Entre 1872 e 1881, a Igreja Adventista do Sétimo Dia testemunharia o descanso de dois de seus três fundadores. O primeiro foi José Bates, que faleceu no Instituto de Reforma de Saúde, de Battle Creek, em 19 de março de 1872, pouco antes de completar 80 anos. O idoso reformador de saúde mantinha um intenso ritmo de trabalho até perto do fim de sua vida. No ano anterior à sua morte, fez pelos menos 100 reuniões públicas, além das que organizava em sua igreja local e das conferências nas quais participava.
O velho guerreiro compareceu a uma de suas últimas Assembleias da Associação Geral um ano antes de sua morte. Com empolgação, relatou: “A reunião anual foi de interesse profundo e inspirador para a causa. Foi animador ouvir o que se realizou no ano decorrido, descobrir a ampla abertura para a obra missionária e os chamados urgentes para o trabalho ministerial nos vastos campos de colheita.” Bates desejava desesperadamente atender ao chamado, mas não podia.
Ele foi à sua última assembleia dois meses antes de falecer, concluindo com uma oração: “Ó Senhor, em nome de Jesus, ajuda-nos, com este querido povo, a cumprir nossa sagrada promessa e que todo o Teu povo remanescente e expectante entre na aliança contigo.”
Se Bates desfrutou boa saúde até o fim da vida, o mesmo não ocorreu com Tiago White. O excesso de trabalho desencadeou uma série de derrames debilitantes desde a metade da década de 1860. Considerando a condição de sua saúde, é absolutamente incrível perceber o quanto ele continuou a realizar. Tiago morreu dois dias depois de completar 60 anos, em 6 de agosto de 1881.
Ellen ficou arrasada. “Tenho a forte opinião”, escreveu para o filho Willie, “de que minha vida era tão entrelaçada e interligada à de meu marido que me é quase impossível ser de algum valor significativo sem ele” (Ct 17, 1881).
Dezesseis anos mais tarde, ela escreveu: “Quanto, porém, lhe sinto a falta! Como almejo suas palavras de conselho e sabedoria! Como desejaria ouvir suas orações unidas às minhas, pedindo luz e guia, sabedoria para planejar e dirigir a obra!” (ME2, p. 259).
É aí que entra a esperança do advento. Assim como Ellen, também aguardamos o reencontro na manhã da ressurreição com nossos entes queridos.

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