morte”.
Deus se preocupa com pequenos detalhes. Ele é o autor da vida e quer que seres humanos preservem a vida de Suas criaturas. O leite é símbolo da vida, e não quer que esteja vinculado com a morte. Deus é o Criador, por isso é também o Legislador. Tudo o que Ele faz revela cuidado com o pecador.

Heber Toth Armí

sábado, 28 de janeiro de 2017

Êxodo - capítulo 33



Não podemos ver a Deus por causa de nossos pecados. Eles separam-nos de Deus. Mas quando amamos mais a Deus que o pecado, poderemos desfrutar de Sua presença e companhia em nossa caminhada cristã.

1. A presença de um anjo de Deus já seria suficiente para que Suas promessas se cumprissem, mas devemos desejar, buscar e clamar mesmo pela presença de Deus (vs. 1-4);
2. A dureza de coração, a rebeldia, a ingratidão, a idolatria, a imoralidade, irritam o coração de Deus, separam-nos dEle e perdemos Suas bênçãos, proteção e cuidado (vs. 3, 5);
3. Ao aproximarmos de Deus é necessário tirar todo pecado, até mesmo a sutil vaidade impregnada no coração externalizada nos atavios desnecessários, como: brincos, pulseiras, colares, correntinha, piercing, pinturas, etc. (vs. 6-11);
4. Precisamos aprender com Moisés a buscar ao Senhor não apenas para obter milagres, mas para obter orientação, para saber o que fazer durante a caminhada cristã (vs. 12-14);
5. Nunca deveríamos dar sequer um passo sem a certeza da presença de Deus em nossa vida; em Sua presença encontramos descanso, segurança e orientação (vs. 14-17);
6. Quem ama a Deus sempre quer mais de Deus; Moisés não se contentou apenas em ter a presença de Deus, ele quis ver a Sua glória e foi atendido (vs. 18-23);
7. Quando mais nos aproximamos de Deus, mais nítido fica Seu caráter bondoso, misericordioso e compassivo que é perdoador e restaurador do pecador (v. 19), não vingativo, destrutivo ou autoritário.

“Algumas pessoas ficam satisfeitas com o perdão de Deus, que enfatizam os dons divinos. Outros progridem para um desejo pela presença dEle, que enfatizam a orientação de Deus. Tal como Moisés, dizem: ‘Se a tua presença não for comigo, eu não irei’. Mas existem outros, possivelmente poucos, que perseguem a mais alta intimidade, buscando um vislumbre da glória de Deus. Essas pessoas descobrem o verdadeiro propósito da oração” (Erwin W. Lutzer).

• A desgraça de nossa vida é passar mais tempo com qualquer coisa do que com Deus.
• A desgraça que enfrentamos é porque preferimos ao pecado antes que a Deus.
• A desgraça que atraímos é porque não buscamos a graça da presença divina.


  • Quanto mais buscamos a Deus, mais desejaremos Sua presença e obteremos a Sua glória! Reavivemo-nos 


Heber Toth Armí.

Êxodo - capítulo 32


Após grandes manifestações de Deus, depois de o povo ver Suas magníficas operações, o povo descambou rumo à apostasia. Não muito depois de superar obstáculos insuperáveis e testemunhar que nenhum Deus é como Aquele que libertou a nação escrava da maior potência do mundo daquela época.
Atenção: É muito fácil perverter a religião verdadeira. A fé pode facilmente ser adulterada. Por conseguinte, a apostasia torna-se corriqueira. Apostasia não é ateísmo, é desvio da fé: Ilusão com a fé falsa.

Fique alerta!

