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sábado, 5 de setembro de 2015

EVENTOS FINAIS - Ébola



A doença por vírus Ébola (DVE), também denominada no Brasil por doença por vírus ebola, é uma doença que atinge seres humanos e outros mamíferos e que é provocada pelo ebolavírus. Os sintomas têm início duas a três semanas após contrair o vírus, manifestando-se inicialmente por febre, garganta inflamada, dores musculares e dores de cabeça. Estes sintomas são seguidos por vómitos, diarreia e exantema, a par de insuficiência hepática e renal. Nesta fase, a pessoa infetada pode começar a ter hemorragias, tanto internas como externas. Em caso de morte, esta geralmente ocorre entre 6 a 16 dias após o início dos sintomas e na maior parte dos casos deve-se à diminuição da pressão arterial resultante da perda de sangue.
Em março de 2014, a Organização Mundial de Saúde (OMS) informou um grande surto de ébola na Guiné, um país da África Ocidental; é o maior já registrado e o primeiro registrado na região. Os pesquisadores rastrearam a eclosão do surto a uma criança de dois anos que morreu no dia 6 de dezembro de 2013.

Países da África Ocidental que foram afetados pelo surto de 2014

Em 8 de agosto de 2014, a OMS declarou a epidemia uma emergência de saúde pública internacional. Instando o mundo a oferecer ajuda às regiões afetadas, o diretor-geral disse que "os países afetados até o momento simplesmente não têm a capacidade de gerenciar um surto desta dimensão e complexidade por conta própria. Exorto a comunidade internacional a prestar este apoio com base mais urgente possível." Em meados de agosto de 2014, a organização Médicos Sem Fronteiras denunciou a situação na capital da Libéria, Monrovia, como "catastrófica" e que "deteriorava a cada dia". Eles relatam que os temores de ébola entre os membros das equipes médicas e os pacientes fechou grande parte do sistema de saúde da cidade, o que deixou muitas pessoas sem tratamento para outras doenças. No final de agosto de 2014, a doença se espalhou para a Nigéria.
Em 6 de setembro de 2014, 4 293 casos suspeitos, incluindo 2 296 mortes, haviam sido notificados; no entanto, a Organização Mundial de Saúde disse que esses números podiam ser muito subestimados.[96] Além disso, o surto resultou em mais de 120 mortes de trabalhadores de saúde, em parte devido à falta de equipamentos e longas horas de exposição. Em 8 de setembro de 2014, a OMS alertou que o número de novos casos na Libéria estava aumentando exponencialmente e aumentaria em "muitos milhares" nas três semanas seguintes.
Além do custo humano, o surto tem corroído severamente as economias dos países afetados. Em agosto de 2014, tentativas de conter o surto foram decretadas, como a colocação de tropas em estradas para isolar as áreas infectadas e impedir aqueles que podem estar infectados de sair e espalhar ainda mais a propagação do vírus. Em setembro, com o fechamento das fronteiras, o cancelamento de voos das companhias aéreas, a evacuação de trabalhadores estrangeiros e um colapso do comércio transfronteiriço, os déficits nacionais da Guiné, Serra Leoa e Libéria foram ampliando-se até o ponto que o Fundo Monetário Internacional (FMI) cogitou expandir o seu apoio financeiro aos três países. A OMS, a Médicos Sem Fronteiras e os profissionais de saúde das Nações Unidas criticaram as restrições de viagem, dizendo que não se justificavam e potencialmente podiam agravar a crise na região. Um relatório do Financial Times sugeriu que o impacto econômico do surto poderia matar mais pessoas do que o próprio vírus.

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