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terça-feira, 21 de julho de 2015
Daniel 7 - Termina na Bandeirada
Os fãs do automobilismo por todo o Brasil anteviam seu triunfo com certa nostalgia, vendo no jovem de 27 anos a esperança de um novo período de conquistas sobre quatro rodas; uma era como fora a de Ayrton Senna, que emocionou o País. E já tendo cruzado a linha de chegada com sua potente Ferrari, Felipe Massa aguardava o fim da prova que o consagraria campeão mundial da Fórmula 1 – e justamente em Interlagos, durante o Grande Prêmio do Brasil. Seria um presente inesquecível para a torcida verde e amarela. Seria. Em pleno 2 de novembro de 2008, Dia de Finados, foram as esperanças de Massa que acabaram sepultadas no autódromo. Para sagrar-se campeão, o piloto brasileiro tinha a obrigação de vencer a prova e torcer para que seu rival, o inglês Lewis Hamilton, chegasse em 6º lugar. Entretanto, na última volta, Hamilton ultrapassou o carro de Timo Glock, piloto da equipe Toyota, chegando assim em 5º lugar e marcando um ponto a mais que Felipe Massa. Naquele domingo, Lewis Hamilton competentemente tirou das mãos de Massa uma vitória que mesmo o mais amargurado pessimista daria como certa.
Apesar de perder o título na última volta, Felipe Massa, minutos após o término da corrida, falou que aquele fora um “dia sensacional”, completando em seguida: “Lógico que as coisas mudarem na última curva era um pouco... não era esperado; acho que mostra que a corrida acaba na bandeirada.”
Vamos aproveitar essa valiosa lição vinda da Fórmula 1 para refletir em algo mais sério. Pare e pense a respeito das condições do mundo: a corrupção na política que é deixada impune; a violência nos lares ganhando espaço nos telejornais; a imoralidade oferecida como produto pelos grandes portais na internet... Se existe um conflito entre o bem e o mal, quem parece estar ganhando? Tudo nos leva a crer que a vitória do mal está assegurada. Mas, por favor, espere mais um pouco – espere até chegarmos à última bandeirada. Porque, à semelhança da temporada de 2008 da Fórmula 1, o triunfo do bem (que foi definitivamente alcançado na cruz do Calvário) será visível para todos na última prova, na última bandeirada.
Daniel 7 é uma confirmação disso. Para que você e eu tenhamos certeza de que Deus está no controle absoluto da História, o Espírito Santo nos deixou essa profecia. Muito do que você já viu em Daniel capítulo 2 se repete agora. Isso nos dá a oportunidade de rever o que já aprendemos e expandir ainda mais nossa compreensão.
No capítulo 2, Daniel ora para compreender o sonho do rei Nabucodonosor. O profeta se inteira, então, tanto do sonho como de seu significado. Na presença do rei de Babilônia, Daniel apresenta o “pacote completo”: sonho mais interpretação. Você lembra?
No capítulo 7, é Daniel quem tem um sonho. Em lugar de estátua, surge um desfile de animais estranhos. Cada animal corresponde a uma parte da estátua, representando os mesmos reinos conhecidos desde o segundo capítulo do livro de Daniel.
Em Daniel 7, vemos o primeiro dos animais – um leão com duas asas – representar o reino da Babilônia, assim como a cabeça de ouro; em seguida, surge um urso manco, que, da mesma forma que o peito de prata, simboliza a Medo-Pérsia, império que sucederia Babilônia; o terceiro reino é a Grécia, que em Daniel 2 aparece como o quadril de bronze, enquanto no capítulo 7 é prefigurado por um leopardo com sete asas e quatro cabeças (as asas indicam a velocidade das conquistas de Alexandre, o Grande, e as quatro cabeças, a divisão do império após a morte de Alexandre entre seus quatro generais: Lisímaco, Cassandro, Ptolomeu e Seleuco); finalmente, temos Roma, antes sob o símbolo das pernas de ferro (Daniel 2) e agora presente na forma do animal terrível e espantoso, com dentes também de ferro (Daniel 7).
O foco de Daniel 7 se torna a perseguição contra o povo de Deus durante as duas fases do último reino (Roma). Diversos imperadores romanos ordenaram que os seguidores de Jesus fossem perseguidos, torturados e, caso se recusassem a abrir mão de sua fé, que fossem mortos de forma humilhante (em muitos casos, por crucificação). Geralmente, a perseguição aos cristãos durante o reinado de Diocleciano (entre os anos 303 a 313 d.C.) é citada como uma das mais drásticas.
Mas o poder romano apresentaria uma segunda fase. Por isso, o quarto animal, terrível e espantoso, se subdivide em dez reinos (chifres), representando a divisão que se seguiu no território romano com a invasão dos povos bárbaros (o que ocasionou a origem da moderna Europa Ocidental). Por essa época, surgiria um novo poder, reunindo a mesma autoridade política do Império Romano, com o acréscimo da autoridade religiosa.
O novo poder, caracterizado como uma ponta pequena, iria (a) falar contra Deus (isto é, blasfemar), (b) perseguir os cristãos fiéis aos princípios da fé evangélica, (c) mudar o único mandamento que trata de um tempo específico (isto é, o quarto, que manda separar o dia de sábado para adorarmos ao Criador) e (d) perseguir o povo cristão por um período de 1.260 anos. Com uma descrição tão exata da atuação da ponta pequena (Dn 7:25), e entendendo que seu surgimento ocorreria no contexto europeu (v. 24), fica fácil entender qual entidade ela representa: a ponta pequena é um símbolo da Igreja Romana, herdeira da autoridade do Império Romano, bem como de seu ódio pelos cristãos que tinham apenas na Bíblia sua fonte de autoridade espiritual.
Aparentemente, o mal triunfou. Durante 1.260 anos, a Igreja Romana perseguiu cristãos, mandou e desmandou em reis e ditou as regras no Ocidente. Mas, lembre-se, ninguém vence até ser dada a bandeirada! Deus deu um basta nos abusos satânicos. Para refrear o mal e garantir a recompensa dos filhos do Reino, foi instalado um tribunal – um tribunal celestial (Dn 7:9-10, 26-27). O tribunal é o meio divino para alcançar a vitória.
Não precisamos nos desesperar em face de violência, imoralidade, impunidade, guerras e demais problemas modernos. O nosso Senhor Jesus, que Se assentou em Seu tribunal, diante do Pai, completará o julgamento e virá nos resgatar. Ele tem nos reservado um reino eterno. Ali, o mal será menos do que a lembrança de um competidor vencido na última volta.
(Douglas Reis é pastor e professor na Escola Adventista de São Francisco do Sul, SC)
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