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terça-feira, 12 de maio de 2015

Açafrão pode ser aliado ao combate ao câncer



Cientistas acreditam que esta substância pode ser auxiliar no tratamento contra o câncer, quando utilizada complementarmente aos métodos tradicionais, como a quimioterapia, radiação ou cirurgia.
Cada vez mais os centros de pesquisa vêm estudando a ação de diferentes substâncias no combate ao câncer. Recentemente, o Jonsson Comprehensive Cancer Center, divulgou novos resultados de uma pesquisa com a curcumina.
A curcumina é um pigmento, de coloração amarelo-alaranjado, encontrada no cúrcuma, ou açafrão-da-índia (Curcuma longa). O extrato da raiz deste vegetal é, geralmente, utilizado como tempero, principalmente na Índia, e é à base do condimento conhecido como curry.
Na Índia, além de ser utilizada como tempero, a curcumina já vem sendo aplicada em tratamentos alternativos contra inflamações. As propriedades anti-inflamatórias desta substância já foram confirmadas por diversos estudos.
Os estudos desta substância relacionados com o câncer iniciaram em 2005, com ratos e culturas de célula. Nos estudos recentes foram realizados testes em 21 pacientes com câncer na cabeça e no pescoço. As análises foram realizadas a partir da saliva, antes e após a ingestão de tabletes contendo curcumina.

De acordo com os pesquisadores, a curcumina age inibindo cadeias que controlam a liberação de moléculas sinalizadoras, as citocinas, que contribuem para o desenvolvimento do câncer. Portanto, a curcumina, seria capaz de suprimir uma série de elementos chave na indução do sinal celular responsável pela proliferação e crescimento de células malignas.
A pesquisa, divulgada no periódico Journal Clinical Cancer Research, afirma: “A curcumina foi bem tolerada e não causa efeitos tóxicos”. Porém, ao contrário do que afirma esta pesquisa, cientistas brasileiros, da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, acreditam que a curcumina, em baixa dosagem, pode prevenir sim os danos no material genético das células; entretanto, em doses elevadas, pode gerar a morte celular, causando danos aos pacientes.
Mais recentemente, alguns trabalhos começaram a sugerir que, além das propriedades anti-inflamatórias e anticancerígenas, a curcumina pode ainda apresentar propriedades antioxidantes – reduzindo a formação de radicais livres – e agir contra outros males, como o Parkinson e o Alzheimer, devido a um efeito neuroprotetor.

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