• Quem se deixa guiar pela impaciência despenca pelo desfiladeiro da imprudência espiritual. Ao considerar que Moisés demorava, o povo de Deus projetou uma nova perspectiva religiosa. Impaciência resulta em corrupção teológica (v. 1);
• A voz do povo não é a voz de Deus; na história do pecado, a maioria sempre esteve equivocada/enganada/perdida/iludida (v. 1);
• Nem todo fervor, entusiasmo, dedicação, generosidade e disposição de madrugar para festejar ao Senhor é verdadeiro reavivamento espiritual, muito menos verdadeira reforma. O povo arrancou adornos e ofertou, depois levantou-se de madrugada para adorar um bezerro de ouro (vs. 3-6);
• Nem todo líder religioso serve a Deus, uns servem ao povo. Ao fazer o que é conveniente às pessoas líderes se tornam indiferentes e desobedientes a Deus, como exemplificado por Arão (vs. 2, 4-5);
• Deus vê a perversão humana, e não “cruza os braços”. Ele toma iniciativa para impedir o avanço da megalomaníaca corrupção humana (vs. 6-10);
• Embora haja líderes que se corrompam e favoreçam à depravação da fé do povo de Deus como fez Arão, ainda há verdadeiros líderes religiosos que intercedem pelo povo apostatado, como fez Moisés (vs. 11-14, 30-34);
• A desobediência significa quebrar os santos Mandamentos de Deus; ao quebrar as recém feitas tábuas de pedras, Moisés deixou essa verdade bem nítida para todos nós (vs. 15-19);
• Líderes relapsos diante da pressão do povo têm dificuldades de assumir culpas e reconhecer suas fragilidades; eles justificam-se com desculpas esfarrapadas ou transferem a culpa a outros, como fez Arão quando confrontado por Moisés (vs. 20-23);
• O pecado, por mais prazeroso, sempre tem consequências desastrosas (vs. 24-29, 35); entretanto, na corrupção em massa ainda existem remanescentes fieis, representados pelos levitas.

  • Não importa a sinceridade… idolatria é uma afronta ao verdadeiro Deus, resultante da apostasia do coração. Fique alerta!
Heber Toth Armí

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Êxodo - capítulo 31



Para alguns, nem toda palavra que sai da boca de Deus traz vida. Alguns creem que algumas palavras divinas valem menos que heresias humanas. A deterioração teológica parece ter maior valor que as palavras do Senhor prescrita na Bíblia.
Este capítulo não vale muito para quem não dá crédito a totalidade da Palavra de Deus. Contudo, quem compreende a origem divina e sobrenatural da revelação consideram com atenção e submissão estas preciosas e incisivas orientações válidas para todas as nações e gerações.
O assunto “sábado” foi controverso desde que Israel saiu do Egito (Êxodo 16), antes, porém, de Moisés receber de Deus as tábuas dos Dez Mandamentos (Êxodo 20). Inclusive, as maiores controvérsias dos líderes judaicos com Jesus foram sobre sábado; contudo, Jesus não rebaixou a norma. Ele categoricamente declarou:

“O sábado foi feito por causa do ser humano, e não o ser humano por causa do sábado” (Marcos 2:27).

Até hoje os seres humanos confrontam este assunto relevante para Deus, para Jesus Cristo e para o Espírito Santo que inspirou escritores bíblicos a escreverem sobre ele.

Neste capítulo, Deus é direto, taxativo:

“Guardem o sábado: ele é sagrado para vocês. Quem o profanar será condenado à morte. Quem trabalhar nesse dia será condenado à morte” (v. 14, AM).
Por que Deus parece tão enérgico? Imagino que é para despertar nosso interesse! Por que seguir a recomendação divina quanto ao sábado é tão importante?

Porque o sábado…

• …pertence a Deus, não a nós (v. 12);
• …é a aliança de compromisso entre Deus e Seu povo (v. 12);
• …é lembrete de que Deus é quem nos santifica (v. 12);
• …é dia sagrado/santo (v. 14);

Portanto, santificar o sábado é um sinal de pertencer ao dono/Senhor do sábado (vs. 15-16).
Bezalel e Aoliabe foram indicados por Deus e capacitados pelo Espírito Santo para lidar com a construção dos móveis sagrados do santuário (vs. 1-11); todavia, não deviam fazer esse trabalho especial de construção da casa/santuário de Deus no tempo sagrado, no santo sábado (vs. 12-17).
Os Mandamentos não se originam em Moisés. Moisés nem mesmo foi inspirado para escrevê-los. Deus mesmo os escreveu com Seu dedo em pedras; então, entregou-os a Moisés (v. 17).


