Os adventistas guardadores do sábado consideravam Guilherme Miller e Charles Fitch os iniciadores, respectivamente, da proclamação da primeira e da segunda mensagem angélica. Contudo, viam no próprio movimento, com sua ênfase nos mandamentos de Deus, o começo do anúncio da terceira. Seu conceito da batalha do tempo do fim por causa dos mandamentos de Deus, retratada em Apocalipse 12:7, e a exposição mais plena desse versículo nos capítulos 13 e 14 reforçavam a convicção de que não só eram herdeiros do milerismo, como também faziam parte de um movimento predito por Deus que pregaria as três mensagens angélicas a todo o mundo logo antes da colheita do tempo do fim.
Como resultado, tal compreensão das profecias os impeliu à missão. No início do século 21, a convicção de que o movimento correspondia ao cumprimento de profecias resultará em um dos mais abrangentes programas missionários da história do cristianismo. Os adventistas do sétimo dia haviam estabelecido a obra em 204 das 230 nações reconhecidas na época pelas Nações Unidas.
Esse tipo de dedicação não acontece por acidente. Trata-se de um resultado direto da convicção profética de sua responsabilidade. São centrais a essa convicção a ordem do primeiro anjo de Apocalipse 14:6, de pregar “a cada nação, e tribo, e língua, e povo” e o comando de Apocalipse 10:11, de que os desapontados deveriam profetizar “outra vez a muitos povos, e nações, e línguas, e reis” (ARC).
Clyde Hewitt, na tentativa de justificar o sucesso dos adventistas do sétimo dia, em oposição ao encolhimento vivenciado pelos cristãos do advento, denominação à qual pertence, mencionou um elemento essencial ao afirmar: “Os adventistas do sétimo dia têm a convicção de que receberam a ordem divina de dar continuidade à obra profética iniciada por Guilherme Miller e são dedicados a essa tarefa.”
Em contrapartida, o pai de Hewitt escreveu, em 1944, que os cristãos do advento haviam abandonado a interpretação milerita de Daniel 8:14 e das 2.300 tardes e manhãs sem terem chegado à unanimidade quanto ao sentido da passagem. Em 1984, entrevistei outro importante erudito cristão do advento, o qual afirmou que sua denominação não chegava mais a um acordo quanto à interpretação do milênio – o próprio centro da contribuição de Miller.
Senhor, ajuda Tua igreja moderna a perceber que as profecias bíblicas não são uma história morta, mas a única compreensão que a tornará viva em plenitude à medida que a trajetória da Terra avança em direção ao clímax.
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