Por que algumas coisas crescem e outras não? Por que o minúsculo movimento dos guardadores do sábado, com suas doutrinas impopulares, prosperou?
É impossível responder a essa pergunta com certeza absoluta, mas os dados históricos sugerem diversas razões. Antes de analisá-las, porém, precisamos investigar um questionamento bem semelhante: por que o milerismo foi bem-sucedido? Parece que os dois movimentos obtiveram êxito basicamente pelos mesmos motivos.
Uma série de eruditos não adventistas também indagou o porquê do crescimento, sobretudo do milerismo. Um deles sugere que o movimento surgiu no momento certo. Assim, desastres naturais, crises econômicas e sociais proporcionaram o clima adequado para pessoas que procuravam soluções em tempos de estresse e tensão. Em suma, a mensagem de Miller oferecia esperança em um mundo no qual o esforço humano falhara em produzir os resultados esperados. Em outras palavras, quanto mais caóticas as coisas ficam, mais atrativas parecem as vantagens de se crer na volta de Jesus e no milênio. Vemos a ilustração dessa verdade na história do adventismo do sétimo dia com o crescimento das respostas positivas ao evangelismo durante a Primeira Guerra Mundial e em outros períodos problemáticos do século 20.
Um segundo estudioso não adventista atribuiu o sucesso do milerismo a sua ortodoxia – sua harmonia essencial com outras forças religiosas da época. A única “heresia” marcante do milerismo era a doutrina do advento pré-milenar. Porém, a ortodoxia do movimento na maioria dos pontos favoreceria a abertura das pessoas à sua única mensagem não ortodoxa.
Uma terceira resposta para o sucesso do milerismo é que ele se desenvolveu em uma era de reavivamento que proporcionava um método para formar prosélitos, uma atmosfera de esperança que predispunha as pessoas a reagir ao reavivamento e aceitar a visão do novo mundo por vir.
Com certeza, tais fatores externos prepararam o solo para que tanto o milerismo quanto o adventismo do sétimo dia prosperassem. Mais importantes, porém, foram as forças internas (as quais examinaremos ao longo dos próximos dias) que impulsionaram o milerismo e o adventismo do sétimo dia ao sucesso.
Devo acrescentar que tais forças inspiram não só movimentos à ação, mas pessoas também. Portanto, elas continuam a ser significantes para nossa vida hoje, no século 21.
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