  • O sábado não é de Moisés, é de Deus: Santifique-o!
Heber Toth Armí

Êxodo - capítulo 30



Quem é o maior pedagogo? Quem usou melhor didática ao transmitir com simplicidade assuntos complexos?
Não há como pensar num Ser mais didático que Deus. Sua pedagogia supera a de qualquer pedagogo; Ele extrapola quaisquer didáticas e pedagogias, deixando-nos – além de exemplos sobre didática – preciosos e especiais ensinamentos.
Como mais expoente pedagogo, Deus ensina Moisés a ensinar; é transmitindo ensinamento que alunos aprendem. Sobretudo, Deus usa outros recursos didáticos com profundos significados. Assim, através de Moisés, do Santuário e rituais sagrados Ele quer que aprendamos grandes verdades que farão diferença em nossa vida.
Nós aprendemos ouvindo, ensinando, envolvendo, principalmente fazendo. Como Moisés, devemos ouvir a Palavra de Deus, transmitir aos outros, envolver-nos com ensinamentos divinos e, aplicando-os diariamente.
O Santuário é a didática de Deus para apresentar o plano de salvação, a forma de adoração e o evangelho que liberta da condenação.

1. Deus ensina através da fumaça do altar do incenso que a oração constante deve sempre subir ao céu (vs. 1-10); Deus Se satisfaz com orações assim como era agradável o cheiro de incenso.

2. Deve-se levar a sério a oração, ela deve ser pura, não contaminada com egoísmo e desejos pervertidos (vs. 30-34).

3. Todos somos pecadores e o preço do pecado é a morte; ninguém está livre da condenação, portanto, todos precisam de libertação – ricos não devem menos nem mais que os pobres (vs. 10-16).

4. A bacia de bronze ensinava a necessidade de limpeza, não apenas física, mas da limpeza moral; os germes e bactérias do pecado devem ser lavados de nosso caminhar e proceder (vs. 17-21).

5. A santa unção com óleo é essencial para que haja verdadeira adoração ao Senhor; não devemos deturpar este assunto; é preciso reverência e submissão antes de qualquer ação (vs. 22-33).

Diferentemente do altar de sacrifícios localizado no átrio do Santuário, Deus instruiu Moisés a fazer o altar de incenso dentro do tabernáculo (vs. 1-10). Antes de chegar ao que ele representava, seria necessário passar por todo o processo ritualístico orientado por Deus. Logo, apenas quem foi redimido (vs. 11-16), purificado (vs. 17-21) e ungido (vs. 34-38) aproxima-se de Deus verdadeiramente pela oração, louvor e adoração (vs. 34-38).


  • Sendo Deus o melhor pedagogo, só não aprende quem não quer! Reavivemo-nos! 


Heber Toth Armí

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Êxodo - capítulo 29


Consagração é dedicação integral ao Senhor. Deus não quer um compromisso parcial, mas uma entrega total para servi-lO em todo tempo e todo lugar. No período da nova aliança todo crente é sacerdote de Deus, portanto temos muito que aprender da consagração plena dos sacerdotes da aliança sinaítica.

O capítulo em apreço revela que a consagração deve atingir todas as áreas da vida, não apenas algumas:

1. A dedicação a Deus e ao Seu serviço requer unção e submissão total a Deus, não tradições eclesiásticas sem base bíblica (vs. 1-28);
2. A vestimenta dos consagrados é orientada por Deus, não ditada pela moda mundana (vs. 29-30);
3. A alimentação dos consagrados é orientada por Deus, não pelo gosto pessoal (vs. 31-34);
4. A consagração exige rituais e ofertas orientados por Deus, não pela imaginação humana (vs. 35-46).

Deus rejeita dedicação pela metade a Ele, assim como pessoas em sã consciência não aceitaria casar-se com alguém parcialmente comprometido. Ninguém normalmente aceita compromisso sério com pessoas apenas parcialmente comprometidas – quanto mais Deus que é santo, Soberano e Criador do Universo.
Prescreve-se neste capítulo “que sejam levados ao santuário um novilho (para um sacrifício pelo pecado), dois carneiros (um para o holocausto e outro para o ritual da consagração), bolos de azeite sem fermento e coscorões também sem fermento, untadas de azeite (para uma oferta de comunhão). Em seguida, após um banho e a investidura, são ungidos Arão e seus filhos” (Comentario Biblico San Jeronimo, v. 1, p. 197).
O sacrifício de consagração deve ser diário (vs. 38-46). Ninguém estará plenamente consagrado sem tornar a santificação uma prática diária. A seguir temos uma sugestão de Ellen G. White uma oração de consagração:


  • “Eis a minha vida, Senhor, inteira ao Teu dispor. Aos Teus pés, os planos meus todos deponho. Um instrumento ao teu serviço quero hoje ser. Permanece em mim, e permite que tudo que eu fizer, em comunhão Contigo seja feito”.


