Por mais que o direito romano, a lei mosaica e a lei rabínica impactassem a vida dos judeus que viveram em Israel no primeiro século, muitas pessoas que seguiam a religião de Israel viviam fora da Palestina e além das fronteiras do Império Romano. Assim, muitas dessas leis não teriam desempenhado um papel importante em sua vida.
No entanto, todo seguidor do Deus de Israel teria sido fiel aos Dez Mandamentos. Os Dez Mandamentos proviam a estrutura moral que sustentava Israel, a metáfora que a Bíblia usa para expressar essa relação é aliança. Embora a metáfora venha da esfera do direito internacional, é errado compreendermos mandamentos apenas como um resumo das obrigações de Israel para com Deus. A obediência de Israel aos mandamentos era mais uma resposta ao amor do que uma questão de submissão à vontade divina.
Os Dez Mandamentos superavam qualquer sistema jurídico conhecido por judeus no primeiro século. Mesmo os fariseus, que tinham memorizado meticulosamente as 613 leis mosaicas, reconheciam a importância dos Dez mandamentos. A divisão da Mishná chamada Tamid contém um mandamento rabínico de recitar os Dez Mandamentos diariamente. Acreditava-se que todas as utras leis estavam contidas nos Dez Mandamentos. Na verdade, o filósofo judeu Filo, contemporâneo de Jesus, escreveu um livro sobre a posição central que os Dez Mandamentos tinham entre todas as leis bíblicas.

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