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sábado, 5 de setembro de 2015

EVENTOS FINAIS - A onda de calor de 2003 na Europa



A onda de calor de 2003 na Europa foi uma das ondas de calor mais fortes e que mais consequências trouxe ao Hemisfério Norte. Ocorreu num dos mais quentes verões europeus, causou crises na saúde em vários países e consideráveis impactos na agricultura. Várias pessoas morreram por causa das altas temperaturas, que chegaram a mais de 50 graus Celsius em algumas regiões da Europa. O país mais atingido foi a França, que teve grandes prejuízos devido à onda de calor.
Estima-se que 14 802 pessoas, a maioria idosos, morreram na França por causa do calor, segundo o maior serviço funerário do país. Os verões franceses não são usualmente muito quentes, principalmente ao norte. Como consequência, a maioria das pessoas não sabe como se proteger – por exemplo, contra a desidratação –, e a maioria dos lares e casas de repouso não são equipados com ar-condicionado, embora haja sistemas de emergência contra vários tipos de catástrofe.
Cerca de 20 mil morreram na Itália quando a temperatura oscilou, em muitas cidades, entre 38 °C e 40 °C durante semanas, segundo o eurosurveillance.org. Outras fontes divulgaram números menores, não só para a Itália. Para a revista New Scientist, houve 4.200 mortes na Itália e na Espanha devido à onda de calor. O britânico The Guardian chegou ao número de 1.000 mortes na Itália e 4.000 na Espanha.
No Reino Unido foi registrada a máxima recorde de 38,1 °C (100,6 °F) em Gravesend, Kent, em 10 de agosto. A temperatura mais alta até então foi de 37,1 °C (98,8 °F), em Cheltenham. Análises posteriores revelaram temperaturas altas freqüentes em Brogdale Orchards, uma milha ao sul de Faversham, atingindo 38,5 °C (101,4 °F) em 10 de agosto.
Uma análise retrospectiva, publicada em 2005, informou que 2.39 pessoas morreram por causa da onda de calor, no período de 4 a 13 de agosto.
Houve imensos incêndios florestais em Portugal. 5% da zona rural e 10% das florestas foram destruídas, área correspondente a cerca de 4.000 km². Treze pessoas morreram. A temperatura atingiu a marca de 47,4 °C em Amareleja e 45,4 °C em Beja.
Houve 141 mortes. Recordes de temperatura foram quebrados em várias cidades, incluindo Jerez de la Frontera (45 °C), Badajoz (45 °C), Huelva (43,4 °C, Gerona (41 °C), Burgos (38,8 °), San Sebastián (38,6 °C), Pontevedra (36 °C) e Barcelona (36 °C).
Outras cidades do sul da Espanha registraram temperaturas acima dos 40 °C, porém não há dados precisos: Múrcia (41,8 °C), Toledo (42 °C), Córdoba (46,2 °C) e Sevilha (47 °C).
Na Alemanha, a máxima de 40,4 °C ocorreu em Roth, na Baviera. Com apenas metade da média pluviométrica, os rios chegaram a seu nível mais baixo no século XXI[carece de fontes], impossibilitando a navegação no rio Elba e no rio Danúbio.
Cerca de 7.000 pessoas, na maioria idosos, morreram durante a onda de calor na Alemanha.
Na Suíça, houve degelo nos Alpes, o que causou avalanches e inundações. O país viu, pela primeira vez, as temperaturas atingirem níveis tropicais: 41,5 °C (106,7 °F), em Grono.

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