A consagração do pecador exige a morte, e Jesus morreu para que isso seja possível. Jesus Se santifica a fim de santificar-nos (João 17:19). Diz White: “Os que, em todas as coisas põem a Deus como primeiro e último, e o melhor, são as pessoas mais felizes do mundo” (Ellen G. White).

Heber Toth Armí

Êxodo - capítulo 28


O evangelho é eterno; o mesmo evangelho do Novo Testamento foi proclamado pelo maior evangelista no Antigo Testamento. Deus evangelizou os israelitas com emblemas do santuário e seus rituais.
Ao considerar Hebreus 4:2, Frank B. Holbrook destacou: “Se os israelitas, em sua jornada do Egito, possuíam o mesmo evangelho que os cristãos receberam, é seguro inferir que eles o receberam por meio dos rituais do sistema do santuário”.

No capítulo em apreço nota-se Deus dando ordens sobre o quê Moisés deveria fazer:

1. Incluir a Arão e seus filhos no sistema sacerdotal (vs. 1-5);
2. Os detalhes das roupas que usaria o Sumo Sacerdote (vs. 6-29);
3. A forma direta que Deus usaria para responder perguntas objetivas: Urim e Tumim (v. 30);
4. Mais adereços às indumentárias dos representantes do Senhor perante o povo e do povo perante o Senhor (vs. 31-43).

“O santuário é um dos principais instrumentos divinos para nos ensinar o significado do evangelho”, observou Martin Pröbstle.
Milian Lauritz Andreasen atesta: “Quando compreendemos que os serviços efetuados no tabernáculo [santuário] […] eram símbolos de um ministério mais elevado no verdadeiro tabernáculo do Céu; que todo ritual e os sacrifícios todos apontavam para o verdadeiro Cordeiro de Deus, o santuário passa a ter importância ainda maior. Nele é revelado o evangelho”.

1. O Sumo sacerdote e sacerdotes representam Cristo.
2. A função que exerceria os sacerdotes terrestres apontaria para as obras de Cristo tanto na Terra como no Céu.
3. O Urim e o Tumim eram duas pedras que seriam usadas para obter resposta divinas; Jesus é a maior resposta do Universo neste mundo, a pedra angular.
4. No Apocalipse Jesus aparece com as roupas talares de Sacerdote que intercede em favor de Seu povo e de Sumo Sacerdote que executa o juízo para vindicar o Seu povo e sentenciar inimigos.

“Tudo que dizia respeito ao vestuário e conduta dos sacerdotes devia ser de molde a impressionar o esplendor com um entusiasmo da santidade de Deus, de Seu culto, e da pureza exigida dos que entravam em Sua presença” – explica-nos Ellen G. White.
Ao contemplar Jesus através do que lemos, devemos reverenciá-lO como nosso soberano Redentor que almeja levar-nos à presença do Pai Celestial.


  • “Senhor, ajuda-me compreender melhor Tua revelação” 


Heber Toth Armí.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Êxodo - capítulo 27


A teologia do santuário é base do livro de Hebreus no Novo Testamento, e precisamos dele tanto quanto precisamos de cada livro bíblico.
Inspirando-me nas divisões realizadas por Merril Frederick Unger, temos os seguintes tópicos no capítulo em foco:

1. O altar de bronze com 222cm de cada lado e 133cm de altura; localizado logo na entrada do pátio significava que o derramamento de sangue (expiação) é fundamental para o pecador aproximar-se de Deus (vs. 1-8);
2. O átrio. Cortinas protegendo o Santuário indicavam a necessidade de retidão para o verdadeiro culto, sendo que elas impediam às pessoas de entrarem de qualquer lugar; entrada somente pela porta (vs. 9-19);
3. O azeite para a luz simbolismo do Espírito Santo nas lâmpadas que apontam para Cristo (vs. 20-21).

