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sexta-feira, 14 de abril de 2017

01 Série Foi Por Você - A Glória do Calvário


Por entre as vaias e a cruel zombaria da multidão, Jesus foi conduzido ao Gólgota. Ao transpor o limiar do pretório de Pilatos, impuseram-Lhe sobre os feridos ombros a cruz destinada a Barrabás. {FPV 5.1}
Também foi colocada uma cruz sobre cada um dos dois ladrões que seriam crucificados com Jesus. {FPV 5.2}
O peso do madeiro excedia as forças de Jesus, que estava fatigado e abatido. Após andar um pouco, caiu desmaiado sob o peso da cruz. {FPV 5.3}
Apenas recobrou os sentidos, a cruz foi outra vez posta sobre os Seus ombros. Vacilante, Jesus adiantou-Se alguns passos e novamente Lhe faltaram as forças, tornando a cair. Vendo, pois, Seus algozes que Lhe era impossível levar a cruz, ficaram perplexos por não saber sobre quem impor o humilhante fardo. {FPV 5.4}
Foi então que lhes veio ao encontro Simão de Cirene. A este finalmente obrigaram a levar a cruz até ao Calvário. {FPV 6.1}
Os filhos de Simão eram discípulos de Jesus, mas ele mesmo nunca O havia confessado abertamente. Mais tarde, Simão sentiu-se grato pelo privilégio que lhe coubera de levar a cruz do Salvador, a qual se tornou o meio de sua conversão. As cenas que se desenrolaram no Calvário e as palavras que Jesus ali proferiu induziram Simão a reconhecê-Lo como Filho de Deus. {FPV 6.2}
Tendo chegado ao lugar do suplício, os condenados foram logo amarrados sobre os respectivos madeiros. Os dois criminosos revolveram-se sob as mãos daqueles que os queriam prender à cruz; o Salvador, porém, não lhes opôs nenhuma resistência. {FPV 6.3}
A mãe de Jesus O havia acompanhado naquele pavoroso transe. Ao vê-Lo sucumbir ao peso da cruz, seu coração estava ansioso por ir socorrê-Lo, mas este privilégio lhe foi negado. {FPV 6.4}
A cada momento durante aquele trajeto penoso, ela esperava que Jesus Se prevalecesse de Sua virtude divina para desembaraçar-Se das mãos da turba assassina. E agora que os acontecimentos atingiam o seu fim, vendo ela como os condenados eram pregados sobre a cruz, em que angustiosa tensão ficou sua pobre alma! {FPV 7.1}
Acaso Aquele que tinha dado vida aos mortos consentiria em ser Ele próprio crucificado? Permitiria Ele, o Filho de Deus, que Lhe dessem morte tão cruel? Devia ela por fim renunciar à fé em que Ele era de fato o Messias? {FPV 7.2}
Viu também Suas mãos serem estendidas sobre o madeiro, aquelas mesmas mãos que sempre se estenderam para abençoar os sofredores. {FPV 7.3}
Logo foram trazidos cravos e martelos, e quando aqueles começaram a penetrar nas Suas delicadas carnes, os discípulos, compungidos, tiveram de conduzir para longe da cruel cena o corpo desmaiado da mãe de Jesus. {FPV 7.4}
O Salvador não soltou um gemido sequer. De Seu rosto pálido e sereno transpiravam apenas grossas gotas de suor. Seus discípulos tinham fugido à vista de tão cruel espetáculo. {FPV 7.5}
Enquanto os soldados consumavam a cruel obra, os pensamentos de Jesus, desprezando os próprios sofrimentos, se concentravam na terrível recompensa que aguardava os Seus perseguidores. Deplorando-os na sua ignorância, Ele orou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” Lucas 23:34. {FPV 8.1}
Deste modo Jesus adquiriu o direito de Se fazer o intercessor dos homens perante o Pai. Essa oração de Jesus pelos Seus inimigos abrangia o mundo inteiro. Ela incluía cada pecador que existiu e que havia de existir, desde o princípio até à consumação do mundo. Toda vez que pecamos crucificamos de novo a Jesus. Em nosso favor, Ele ergue as mãos feridas diante do trono do Pai e diz: “Perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” {FPV 8.2}
Estando Jesus pregado sobre a cruz, esta foi levantada por homens robustos, e violentamente fincada no chão. Isso causou ao Filho de Deus sofrimentos indizíveis. {FPV 8.3}
Pilatos escreveu então um letreiro em latim, grego e hebraico, o qual afixou na cruz por cima da cabeça de Jesus, de modo que todos pudessem ler: {FPV 8.4}
“Jesus Nazareno, o Rei dos judeus.” Entretanto, os judeus requereram a Pilatos a modificação do letreiro, dizendo: {FPV 9.1}
“Não escrevas: Rei dos judeus e, sim, que Ele disse: Sou o Rei dos judeus.” João 19:21. {FPV 9.2}
Mas Pilatos, descontente consigo mesmo por causa da sua fraqueza anterior e já enojado da importunação dos ímpios príncipes, respondeu: {FPV 9.3}
“O que escrevi, escrevi.” {FPV 9.4}
Os insensíveis soldados dividiram então entre si as vestes de Jesus. A propósito da túnica, porém, que era sem costura, originou-se uma contenda, que foi resolvida ao concordarem os soldados em lançar sortes sobre a mesma. Este incidente tinha sido assim predito pelo Espírito de Deus: {FPV 9.5}
“Cães Me cercam; uma súcia de malfeitores Me rodeia; traspassaram-Me as mãos e os pés. Posso contar todos os Meus ossos; eles Me estão olhando e encarando em Mim. Repartem entre si as Minhas vestes, e sobre a Minha túnica deitam sortes.” Salmo 22:16-18. {FPV 9.6}
Terrível espetáculo se desdobrou então. Os escribas e príncipes do povo, aliando as suas vozes às do povo, prorromperam em insultos e sarcasmos contra o Filho de Deus, dizendo: {FPV 10.1}
“Se Tu és o Rei dos judeus, salva-Te a Ti mesmo.” “Salvou os outros, a Si mesmo não pode salvar-Se. É Rei de Israel! Desça da cruz, e creremos nEle. Confiou em Deus; pois venha livrá-Lo agora, se de fato Lhe quer bem; porque disse: Sou Filho de Deus.” Mateus 27:42 e 43. {FPV 10.2}
“Os que iam passando, blasfemavam dEle, meneando a cabeça e dizendo: Ah! Tu que destróis o santuário e em três dias o reedificas! Salva-Te a Ti mesmo, descendo da cruz.” Marcos 15:29 e 30. {FPV 10.3}
Cristo poderia ter descido da cruz. Mas, se tivesse feito isso, jamais poderíamos ser salvos. Por nossa causa Ele estava disposto a morrer. {FPV 10.4}
“Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados.” Isaías 53:5. {FPV 10.5}

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