Ellen White estava cada vez mais preocupada com a igreja e com os rumos que ela tomava. Por isso, expressou alguns de seus pensamentos e temores em uma carta a Jones e Waggoner, em 18 de fevereiro de 1887. Ela enfatizou: “Corremos o risco de que nossos ministros estejam se demorando demais nas doutrinas e pregando discursos excessivos sobre questões argumentativas, quando a própria alma deles necessita de religiosidade prática. […] Concentramo-nos muito pouco nas maravilhas da redenção. Necessitamos que tais assuntos sejam apresentados de forma mais completa e contínua. […] Corremos o risco de que mantenhamos os discursos e os artigos impressos como a oferta de Caim, desprovidos de Cristo” (Ct 37, 1887).
Parte da carta era uma repreensão a Jones e Waggoner por tornarem públicas questões polêmicas numa época de crise, e por certos traços de caráter indesejáveis que demonstravam.
Uma cópia da carta reprovando Jones e Waggoner foi enviada a Butler. Exultante com seu conteúdo, ele a interpretou erroneamente como uma confirmação de sua posição sobre a lei. Em estado de euforia, escreveu para Ellen White que havia aprendido a “amar” os dois jovens, observando que sentia pena deles. “Sempre fico com pena daqueles que sofrem tamanho desapontamento.” Apesar da “pena”, Butler alegremente publicou um artigo agressivo na Review de 22 de março, promovendo sua opinião sobre os dois tipos de lei.
Para usar um termo bem brando, Ellen White ficou chateada com Butler pelo uso de sua carta a Jones e Waggoner. Em 5 de abril de 1887, ela disparou uma epístola para Butler e Smith, alegando que a única razão para ter enviado uma cópia de sua carta aos dois homens mais jovens era que eles precisavam ter a mesma cautela ao levar dissensões a público. No entanto, o fato de Butler ter reaberto a batalha publicamente foi apenas mais uma oportunidade para Waggoner contra-argumentar.
À medida que Ellen White começou a entender o caso com mais clareza, ficou mais enérgica em relação aos métodos arbitrários da liderança da Associação Geral. “Precisamos trabalhar como cristãos”, escreveu. Sempre se voltando para as verdades bíblicas, declarou: “Nosso desejo deve ser ficar cheios da plenitude de Deus, além de ter a mansidão e a humildade de Cristo” (Ct 13, 1887).
Tais posturas continuam a ser necessárias para nós.
Senhor, ajuda-nos a ter Tua humildade e Teu espírito, mesmo em tempos de controvérsia teológica.

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