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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Isaías - capítulo 5



Deus requer de nós uma auto avaliação com base em Sua Palavra. Ele quer renovar-nos e restaurar-nos. Antes, porém, devemos auto avaliarmo-nos!
A auto avaliação é fundamental em cada área da vida, principalmente nas questões mais essenciais. Que dirá da questão vital, como é a salvação?
Auto avaliar espiritualmente é de suma importância para melhorar o desempenho na jornada cristã; pois, tem alguns que se perdem no caminho; outros param; e, tem muitos que retrocedem, voltando ao pecado.
Usando sua bagagem cultural, o profeta Isaías investe profundamente numa mensagem ricamente espiritual. Ele se utiliza ao máximo de sua habilidade com a retórica visando enfatizar uma avaliação que Deus fará em breve ao Seu povo: O julgamento. Tal avaliação teria resultados…

John N. Oswalt dá o seguinte título ao capítulo: “Colheitas de uvas”. E, então, o sintetiza:

1. O cantar da vinha (vs. 1-7);
2. Ais pela vinha:
a) Avareza e indulgência (vs. 8-17);
b) Cinismo e perversão (vs. 18-25)
3. Destruição iminente (vs. 26-30).

Deus é o Lavrador que preparou a terra e plantou uma vinha para si. Apesar de todo preparo e cuidado, a videira produziu uvas de péssima qualidade. A vinha representa Seu povo, que produz frutos imprestáveis.

Para nossa avaliação, Deus condenou, por intermédio de Isaías, vários pecados que Ele não quer ver em nós; tais como:

1. Injustiça socioeconômica;
2. Corrupção do sistema legal;
3. Bebedeiras;
4. Instabilidade espiritual dos ricos.

Didaticamente, Isaías propôs: AQUELES QUE…

• acumulam bens materiais à custa dos pobres, não enriquecem;
• vivem promiscuamente no luxo com requintadas comidas, morre de fome;
• achavam que Deus deveria Se apressar porque demorava para agir, perceberiam as tropas assírias avançando apressadamente contra Jerusalém;
• fazem da luz da verdade trevas em questões morais e éticas serão obscurecidos pelas densas nuvens do juízo divino.

O capítulo começa com cântico de amor, mas termina com notas amargas objetivando levar-nos avaliar os frutos que produzimos!
Nós, geralmente, retribuímos as melhores intenções de Deus, Seu terno cuidado e bênçãos, com atos indignos, perversos, injustos, malévolos. Tal vinha imprestável deve ser destruída. Para que serve? Não só ocupa espaço, ela produz os piores frutos: É uma maldição, quando deveria ser bênção.
Precisamos permitir que o Espírito Santo produza Seu fruto em nós (Gálatas 5:22-23) 

Heber Toth Armí

Sheila: Neste capítulo, a “vinha do Senhor” é um símbolo da “casa” ou nação de Israel (v.7). Os dois tipos de uvas no versículo 2 – “boas” e “azedas” (NVI) – me lembram o evangelista Kenneth Cox nos orientando sobre como nos relacionarmos com os diferentes tipos de pessoas que vinham às suas reuniões.

Lloyd: Sim. Seu conselho era para sermos sábio com as uvas verdes, azedas. Em outras palavras, se uma pessoa era problemática ou hostil, deveríamos apenas ser amigáveis e orar por ela, aguardando que o Espírito Santo as transformasse em uvas maduras.  

Sheila: Isaías era um pregador talentoso que sabia como usar ilustrações brilhantes como a da vinha (v. 1-7). No verso 4 ele inclui a pergunta divina: “Que mais se poderia fazer por ela que eu não tenha feito?”. Ele leva seus ouvintes a refletirem e concluírem que a péssima condição da nação não pode ser atribuída a Deus, mas é o resultado das próprias pessoas (uvas) não corresponderem às expectativas divinas! Elas quebraram a aliança que fizeram com Deus (Êx. 24:3, 7).

Lloyd: Sim, Jesus também lamentou a desobediência do povo, que os levou a rejeitá-Lo (Mateus 23:37-38). De igual modo, o nosso Pai celestial se entristece com o procedimento das pessoas nesses últimos dias da história do mundo (II Ped. 3:9). Apocalipse 3:19 nos diz que Deus repreende e castiga aqueles que Ele ama. Até os sete “ais” mencionados em Isaías 5 podem ser vistos como apelos amorosos do céu mostrando como não agir!

Sheila: Isso mesmo. Sou grata porque meus pais me avisaram para nem mesmo experimentar bebidas alcoólicas (v. 11, 22)!

Lloyd : Eu também! A propósito, mais de cinqüenta anos depois da morte de Isaías, Daniel provavelmente leu esses avisos. Como cativo na Babilônia, Daniel resolveu que não iria participar da carne ou do vinho da mesa do rei (Dan. 1: 8) e recebeu a aprovação divina. Aqueles que falham em guardar a “lei do Senhor” e rejeitam a palavra do “Santo de Israel” (v.24) acabam destruídos (v. 26-30). Em vez de fazermos parte desse grupo, que possamos estar entre aqueles descritos em Apocalipse 14:12: “Aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus” (ARA).

   Oração: Querido Jesus, encha-nos com Teu Espírito e dá-nos a coragem de nos afastarmos daquelas coisas que nos impedem de ter uma íntima caminhada conTigo. Amém.

Pr Lloyd e Sheila Schomburg

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