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terça-feira, 18 de abril de 2017

1 Reis - capítulo 18


“O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus!” (v. 39).

Se a história de Davi contra o gigante Golias nos surpreende, a história de Elias contra “os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas do poste-ídolo que comem da mesa de Jezabel” (v. 19), é ainda mais impressionante.
850 versus 1. Um desafio destes seria humanamente impossível de se cogitar. Mas foi o próprio Elias quem lançou o desafio. Sabem porquê? Porque ele permanecia perante a face do SENHOR (v. 15).

Percebam que surge um novo personagem hoje: Obadias. E a Bíblia diz a seu respeito: “Obadias temia muito ao SENHOR” (v. 3). Ele teve a coragem de esconder e de sustentar alguns dos profetas de Deus da fúria de Jezabel (v. 4). Obadias estava constantemente diante da apostasia, mas se manteve fiel a Deus. E não está escrito que ele temia a Deus, mas que temia muito, por isso colocou em xeque a sua vida em defesa dos homens de Deus.

Dois grandes valentes os do capítulo de hoje. Obadias e Elias desafiaram o inimigo pelo poder de Deus. E, meus amados, uma única pessoa que anda perante a face do Altíssimo, faz tremer Satanás e todo o seu exército.
Vocês acham que o inimigo não teria poder para fazer cair por terra o plano de Obadias? Sim. E ele também não teria poder de fazer fogo quando aquele exército de profetas começassem a realizar seus rituais? Sim.

Mas quando alguém toma a firme decisão de ser do SENHOR, ainda que o mundo todo lhe seja contrário, ele se torna a maioria. Porque um só com Deus é maioria em meio à multidão.
Faziam três anos e meio que não chovia. Quando há seca, o que facilmente acontece? Focos de incêndio, não é mesmo? E os altares de sacrifício eram preparados colocando-se a lenha por cima. Madeira, baixa umidade e sol a pino seria igual a fogo, não seria? Neste caso não foi.

Agora imaginem 850 homens berrando, pulando, se cortando com facas até cair sangue por horas e horas num sol escaldante e NENHUMA faísca sequer naquela lenha do altar.
Imagino alguns deles já se arrastando, outros sendo praticamente pisoteados pelos companheiros de vodu, e NADA de fogo. Quão desesperador e constrangedor não o foi para aqueles que até então eram tidos por alto apreço. Quão patética não deve ter sido aquela cena! Tanto que o próprio Elias revela o seu lado comediante e zomba deles, dizendo que o deus deles deveria estar dormindo, ou de viagem, ou resolvendo outras coisas. Na verdade, aqueles homens tinham ido ao monte Carmelo completamente confiantes de que a seca e o sol causticante fariam o “milagre” acontecer.

As circunstâncias NUNCA são maiores que a vontade de Deus. Apegar-se a paliativos não resulta em solução. A solução para tudo é Deus, e unicamente Deus! E Israel foi testemunha ocular disso.
Chegara a vez de Elias. O altar foi montado com um grande rego ao redor, e em cima a lenha e o novilho. E só para deixar bem claro de que não seria o sol que traria o fogo, mandou jogar água no altar três vezes até encharcar o holocausto, a lenha e encher o rego ao redor. Pronto.
E iniciou o ritual de Elias, com pulos e gritaria e agitação? De forma alguma! Elias simplesmente aproximou-se do altar e fez uma curta oração.
E o fogo que Deus fez descer consumiu “o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego” (v. 38 ).

O fogo consumiu até as pedras? Sim. “Porque o nosso Deus é fogo consumidor” (Hebreus 12:29).
E quando Ele age, não deixa margem de dúvida. Ninguém pôde ousar dizer de que as circunstâncias haviam contribuído para que houvesse fogo. Mas, diante de todos, o sobrenatural aconteceu e o que restava fazer, Israel fez: “caiu de rosto em terra e disse: O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus!” (v. 39).

O que está faltando para que esta declaração saia de seu coração? Elias fez uma sincera e simples oração e, imediatamente o milagre aconteceu. Só que, mais adiante, vimos que ele teve que orar sete vezes para que, afinal, viesse a chuva. Mas ele não desistiu. Ele confiou na palavra do SENHOR. A chuva viria. O que o seu moço viu, na sétima vez não foram grandes nuvens de chuva, mas “uma nuvem pequena como a palma da mão do homem” (v. 44). Esse pequeno sinal foi suficiente para Elias crer que cairia abundante chuva, e foi o que aconteceu.
Meus irmãos, multidões e circunstâncias não são garantia de vitória. A única garantia que nos torna mais que vencedores é carregar em nossa vida o que Elias carregava na vida e no nome: O SENHOR é Deus!

Todos os dias precisamos pedir ao SENHOR o fogo do Espírito Santo. E já vimos que esse pedido não consiste em pular, gritar e exigir que Deus cumpra a Sua promessa. Mas em atitude de humildade, orar. E, naturalmente, Deus faz aflorar em nós o fruto do Espírito Santo, que não é enrolar a língua e nem tampouco chacoalhar no chão, mas é “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gálatas 5:22-23). Esta é a verdadeira manifestação do Espírito Santo: uma vida que ecoa que o SENHOR é Deus pela prática destas virtudes.

Deus havia prometido a Elias que choveria. Elias persistiu e confiou quando ainda não havia nuvem alguma no céu. E, ao sinal daquela pequena nuvem, preparou-se para o temporal que se seguiria.

Jesus prometeu voltar. Ele virá resgatar todo aquele que manifestou, de fato, o fruto do Espírito Santo. E, da mesma forma que foi no monte Carmelo, “todo olho O verá” (Apocalipse 1:7). E como o sinal dado a Elias para a chegada da chuva, Ele nos deixou sinais que antecedem a Sua volta.
A pequena nuvem já pode ser vista, meus amados. Eis que o Rei vem vindo! E assim como Elias avisou ao povo da chuva, sejamos, hoje, homens e mulheres de Deus que anunciam o segundo advento de Cristo pela manifestação do Espírito Santo em nossa vida.

Como Elias, confie, peça e espere, e a mão do SENHOR virá ao nosso encontro (v. 46) para nos levar “para o reino do Filho do Seu amor” (Colossenses 1:13).

Rosana Baros

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