Após entrar pela porta, logo adiante estava “o altar de cobre que se sacrificavam os animais”, reflete Kay Arthur, o qual aponta para a “morte do Cordeiro de Deus por nossos pecados na cruz do Calvário”. Desta forma, Deus está evangelizando os israelitas e o mundo.
“O Santuário! Assunto solene! Grande núcleo em torno do qual se agrupam as gloriosas constelações da verdade presente!” exclamou Urias Smith.
E não parou de impressionar-se com o tema do santuário: “Como ele abre à nossa compreensão o plano da salvação! Como ele remove o véu da posição de nosso Senhor no Céu! Que alo de glória ele lança sobre Seu ministério! Que divina harmonia ele estabelece na Palavra de Deus! Que inundação de luz ele derrama sobre o cumprimento da profecia no passado!”
Após olhar ao passado, este estudioso da Bíblia passou a olhar ao futuro, e continuou falando do santuário e sua importância para o presente: “Como ele [o Santuário] fortalece as poderosas verdades destes últimos dias! Que glória ele lança sobre o futuro! Com que esperança, alegria e consolação ele enche o coração do cristão! Assunto glorioso!”.
Após estas magníficas exclamações sobre o santuário, Smith arremata seu pensamento, dizendo que “sua importância [do santuário] não pode ser exagerada nem superestimada”.

Interessante, não? Agora reflita:

• Deus não empenhou-Se tanto nesse assunto para ser rejeitado por nós!
• Precisamos dedicar tempo a esse assunto porque Deus também Se empenhou nele!

  • Valorizemos o que Deus valoriza para reavivarmo-nos espiritualmente! 

Heber Toth Armí.

Êxodo - capítulo 26


Cristãos, igrejas, líderes espirituais, presbíteros, pastores, etc. que ignoram a doutrina do Santuário ignoram boa parte da Bíblia.
A Palavra de Deus não tem prazo de validade. Nenhum de seus temas é irrelevante, ou desatualizado. O tema do santuário permeia toda a Bíblia, mas é ignorado por muitos – embora o santuário transmita a mensagem que Deus nunca virou as costas aos pecadores!
Observe o que escreveu Kay Arthur: “Cada peça do mobiliário do tabernáculo remetia para a obra do Senhor Jesus Cristo”. Sendo assim, ser indiferente a um tema tão importante, é uma forma sutil de rejeitar não só a totalidade da Bíblia, mas também Jesus e Sua obra em nosso favor.
Se o Espírito Santo despertou teu interesse para esse assunto, observe os seguintes tópicos. DEUS ORDENA…

1. …a construção, apresenta os detalhes e a organização do santuário – nada foi conforme o pecador desejou, mas como o Senhor prescreveu (vs. 1-14);
2. …como fazer detalhadamente cada parede, identifica materiais e tamanho das tábuas do tabernáculo – Deus se preocupa até com mínimos detalhes (vs. 15-30);
3. …divisórias dentro do santuário, nomeia-as e dá inclusive as cores das cortinas (vs. 31-27).

Deus é caprichoso, detalhista, comprometido, estrategista, engenheiro, arquiteto, etc. Seu conhecimento vai além de pós-doutorado de todas as áreas. Ele entende tudo sobre qualquer assunto!
Havia simetria, combinação, perfeição e estética no santuário.
“O tabernáculo era composto de duas áreas: o Santo Lugar (medindo aproximadamente 9 m de comprimento x 4,5 m de largura) e o Santo dos Santos (cerca de 4,5 m de comprimento x 4,5 m de largura)” – William MacDonald atualizou em medidas conhecidas.
“Bem andarão os crentes ao estudar o santuário e seu ritual” declarou Milian Lauritz Andreasen. E, completou: “Encerram estes lições preciosas para estudioso devoto… A missão de Cristo como Sumo sacerdote é a própria essência do Cristianismo, o coração da obra expiatória”.

Então, avancemos…

1. O santuário teria dez cortinas de linho branco com fios azuis, púrpura e vermelhos entrelaçados formando figuras de querubins/anjos – evidenciando a presença de seres celestiais;
2. Aproximadamente vinte vezes, neste capítulo, Deus ordena fazer algo; pois, tudo deveria ser conforme o modelo revelado (v. 30).

Deus tem grandes revelações para quem está insatisfeito com superficialidades!

