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quarta-feira, 29 de abril de 2015
24 Criação - Cristo no Centro
Essa maravilhosa descrição de Jesus O enfatiza como criador. Ao mesmo tempo, Ele é Mantenedor e Salvador. No hino mencionado e seu contexto, Paulo seguiu o relato do Gênesis, desde a criação (Gn 1, 2), a queda (Gn 2) e a promessa de salvação (Gn 3:15).
Os conceitos de criação e salvação estão inseparavelmente ligados. Portanto, é ilógico renunciar Jesus como criador ou reinterpretar Sua atividade criadora em um processo evolutivo e ainda mantê-Lo como Salvador. É contraditório dizer que Jesus nos salvou através de Sua morte, uma vez por todas, na cruz, um evento curto na história, e argumentar que Ele nos criou através de um processo que durou milhões ou bilhões de anos e envolve a morte como mecanismo fundamental.
Além disso, o poder criativo de Jesus é visto no fato de que Seus seguidores são espiritualmente recriados (Ef 2:10; 2Co 5:17) e que Jesus criou Sua igreja (Ef 2:15). Em Apocalipse 21 e 22, lemos a respeito de novos céus e nova Terra. Nenhum desses processos criativos, dependentes do sacrifício de Cristo na cruz, requer um processo evolutivo.
Por outro lado, se é verdade que Jesus é o criador, Ele devia saber o processo por meio do qual consumou a criação. Suas palavras têm um peso que sobrepuja todo conhecimento humano. Sabendo que Jesus é o criador, não podemos falar sobre criação e problemas relacionados à fé e ciência, sem levá-Lo a sério. E temos que fazer uma decisão: (1) aceitar o ensino bíblico sobre criação, (2) reinterpretá-lo ou (3) renunciá-lo completamente. Para algumas pessoas, especialmente as que estão envolvidas na comunidade científica, essa pode ser uma decisão difícil. Parece que têm que escolher entre fé e ciência e não querem deixar nenhuma nem a outra. Mas, acima de tudo, essa é uma decisão em favor ou contra Jesus, porque Ele é Criador e Salvador, de acordo com o testemunho bíblico.
Lembro-me de ter ministrado uma série de estudos bíblicos a uma dotada senhora, bióloga, que teve o privilégio de participar de uma expedição à Antártica, organizada pelo governo alemão. Estudando plâncton, ela decidiu crer no criacionismo. Convidei-a então para falar aos estudantes de uma das nossas universidades e tivemos a exposição de um poderoso testemunho.
A decisão de seguir o testemunho bíblico e o exemplo de Jesus pode significar remar contra a maré. Adicionado a isso, significará conviver com muitas questões (como também acontecerá com a decisão contrária), porque não temos todas as respostas para os mistérios das origens. Portanto, deve ser uma decisão fundamentada na fé, confiança na autorrevelação de Deus em Sua Palavra. Pessoalmente, considero essa opção a melhor alternativa.
Oro para que nos firmemos na decisão de aceitar Cristo como criador e salvador, nela permanecendo mesmo nos tempos mais desafiadores. Possamos nós experimentar a alegria de segui-Lo. Afinal, “nEle, foram criadas todas as coisas, nos Céus e sobre a Terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dEle e para Ele. Ele é antes de todas as coisas. NEle, tudo subsiste… porque aprouve a Deus que, nEle, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da Sua cruz, por meio dEle, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a Terra, quer nos Céus”.
Ekkehardt Müeller – Diretor associado do Instituto de Pesquisa Bíblica, Silver Spring, Estados Unidos. Publicado na Revista Ministério Mar/Abr-2012.
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