  • “Senhor, liberta-nos de nossa negligência! Amém”

Heber Toth Armí

Êxodo - capítulo 25


Deus explora o visual para evangelizar. O evangelho sempre foi real, mas no Antigo Testamento estava ilustrado nos emblemas do Santuário.
O Santuário era a forma de Deus dizer que queria habitar entre pecadores, e uma forma de declarar que desejava salvá-los do pecado e suas terríveis consequências. O Santuário é o esboço concreto da graça.
O texto informa-nos que…

1. O povo ofertou ao Senhor para construir uma casa para Ele – Deus quer a participação do povo no processo de envolvimento com as pessoas (vs. 1-9);
2. Deus orienta a fabricação da arca da aliança com base no contexto em que estavam: deserto. Argolas e varas só seriam úteis enquanto o santuário fosse portátil (vs. 10-16);
3. Deus pediu que fosse feito um propiciatório que ficasse sobre a arca da aliança contendo duas imagens de querubins modelados em ouro, de onde Deus falaria com Moisés (vs. 17-22);
4. Deus pediu que fizesse uma mesa onde seria colocado doze pães, conforme o número de tribos de Israel (vs. 23-30);
5. Moisés deveria fazer também um candelabro com sete pontas como lâmpadas para iluminar o ambiente (vs. 31-40).

Há muitíssimos detalhes nestes quarenta versículos; portanto, me aterei a apenas alguns pontos:

• Todo o capítulo é exatamente o que Deus disse a Moisés (v. 1). Toda a narrativa está em primeira pessoa.
• Deus dá detalhes sobre a medida das mobílias, o material a ser utilizado e os detalhes ornamentais dos móveis, por exemplo, cálices com formato de amêndoas, um botão e uma flor… (v. 33).
• O próprio Deus que proibiu o uso de imagens pediu que fosse feito dois querubins de ouro maciço mostrando que nem toda imagem é idolatria, mas a atitude diante das imagens (v. 18).
• O santuário seria o meio pelo qual Deus habitaria no meio de Israel, era o modelo de uma realidade celestial e uma forma de Deus comunicar boas novas ao povo (vs. 8-9, 22, 40).

Você acha irrelevante o tema do santuário? O santuário é a única construção civil do mundo que o engenheiro e o arquiteto é Deus; Ele proveu a planta. Por que não valorizar mais este imóvel?
  • Deus quer comunicar-Se conosco (v. 22)! Deus quer falar-nos através deste texto, vamos atentar para Suas Palavras?
Heber Toth Armí

Êxodo - capítulo 24


Muitos fazem diferença entre Lei de Deus (Moral=Dez Mandamentos) e Lei de Moisés (mosaica=cerimonial). Entretanto, na Bíblia, Moisés não formulou nenhuma lei.
Dizer que uma é Lei de Moisés e, outra, de Deus, confunde a teologia bíblica, anula partes da revelação e rebaixa para segunda categoria muitos textos bíblicos, ao considerá-los irrelevantes no século XXI.
O Legislador do Universo, pensando no melhor para todo ser humano, instituiu leis diversas em Sua Constituição à nação israelita, que deveria influenciar cada cultura do Planeta Terra. Nada do que Deus revelou perderia qualquer valor (Isaías 40:8).
Há distinção nas leis divinas, mas diferente daquela que muitos fazem. Perceba neste capítulo a divina distinção das leis:

• Um grupo de leis foi ESCRITO por DEUS; enquanto que outro grupo foi ESCRITO por MOISÉS – Claro! Inspirado pelo Espírito Santo ele escreveu as Palavras do Senhor (vs. 4, 12);
• Um grupo de leis foi escrito em tábuas de PEDRA; em contraste, o outro grupo foi escrito num LIVRO (vs. 7, 12).

Ao primeiro grupo, denominou-se Lei Moral; ao segundo, Lei Cerimonial. Proponho uma observação atenta do leitor: A Lei Moral equivale aos Dez Mandamentos; a Lei Cerimonial é aquela relacionada a cerimônias de mortes de animais.
A primeira condena o pecado e declara-nos culpados perante Deus; a segunda manifesta a graça em símbolos impactantes.
Muitos desprezam ambos os grupos de Leis ao não dar a devida importância que merecem. A Palavra de Deus não caduca, quem caduca é quem pensa saber mais que Deus: Uns proclamam que a Lei Moral foi abolida; outros, que a Lei Cerimonial foi revogada.

O capítulo revela mais verdades maravilhosas:

1. Deus faz aliança com pecadores condenados à morte pela Lei Mortal, a fim de salvá-los. Cada ato divino revela compromisso fidedigno; o povo deve responder com sonoro compromisso (vs. 1-8);
2. Após leitura dos estatutos e compromisso de ambas as partes, a aliança na Mesopotâmia era confirmada com comida; o que não faltou na aliança sinaítica, entre Deus e os israelitas (vs. 9-12).

Deus quer relacionar-Se com seres humanos, Ele faz de tudo para que pecadores experimentem Sua glória (vs. 13-18). Embora a Lei moral condena, a cerimonial resolve o problema: Ela revela Cristo! São emblemas da graça!
  • “Senhor, capacita-nos para entender. Reaviva-nos!”
Heber Toth Armí

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Êxodo - capítulo 23


Não existem leis de Moisés. Todas as leis na Bíblia são divinas. Deus é inventor das leis bíblicas. Ele é o Legislador. Como Deus não é amoral, Ele deseja uma vida moralmente elevada a Seus filhos neste mundo imoral.
A Lei de Deus combate o pecado, promove a justiça e estabelece o amor. Sem amor regendo cada decisão e cada ato não é possível viver o ideal estipulado na mais nobre Lei existente no Universo.

Observe as prescrições do sábio Legislador:

1. Leis sobre honestidade, justiça: Boatos são proibidos, testemunhas maliciosas devem ser rejeitadas, a prática do mal é intolerável, perverter o certo é abominável, o suborno e a opressão são condenáveis, etc.; Deus é o Juiz e Ele não justifica o ímpio (vs. 1-9).

2. Leis sobre o descanso semanal e anual: O propósito destas leis é inibir a ganância, a avareza, a ambição, o materialismo, o egoísmo, etc. A cada seis anos de trabalho a terra deveria ser deixada aos carentes dentre o povo durante todo o sétimo ano. Além disso, a cada seis dias trabalhados, o sétimo deveria ser de descanso aos escravos e animais. Precisamos prevenir-nos contra a egolatria e a idolatria. (vs. 10-13).

3. Leis sobre três festas anuais: Ao ir à presença de Deus, ninguém deveria aparecer de mãos vazias. Deus dá recursos aos fieis para que estes festejem em Sua presença. Deus aprecia festas. Ele instituiu festas…

• …dos Pães ásmos/ázimos (Páscoa);
• …da Sega dos primeiros frutos/primícias;
• …da colheita (ou dos tabernáculos);

Após estas leis reveladas a Moisés, Deus prometeu enviar Seu anjo adiante dele ao conduzir o povo à Terra Prometida. Não somente o anjo, mas terrores e vespões iriam à frente do povo para confundir e afugentar inimigos (vs. 20-33).
O poder de Deus manifesta-se em Seu povo quando este se compromete com Seus estatutos. Desprezar as leis divinas implica rejeitar o Legislador. Ignorar as Leis de Deus significa desacatar à maior autoridade do Universo.
Submeter-se inteiramente a Deus (o que inclui observar fielmente Suas leis) resulta em vitórias, sucesso, milagres, saúde e prosperidade que impressionará o mundo pagão. O plano divino é abençoar a todos; Sua estratégia inicial foi abençoar Israel: “A salvação vem dos judeus” – Jesus declarou (João 4:22).


  • Oremos: “Abençoa-nos, Senhor!” 

Heber Toth Armí

Êxodo - capítulo 22


Deus formou a cultura da recém-formada nação israelita objetivando reformar a cultura do mundo inteiro. A cultura israelita sobressaiu à cultura das nações porque estava baseada na revelação divina, daí vem sua superioridade até sobre o conhecido Código de Hamurabi (conjunto de Leis escritas na antiga Mesopotâmia).

Este capítulo pode ser assim divido conforme Warren W. Wiersbe. Leis acerca…

1. …de roubo de animais: Roubar animal era considerado ato terrível, mas matar ou vender algo que não lhe pertencia significava roubar os direitos dos outros (vs. 1-4);

2. …das plantações: É preciso respeitar o território alheio, inclusive o pasto. Se animais comessem no pasto do vizinho teria que compensar o gasto (vs. 5-6);

3. …dos bens de outros: Honestidade e integridade são elementos que mantém unida uma sociedade sadia e produtiva. A vida torna-se difícil quando uns não confiam nos outros (vs. 7-15);

4. …do estupro: A virgindade é coisa séria, roubá-la exige penas severas (vs. 16-17);

5. …da feitiçaria: Aquilo que hoje considera-se diversão inofensiva, no tempo de Moisés era corretamente considerado prática demoníaca perigosa (v. 18);

6. …da bestialidade: A perversão sexual não é aprovada por Deus (v. 19);

7. …da idolatria: Deus é radicalmente contra a idolatria (v. 20);

8. …do egoísmo: Essas leis promovem a bondade aos forasteiros, estrangeiros, viúvas e órfãos (vs. 21-27);

9. …do desacato à autoridade: Deve-se respeitar as pessoas e os cargos que elas ocupam (v. 28);

10. …da demora em obedecer a Deus: Não se deve reter o que pertence a Deus nem demorar em devolver o que é dEle (vs. 29-30);

11. …de carne impura: A razão por trás dessa lei é tanto religiosa quanto higiênica; animais abatidos incorretamente continha sangue e sua ingestão é proibida. Animais encontrados mortos também não se devem comer, sua carne pode estar estragada e propaga doenças (v. 31).

O plano de Deus era elevar os ex-escravos do Egito a um patamar acima de qualquer cultura do mundo a fim de atrair o mundo. O Legislador tinha boas intensões, pena que os israelitas não estavam tão dispostos quanto Deus de ver o sucesso que aquelas orientações trariam.

Hoje não é diferente: Deus tem propósitos elevadíssimos para nós; contudo, preferimos chafurdar na lama do pecado.

  • Arrependamo-nos e reavivemo-nos! 

Heber Toth Armí.

Êxodo - capítulo 21


É preciso descartar preconceitos a fim de entender os conceitos divinos neste capítulo.
Os pontos seguintes são baseados no comentário expositivo de Warren W. Wiersbe. O capítulo em foco apresenta…

1. Leis sobre os servos. Havia limites, comportamentos e exigências divinas que fariam do dono de escravos um patrão amoroso, dedicado e atencioso. Após seis anos, os escravos deveriam ser liberados. São apresentadas duas situações:

• Um homem que se torna escravo voluntariamente (vs. 1-7);
• Uma mulher vendida como serva (vs. 8-11).

2. Crimes capitais (vs. 12-17): Aplicações do sexto mandamento. A lei fazia distinção entre homicídio precipitado (doloso) e homicídio acidental (culposo). Sem uma força policial organizada em Israel, cada família cuidaria para que se fizesse justiça; contudo, havendo a possibilidade de injustiça movida pela raiva, a lei interferia para proteger o acusado até se provar que era culpado.

3. Filhos e pais (vs. 15, 17): Aplicações do sexto mandamento. Um filho que não respeita seus pais certamente não respeitará ninguém na sociedade – tal filho não merece viver.

4. O roubo é proibido (v. 16). Aplicação do oitavo mandamento. Se não se pode roubar propriedade alheia, roubar seres humanos feitos à imagem de Deus e vendê-los como escravos é pior.

5. Ferimentos (vs. 18-32): Os cuidados quando se feria alguém. Uma restrição à violência contra:

• Escravos (vs. 20-21);
• Mulher grávida (vs. 22-23);
• Em relação aos animais (vs. 28-32).

6. Leis de como lidar com animais feridos e mortos. Revela a preocupação de Deus pela justiça e pela preservação da vida dos animais (vs. 33-36).

Deus não combate a escravatura, Ele é contra o tratamento desumano. Antes de alguém possuir escravos, deveria possuir caráter moldado por Deus. Em meio à pobreza, pertencer a um fazendeiro, ou a alguém rico com princípios divinos regendo sua vida era melhor que morrer de fome na miséria.
Deus preza pela justiça num mundo de injustiças. Ele conhece o coração humano e sabe da necessidade de colocar limites às suas atitudes movidas pelo calor dos sentimentos. Uma cultura sem limites morais é um caos – um lugar perigoso para viver. Uma família sem regras criam filhos desregrados, perigosos para a sociedade.
Deus preocupa-Se com vítimas, fracos e inocentes; e, preza pela educação moral, regada pela bondade e justiça.

  • “Educa-nos, Senhor!” 

Heber Toth Armí.